Mantendo a evolução, Bauru estraga pretensão francana.

30/03/2016

Era Franca, que jogando na casa do rival, precisava da vitória para defender, diante de sua torcida, uma vaga às quartas. Mas desatenta na defesa, a equipe sofreu com o poderio ofensivo do adversário, que mais alto e mais participativo, levou vantagem durante todo o embate, sacramentando assim a vitória com larga vantagem, 103 a 78.

 

Bauru que entrou sem pretensões na tabela, mas almejando manter a evolução e adaptação da equipe sem Ricardo Fischer, agora terá 20 dias de pausa até a volta às quadras, já nas quartas de final, diante do vencedor de Pinheiros e Minas.

 

Os visitantes voltarão a jogar com desvantagem de quadra diante do Rio Claro, que possui mesma campanha mas leva vantagem no confronto direto, e assim, decidirá no Felipão. A série terá início dia 02!

 

O JOGO

 

Esqueça todos os prognósticos que um clássico leva consigo. Jogando coletivamente, mas contando com boa participação de Alex, que anotou 10 pontos sendo seis deles em bolas de três, Bauru aplicou sonoros 17 a 6 com apenas cinco minutos do primeiro quarto. A vantagem fez com que a já esperada rotação bauruense acontece antes do esperado, e os reservas não amoleceram na defesa. Levando o adversário ao erro, e saindo em transição com Boracini, os mandantes fecharam o primeiro quarto com larga vantagem, 27 a 12.

 

               Defesa bauruense esteve muito sólida na primeira etapa. / Pedro Sacardo

 

No início do segundo Franca voltou mais agressivo aos rebotes, e contando com Cauê bem na área pintada, conseguiu equilibrar a parcial. Do outro lado, o dragão estava sendo guiado por Boracini, tanto na armação quanto na pontuação. A vantagem bauruense foi alargando com a boa distribuição que encontrava jogadores livres, e se aproveitava do bom momento do aniversariante Jefferson, que com onze pontos em sequência, elevou a vantagem a 22 pontos, 50 a 28. No final Kurtz, que foi uma válvula ofensiva da equipe de Lula - que não esteve presente devido a suspeita de dengue -, deu números finais ao primeiro tempo, 51 a 32.

 

Os primeiros minutos do segundo tempo foram de muito equilíbrio próximo a cesta, mas com Bauru aproveitando-se das melhores peças na ala para, com três bolas do perímetro, aplicar 15 a 9 na parcial, elevar a dianteira a 66 a 41. Nezinho então foi mais incisivo no ataque, mas suas três bolas longas foram prontamente respondidas por Bauru, com Hettsheimeir no perímetro. Internamente Kurtz e  Wesley travaram um duelo interessante. A larga vantagem dos mandantes e o revezamento fez com que a equipe acabasse relaxando na defesa. Franca se aproveitou disso, e capturando sobras ofensivas que lhe renderam pontos de segunda chance venceu a parcial, embora o marcador apontasse uma grande distância, 75 a 59.

 

       Leo Meindl veio bem do manco e foi reflexo da diferença de peças das equipes. / Pedro Sacardo

 

O revezamento estabelecido por Demétrius fez com que nove atletas chegasse no último período com ao menos 13 minutos de cancha, e com nenhum deles acima dos 20 minutos. A medida foi determinante para a postura defensiva aplicada no último quarto. Melhor fisicamente, Bauru foi dilatando a vantagem com a boa distribuição - foram 30 assistências na partida -, e assim carimbou a vitória, que tornou-se centenária pelas mãos de Labbate, em dois lances livres.

 

Jefferson William, aniversariante do dia, comentou a vitória e já projetou o que espera dos playoffs: "Pra mim foi uma satisfação muito grande chegar bem nesse momento, trabalhei forte pra isso. O ano passado foi totalmente diferente, a equipe vinha de uma maratona de jogos, e não podemos cometer o erro da temporada passada quando na pausa caímos de rendimento, então daremos ênfase no físico, e com a recuperação de jogadores vindo de lesão, e filosofia do novo treinador, entraremos fortes."

 

Nezinho, pilar francano, comentou o mau resultado,  que tira o mando de quadra da equipe nas oitavas de final, diante do Rio Claro: "A derrota é sempre terrível, mas da maneira que foi fica mais feio, mas agora já foi, e a gente precisa pensar já no Rio Claro. Nossa equipe tem jogado melhor fora de casa, porém eu gostaria muito de jogar, se fosse possível, três partidas dentro do Pedrocão, mas já que não foi possível, esperamos que esse retrospecto ao longo da primeira fase possa ser mantido."

 

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