Mogi larga na frente rumo à final

Jogando no Hugão, o Mogi das Cruzes venceu o tetracampeão Flamengo por 86 a 81, e abriu a série semifinal em vantagem. O cestinha do jogo foi Tyrone, com 24 pontos, sendo 12 deles em bolas do perímetro. Do outro lado, Marquinhos, sempre ele, foi o grande destaque, com 21 pontos.


Durante toda a partida, que foi marcada pelo alto nível técnico, o Mogi foi melhor, e chegou a liderar por 67 a 51, mas não soube administrar a confortável vantagem e passou momentos de dificuldade até carimbar o triunfo. A equipe de Padovani venceu três das quatro parciais, devido aos rebotes ofensivos e as bolas recuperadas, fundamentos que levou larga vantagem sobre o adversário. Foram 11 rebotes de ataque, contra 7 do Flamengo; 10 bolas roubadas contra cinco do rubronegro.


Agora a equipe de Neto terá dois jogos diante de sua torcida, no Tijuca, para reverter a desvantagem na série e se aproximar da vaga na decisão.


O JOGO


Depois de um começo equilibrado, o Mogi intensificou a defesa com dobras para em três contragolpes colocar 11 a 6. O jogo seguiu com o trabalho dos pivôs. Mais de 70% dos pontos foram anotados por atletas da posição. Lucas Mariano e Mineiro, com 5 pontos cada, foram os destaques, em um quarto equilibrado mas vencido pelo Mogi, 20 a 18.


Mogi soube usar a força do garrafão a partir do segundo quarto, para anular o Flamengo. / Bruno Lorenzo

O Flamengo começou melhor e passou a frente, 25 a 23, após duas bolas certeiras de Marquinhos. Equipe explorava bem o high low com os pivôs. Mas a virada mexeu com o brio de Mogi. A equipe virou a chavinha, fechou a defesa e aplicou 12 a 0, para colocar 35 a 25 no marcador, explorando bem o 1 x 1 próximo à cesta, com Tyrone e Jimmy. Tyrone, por sinal, levantou a torcida com ponte aérea iniciada por Larry. A defesa apertada, aliada mogiana, acabou sendo importante para o Flamengo. Dando menos espaço, a equipe foi cometendo faltas e acabou colocando os rubronegros na linha do lance livre, para, com perfeição na linha, diminuir a vantagem no marcador, 39 a 34.


Sob batuta de Larry Taylor e Shamell, o Mogi dominou o Flamengo. Com muita velocidade, e em transição, a equipe foi abrindo vantagem, enquanto o adversário acusava o golpe. O desempenho nos arremessos foi parecido, mas Mogi recuperava bolas e rebotes de ataque, pegando a defesa dos cariocas desarmada. Assim, com os americanos anotando 20 dos 29 pontos na parcial, a equipe encaminhou a vitória, 66 a 51.


A larga vantagem construída pelos mandantes, que faziam sua melhor partida na pós temporada, deu a sensação de que a vitória estava bem encaminhada. E de fato estava! Mas o Flamengo mostrou a qualidade e a força que tem para voltar ao jogo com a colaboração da acomodação do Mogi. Em um quarto onde Marcelinho brilhou, e viu Robinson e Ronald Ramon colaborarem no perímetro, o Flamengo endureceu a partida.


O capitão rubronegro acertou tiro de três a 40 segundos do fim para diminuir a desvantagem para 78 a 75. Na reposição Filipin recebeu fata, mas desperdiçou os lances livres. No ataque rubronegro um erro da arbitragem, que não anotou falta clara em Robinson, acabou beneficiando o Mogi, que no lance seguinte viu Lucas Mariano capturar rebote ofensivo, receber falta, e converter os dois lances para a 17 segundos ter novamente tranquilidade. O Fla tentou na base dos arremessos rápidos, mas já era tarde para a recuperação, e venceu, mesmo com o erro da arbitragem, a equipe que dominou a partida.

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