Brasil estreia com pé esquerdo no Rio 2016

07/08/2016

      Não foi como o torcedor esperava. Depois de seis vitórias nos jogos preparatórios, sendo uma deles sobre a mesma Lituânia, o Brasil sentiu o nervosismo de estrear diante de sua torcida, e caiu para os atuais vice-campeões europeus por 82 a 76.

 

     Se a vitória não veio, foi muito em função do péssimo primeiro tempo da equipe de Magnano, que utilizou todas as doze peças na tentativa de ascender uma equipe apagada. Porém, os mesmos jogadores foram responsáveis por uma recuperação incrível, e essa equipe, do segundo tempo, com alguns ajustes (lance livre é um deles) é que alimentam a esperança de medalha olímpica.

 

O JOGO

 

     A partida como tinha de ser, começou muito equilibrada. As equipes apresentavam certo nervosismo e explorando o jogo interno trocavam cestas até a metade da primeira parcial, quando o placar apontava igualdade de apenas 4 pontos. Foi quando o brasil cometeu seu primeiro vacilo. Maciulius chutou de três, converteu, e ainda teve o lance de bonificação, mas não conseguiu aproveitar. No ataque seguinte outra bola de fora, dessa vez de Sabonis, 12 a 8.

 

     Aquela altura, a baixa diferença já incomodava. E não só pelos quatro pontos, totalmente reversíveis, mas sim pela pouca efetividade do ataque perante a forte defesa da Lituânia. E foi justamente a partir do sistema defensivo que os visitantes começaram a se desgarrar no marcador. Kalniets orquestrava bem, e com Sabonis mostrando presença no garrafão, a Lituânia fechou o período com 27 a 17.

 

     Na volta para o segundo quarto, o Brasil continuava cometendo erros defensivos, e em menos de um minuto cometeu três faltas, limitando não só as faltas coletivas, mas também os pivôs, que carregados não apertavam a marcação, e permitiram que os atuais vice-campeões europeus dobrassem a pontuação, 48 a 24.

 

     Com a defesa fraca, os comandados de Magnano perdiam uma de suas armas principais, o jogo em transição. No cinco contra cinco, o lado oposto brasileiro não se movimentava, e assim o homem da bola era marcado na dobra. Em poucas ocasiões levava vantagem e era parado com falta, mas com aproveitamento baixíssimo no lance livre, os visitantes, sobra comando de Maciulius - mas com muita distribuição de responsabilidades -, foi para o intervalo com larga vantagem, 58 a 29.

 

 Leandrinho terminou como cestinha com 21 pontos, mas jogo coletivo não funcionou. / Reuters

 

     O intervalo serviu para Ruben Magnano, com toda a bagagem que tem, arrumar a casa. Em jogo estava mais do que uma remontada histórica, estava o brio de uma Arena Carioca e de um país anfitrião. E a reação veio no embalo do público.

 

     Se o jogo coletivo não funcionava como o esperado, era preciso que um atleta chamasse a responsabilidade, e foi Leandrinho quem assumiu o papel de líder. Com 14 pontos na terceira parcial, o Brasil foi encurtando a desvantagem obtida, no primeiro tempo, pelo adversário. 

 

     Precisando tirar 18 pontos de frente , 52 a 70, o Brasil emplacou, com Raulzinho e Nene, 5 a 0 na parcial. Os europeus estavam atônitos com as dobras na marcação, que tiravam toda a articulação de Kalniets e Maciulius. Nem mesmo o tiro certeiro de Seibutis, do perímetro, esfriou o bom momento dos anfitriões, que, com muita velocidade saía em transição e quando precisava encontrava espaços no garrafão com Augusto Lima e Nene. Os pivôs, por sinal, foram intransponíveis na reta final de partida. Assegurando importantes rebotes defensivos, recolocaram o Brasil no jogo, 69 a 75.

 

     Se o Brasil conseguiu encontrar uma maneira de minar o adversário dentro da partida, o mesmo não se pode dizer de outro adversário: o relógio. Com menos de um minuto, a equipe teve de trocar faltas por cestas, e com o adversário aproveitando os lances livres, a recuperação não resultou em vitória, 82 a 76.

 

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