Campeonato Paulista respira com ajuda de aparelhos...

05/07/2016

Fundado em 1925, o estadual mais tradicional do país, liga o sinal de alerta. A menos de 20 de vinte dias para o início do Campeonato Paulista, equipes ainda buscam patrocinador para montar ou reforçar o elenco, comprovando as dificuldades que o basquete passa fora das quadras, além da predileção dos clubes por outras competições.

 

Das 10 equipes (América, Bauru, Franca, Liga Sorocabana, Mogi das Cruzes, Osasco, Paulistano, Pinheiros, Rio Claro e XV de Piracicaba), apenas três traçaram e alcançaram um planejamento que possibilite a equipe estrear com sua força máxima, assimilando trabalhos físicos e táticos, casos de Franca, Mogi e Osasco. Evidentemente que alguns ajustes serão feitos até o início da competição, que terá sua primeira fase, entre 23/07 e 24/09, disputada em turno e returno. A tabela completa você pode conferir aqui.

 

 Atual campeão, São José não defenderá o título por razões financeiras. / Danilo Sardinha

 

Em um segundo escalão, Rio Claro parece um degrau a frente. Após alguns trâmites, o Leão anunciou a renovação dos contratos do treinador Dedé, além dos atletas Tatu, Dedé e Teichmann, que compõem a base do quinteto titular da temporada passada. Nos próximos dias outros nomes devem ser anunciados. 

 

Bauru, vice-campeão do NBB8, ainda não encontrou patrocinador máster, mas atletas como Alex, Hettsheimeir, Jefferson, Day e Meindl, demonstram interesse em ficar, e devem aguardar a definição orçamentária do Dragão. Apesar das dificuldades, Bauru - que acabou prejudicado pela má organização da FPB, que na temporada passada marcou o confronto da série semifinal diante do Mogi, na mesma data que a equipe enfrentava equipes da NBA - já sinalizou que ao menos na primeira fase vai colocar a base para jogar.

 

Outras equipes passam pelo mesmo problema de Bauru, casos de Paulistano, Pinheiros, e Liga Sorocabana, todas equipes vinculadas à Liga Nacional, e que disputaram o NBB8. Dessa forma, deve ocorrer um equilíbrio maior no meio da tabela, já que com dificuldades financeiras, os investimentos serão menores nos clubes de alto escalão, diminuindo a grande diferença que existia com as demais equipes que não disputam o Novo Basquete Brasil.

 

Some isso ao regulamento que não prevê rebaixamento, e então o que devemos esperar para essa edição do Campeonato Paulista, é um torneio de um nível técnico menor, onde a competitividade será menor, ao menos na primeira fase, já que 8 dos 10 clubes, seguirão adiante, quando começam os playoffs. 

 

Assim, abre-se espaço para os jovens. Equipes que possuem boa formação de base utilizarão o campeonato como laboratório para a sequência da temporada, que será longa e com o calendário ainda mais apertado, em virtude dos Jogos Olímpicos. Ganha-se de um lado, mas perde-se, e muito do outro...

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