Armador do Bauru e da seleção brasileira sofre grave lesão.

15/03/2016

A temporada chega ao fim para Ricardo Fischer, mas não só para ele. Com grave lesão no joelho direito (ruptura do cruzamento ligado anterior), armador deverá ficar afastado do esporte de seis a oito meses. Mais do que perca para o técnico do Bauru, Demétrius; perde o basquete nacional, perde o amante do esporte.

 

 Com futuro brilhante pela frente, Ricardo deixará de nos agraciar com seu basquete por até 08 meses. / Caio Casagrande

 

O armador sofreu a lesão na semifinal diante do Flamengo, quando subiu para disputar o rebote defensivo e caiu de mau jeito. O camisa 5 precisou sair carregado pelo companheiro Alex e assistiu, do banco de reservas, a superação de seu time na Liga das Américas. Bauru acabou ficando com o vice campeonato.

 

Evolução 

 

O jovem armador que defende as cores do Bauru Basket, retornou ao Brasil em 2011, após longa experiência internacional. Desembarcou em São José dos Campos, onde chegando no final da temporada e com 20 anos mostrou talento, emplacando boa dupla com Fulvio. Na temporada seguinte, ao lado de um elenco recheado de craques, chegou a final diante do Brasília. O bom desempenho consolidado naquele ano, aliado ao vicecampeonato, levou o armador a Cidade Sem Limites.

 

Chegando em Bauru, Fischer pôde realizar o sonho de atuar com seu irmão, que já era ídolo na cidade. O ligeirinho foi ganhando seu espaço, especialmente com a conquista do LDB, e assim foi accirando a briga com Larry Taylor pela vaga no time titular. Com muita tecnica e inteligência, Fischer assumiu a liderança da equipe, desbancando o maior ídolo da história bauruense. Em constante evolução o armador ganhou Paulista, Liga Sulamericana, Liga das Américas, Panamericano e foi MVP do Jogo das Estrelas.

 

Perda imensurável

 

A ausência de Fischer causa muitos transtornos ao clube a à seleção. Demétrius perde seu motor, e com seu reserva, Paulinho Boracini ainda machuca, vê a equipe sofrer na armação. Alex deve assumir o posto, abrindo espaço para Leo Meindl, embora Gui Santos tenha entrado bem na decisão da LDA.

 

Porém a Fischer carrega consigo uma responsabilidade muito maior do que simplesmente armar a equipe... O camisa 5, é um dos pilares na pontuação da equipe, com números altos nos arremessos, algo que falta a seus substitutos. O entrosamento, em especial com os pivôs, também é algo que Bauru perde sem o atleta. 

 

Com maturidade e evolução contínua, Ricardo era figura praticamente certa nas Olimpíadas. Com sua ausência, Magnano - que já tinha perdido Splitter -, agora precisa encontrar outra peça para representar a seleção jogando em casa. Entram no radar do treinador Deryk e Larry, embora ambos não exerçam essa função de organizador de jogo, com o uso do pick and roll. Os jogadores de Brasília e Mogi, entretanto, agregam poder de infiltração em velocidade.

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