Flamengo bate Mogi, e reeditará final diante do Bauru!

18/05/2016

 

Foi equilibrado, emocionante, como tinha de ser, e como a série se desenhou desde o primeiro confronto, no Hugo Ramos. Mas no final, o Flamengo fez valer o mando de quadra, bateu o Mogi por 79 a 75, e volta a enfrentar o Bauru na decisão do NBB8.

 

A base para a vitória rubronegra foi certamente o jogo interno, explorando os pivôs, que juntos, somaram 42 dos 79 pontos da equipe. Mas mais do que isso, a equipe teve aproveitamento superior a 60% no garrafão, além de 37 rebotes, 8 a mais que o adversário.

 

O Fla porém não terá muito tempo para comemorar, por que, já nesse sábado, às 14:10, enfrenta o Bauru, em Marília, pelo primeiro confronto da final.

 

O JOGO

 

O Flamengo começou a partida com muita disposição, frente a sua torcida, e isso explica a liderança, apertada, mas com um domínio maior do que a simples vantagem no marcador. O placar que apontava 15 a 14, escondia fatores importantes, como a busca pelas bolas de segurança das duas equipes no garrafão, o que resultou em pivôs (Meynsee e Lucas Mariano) substituídos após duas faltas logo no início.

 

O jogo se concentrava em mãos experientes, conforme o momento exigia. O Fla apostava em Marquinhos e Olivinha, enquanto Shamell respondia a altura. Os visitantes equilibraram, de fato, o jogo quando começaram a capturar rebotes ofensivos, algo que os rubronegros tinham feito nos primeiros minutos. Assim, passou a alternar a liderança, e conseguiu o empate ao final do primeiro quarto em lances livres de Shamell, 23 a 23.

 

Mogi voltou melhor e, com forte defesa, levou os mandantes ao erro. No ataque, Jimmy, que veio bem do banco, infiltrava com relativa facilidade, 29 a 25. Marquinhos e JP tentaram recolocar o Flamengo na liderança, mas Vitinho, com ajuda de Larry, teve personalidade para alargar a diferença a favor de sua equipe, 39 a 34.

 

 Fla volta a encontrar o Bauru na decisão do NBB. Na temporada passada foi campeão ao vencer o rival por 2 a 0. / Alexandre Durão

 

O segundo quarto, que foi amplamente dominado pelos paulistas, terminou com Meynsee enterrando na única falha defensiva da equipe, mas nada que preocupasse, até por que, naquele momento, Mogi vencia por 44 a 36, após bolas certeiras de Filipin e Tyrone, após belas movimentações ofensivas.

 

Os mandantes voltaram a cancha dispostos a beneficiar-se da estratégia que o adversário executou com perfeição no segundo quarto. Pontuando internamente, e com defesa baixa, para forçar tiro de fora, a equipe pretendia levar o Mogi ao erro, mas Lucas Mariano e Tyrone souberam marcar do perímetro, para administrar a vantagem, mesmo com o bom trabalho de Meynsee e Olivinha, 54 a 47.

 

A partir daí, o que foi visto foi um ajuste defensivo muito bom do Flamengo, que pode ser explicado pelo maior número de erros (4) do que assistências no período. O momento deu tranquilidade para o Fla encostar em bolas de três de Rafa Luz e Olivinha, 57 a 55. Nem mesmo o estouro das faltas coletivas, que levou a equipe do Vale do Paraíba aos lances livres, fez com que Mogi se recuperasse na parcial. O Flamengo, com Marquinhos e Olivinha, passou a frente, e só não foi para os minutos finais com uma vantagem ainda maior, porque Larry acertou cesta no estouro do cronômetro, diminuindo, 62 a 61.

 

O equilíbrio, bem como a alta qualidade técnica, foram marcantes no início do período decisivo. Os mandantes apostavam no jogo mais cadenciado, interno, explorando JP Batista. Mogi, por sua vez, rotacionava melhor, com Lucas Mariano acertando a mão. Porém, foi Vitinho, quem deu a liderança aos paulistas, 70 a 68. As equipes continuaram a trocar cesta, até que Meynsee deu dois belos tocos e inflamou o Ginásio, que pegou ainda mais fogo com a virada, que veio após cesta de Ronald Ramon, 76 a 72.

 

Mogi encostou em cobranças de lance livre de Shamell e Lucas Mariano, 76 a 75. Depois de alguns ataques de pouca movimentação das duas equipes, Olivinha anotou dois pontos na área pintada, 78 a 75. Mogi, com 40 segundos no relógio, trabalhou bem a bola, mas o tiro de Shamell foi curto, e o Flamengo mesmo perdendo o ataque seguinte, capturou rebote ofensivo a 5 segundos do fim. Mogi foi obrigado a parar o jogo com falta em cima do Marcelinho, e o foi o capitão quem selou a vitória ao anotar o segundo lance livre, colocando quatro pontos de vantagem, 79 a 75, a 2 segundos do final da partida. Na reposição, Mogi, que precisava de uma jogada de quatro pontos (tiro de três com lance de bonificação), errou a reposição.

 

 

 

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