Caçula atropela o Campeão Sulamericano

03/04/2016

Jogando em casa, para um excelente público que lotou o Ginásio Vasco da Gama, o Caxias fez uma partida irretocável e surpreendeu o Brasília, atual campeão sulamericano pelo placar centenário de 101 a 78. Essa foi a primeira vez na história do NBB, que o caçula alcança os três dígitos na pontuação.

 

Para chegar ao triunfo, a equipe teve uma postura defensiva muito forte, com movimentação e dobras para conter o pick and roll do adversário, que sem saída, e mostrando certa falta de referência com a quadra, se perdeu e foi alvo fácil para os mandantes.

 

Destaque para a força do quinteto titular do Caxias, responsável por 74 pontos, além de Alex, que vinha do banco anotou mais 16. A equipe ideal do Brasília não esteve bem, e anotou apenas 54 pontos. O caçula também foi superior nos rebotes, 39 a 29.

 

O JOGO

 

O embate teve no primeiro os contornos esperados de uma fase de playoffs. Com muito equilíbrio e intensidade, os ataques encontraram dificuldades para romper os sistemas defensivos. Para furar as linhas era preciso movimentação, jogo coletivo e isso foi visto dos dois lados da quadra. Apesar do bom quarto dos pivôs candangos, Giovannoni e Ronald, que combinaram para 11 pontos, foi o Caxias quem levou a melhor. Igualando na área pintada, e melhor no perímetro, a equipe nos minutos finais desgarrou e fechou em 26 a 18.

 

Buscando a reabilitação na partida, o Brasília caiu na armadilha imposta pelos sulistas. Com defesa individual, que cortava a linha de passe, o Caxias viu o adversário mostrar muita desorganização e destempero, em jogadas individuais e forçadas. Assim, os debutantes tiveram tranquilidade para atacar, e castigar o adversário nas bolas internas de Marcão, e no perímetro com Guto e Alex. O Caxias jogava com naturalidade e o placar refletia com justiça o que acontecia na cancha, 46 a 29.

 

A bola certeira de três de Guto foi um aviso dos mandantes. Não haveria relaxamento com a larga vantagem, que com a cesta se elevou a 20 pontos. O Brasília foi ligeiramente superior na parcial, mas mesmo com as cinco bolas certeiras de fora do trio Deryk, Giovannoni e Cipolini, e não permitindo segundas chances para o adversário em rebotes ofensivos, não conseguia se aproximar no placar. O caçula mostrava inteligência para selecionar bem os arremessos, e com Stabile e Betinho, manter a gordura no marcador.

 

         No embate de armadores clássicos, melhor para Gustavinho. / Gabriel Lain

 

A diferença, na casa dos dois dígitos, dava tranquilidade ao Caxias, que tinha pela frente mais dez minutos, onde precisaria carimbar a vitória que vinha numa bela partida. Sem permitir que Deryk, melhor dos candangos na noite, tivesse espaço nos bloqueios, a equipe apostou nas trocas para conter os tiros do ala armador. A medida deu certo, e com Gustavinho levando a melhor diante de um Fúlvio incomodado, assim como toda a equipe, o Caxias foi alargando a vitória na linha do lance livre. Na parcial 20 tentos vieram de faltas cometidas pelos visitantes, que ainda esboçaram trocar faltas por ataques rápidos, mas sem sucesso. 

 

 

 

 

 

 

 

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