Na abertura do Campeonato Paulista, Mogi bate Franca após duas prorrogações.

23/07/2016

     Foi equilibrada, foi vibrante, foi surpreendente. É assim que pode ser resumida a abertura do Campeonato Paulista. Diante de um regulamento e calendário que acaba desvalorizando o próprio produto, a estreia destoou das previsões e acende uma esperança de bons jogos nesse início de temporada.

 

     E quem saiu vencedor nesse debute foi o Mogi das Cruzes. Jogando no Hugão, a equipe mostrou poder de recuperação, e após duas prorrogações bateu a aplicada equipe de Helinho, que já começa a colocar seus dedos com base na raízes francanas de boa marcação e utilização de dois armadores.

 

O JOGO

 

    Os primeiros minutos do Campeonato Paulista foram de muito equilíbrio. Mesmo jogando longe de seus domínios, Franca não se intimidava e, mais do que isso, vencia pelo placar de 12 a 8. A vantagem dilatou, quando a equipe converteu dois arremessos de três pontos, com Pedro e Alexey, colocando dez pontos de frente, 18 a 8. Nos instantes finais da parcial, Filipin e Larry - valendo de melhor ritmo de treino em virtude de sua pré convocação para a seleção - descontaram e Mogi se aproximou no marcador, 20 a 15.

 

    Apesar da melhora dos mandantes, o Franca continuou ditando o ritmo da partida, e abusando da transição decorrente da boa defesa, conseguiu, com infiltrações de Alexey e Antonio, abrir 28 a 20. A boa defesa levava o Mogi ao erro - foram seis tournovers somente no segundo quarto -, dificultando o trabalho ofensivo dos comandados de Guerrinha, que encontravam dificuldades com a intensa movimentação dos comandados de Helinho.

 

    Nos instantes finais Filipin e Larry até conseguiram romper a defesa adversária, mas com o belo trabalho da dupla Cesar e Cipolini, os visitantes foram para o intervalo na frente, 36 a 27, após bola longa de Cipolini.

 

     Os primeiros pontos de cada equipe na segunda etapa vieram em bolas do perímetro, primeiro com Larry, para os anfitriões, e depois com Cipolini, para o Franca. A equipe da Capital do Basquete voltou a anotar outra bola de fora, com Coelho, na zona morta, mas foi o Mogi quem cresceu no terceiro período. Tirando os espaços do adversária com a defesa alta e utilizando melhor os pivôs, anotou bolas de segurança e encostou no marcador, 42 a 41, após uma corrida de 11 a 0.

 

     Se tratando de um início de temporada, seria impossível manter a mesma proteção defensiva, e o Franca voltou a encontrar espaços no ataque para reencontrar o caminho da cesta, e ir para a parcial final vencendo por 45 a 42.

 

     O Hugo Ramos explodiu com a cesta de três de Caio Torres (foto / Cairo Oliveira), que levou a Mogi à igualdade após ficar atrás por três períodos. Mas, mantendo o sangue frio, os visitantes esfriaram a torcida mogiana com sete pontos em sequência, sendo cinco deles de Pedro, cestinha pelo lado francano, com 19 pontos.

 

 

     Aos poucos, Franca, melhor condicionado, foi abrindo frente na velocidade Alexey, Coelho e Pedro, mas Mogi mostrou garra para voltar a partida após estar 12 pontos atrás no marcador. Liderado por Caio Torres e Shamell, a equipe do Vale do Paraíba foi cortando a diferença usando da sua maior estatura, e assim, em bola certeira de Shamell a 11 segundos do fim, igualou para os mandantes, 62 a 62. Franca teve a oportunidade de vencer a partida, mas pecou na articulação e o jogo foi para a prorrogação.

 

 

OVERTIME

 

   O melhor momento ao final da parcial derradeira, fez com que Mogi iniciasse melhor psicologicamente. Caio Torres deu os primeiros tentos a equipe em bola a média distância. Franca respondeu com Coelho, mas os donos da casa permaneceram na dianteira com base nos lances livres de Larry e Filipin. No último ataque, porém, Pedro sofreu falta de Caio Torres, e empatou a partida, levando o jogo a mais uma tempo extra, 71 a 71.

 

     Todo o equilíbrio visto do terceiro quarto em diante foi para o espaço na segunda prorrogação. Mesmo pior condicionado, em decorrência da temporada mais longa que teve em 2015/2016, Mogi teve mais tranquilidade para selecionar bem os arremessos com jogadores posicionados e preparados psicologicamente para decidir. Assim, abriu 78 a 71 com tiros certeiros de Caio, Shamell e Tyrone e encaminhou o triunfo que se consolidou com tiro de Filipin, 81 a 75.

 

ARBITRAGEM

 

     Outro aspecto positivo nessa tarde de regresso da bola laranja, foi os critérios de arbitragem. Durante alguns contragolpes foi possível ver a orientação para se aplicar a lei da vantagem, e coibir as faltas que freavam as jogadas em que o ataque partia com mais jogadores, beneficiando o infrator.

 

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