Pecados capitais

30/03/2016

Jamais uma primeira fase do NBB foi tão equilibrada quanta a dessa temporada. Com exceção de Macaé e Flamengo, todos os outros doze clubes entraram em quadra almejando melhora na derradeira rodada. 

O final emocionante acabou sendo trágico para os joseenses, que viram uma página negra ser escrita na sua bela história. De campeão paulista a eliminação nacional, o São José foi a surpresa negativa da oitava edição do Novo Basquete Brasil. Confira agora os fatores determinantes para a fraca campanha:

DEFESA FRACA

 

O título paulista foi graças a sólida defesa joseense. A equipe conseguia jogar em transição, e em maior número nos contragolpes, chegava com tranquilidade aos resultados positivos. Já no nacional, a equipe não se encontrou defensivamente. Com média de 79 pontos sofridos por jogo, o ataque não conseguiu compensar o número, parando em média nos 74 pontos. Em seis oportunidades, a equipe sofreu 90 pontos ou mais, e acabou derrotada em todas elas.

 

FALHA NO POSICIONAMENTO

 

A queda no rendimento defensivo é reflexo das falhas de posicionamento que a equipe cometeu. Sem a presença no lugar certo, especialmente no garrafão, os comandados de Cristiano perderam muitos rebotes que facilitariam o jogo em transição de Jamaal. A média de sobras da equipe foi de 31 bolas, sendo que nas sete vitórias obtidas no campeonato, em quatro a média foi ultrapassada, chegando até a 43 capturas. Na soma dos sete jogos, a média elevou-se a 34,7.

 

PILARES

 

Uma das máximas do basquete, além de defender, é atuar em conjunto. E foi difícil ver a equipe articular jogadas nesse NBB. A média de apenas 14 assistências por duelo é o melhor recorte de que o ataque não funcionou coletivamente. O jogo não fluiu exatamente porque a defesa não foi forte, e assim, em poucos jogos, a equipe obteve boa distribuição na pontuação. Nos embates que saiu como vencedor, viu ao menos três atletas ultrapassarem a barreira dos dez pontos, algo que dificultou a marcação adversária.

 

DESEMPENHO EM CASA

 

Jogar ao lado do torcedor parece fundamental para uma equipe, seja ela do esporte que for, ainda mais no universo da bola laranja, que a proximidade transforma ainda mais os ginásios, em especial o Lineu de Moura, em um caldeirão. Mas atuando ao lado de seu torcedor, a equipe teve um desempenho pra lá de desanimador. Em 14 compromissos venceu apenas quatro, todos no primeiro turno. Nos últimos oito jogos como mandante, oito resultados negativos.

 

SEGUNDO TURNO

 

O segundo turno não foi negativo apenas dentro de casa não. A águia teve um desempenho abaixo da crítica na segunda metade da competição. Em 14 jogos, a equipe venceu apenas um, contra o caçula Caxias, e viu a campanha de meio de tabela resultar numa precoce eliminação.

 

SAÍDA DE JAMAAL

 

Quando a fase não é boa, tudo acaba conspirando contra. O grande nome da equipe, MVP do Paulista, viu um familiar passar por sérios problemas de saúde nos EUA e acabou se desligando da equipe. Jamaal até retornou ao Brasil, fez alguns jogos, e deu duas vitórias a equipe, sobre o Paulistano e Liga Sorocabana, mas acabou regressando em definitivo para acompanhar o problema familiar.

 

    Com média de 13,4 pontos; 3,1 rebotes e 3,7 assistências, Jamaal se despediu do São José. / Danilo Sardinha

 

CONFRONTOS DIRETOS

 

Para superar as adversidades e carimbar a vaga, mesmo que abaixo do esperado, o São José precisaria compensar nos confrontos diretos, mas não o fez. As duas derrotas para o Macaé, lanterna da competição, derrota em casa para o Caxias e fora para a Liga Sorocabana minaram a última gota de esperança joseense.

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