Em jogo dramático, Brasil vence e complica Espanha.

09/08/2016

     Foi uma atuação tão segura quanto dramática. Jogando bem desde os primeiros minutos, Brasil se reabilitou da derrota sofrida na estreia diante da Lituânia, ao bater, nos segundos finais a Espanha por 66 a 65.

 

     Os atuais campeões europeus, que ficaram atrás no marcador toda a partida, conheceram sua segunda derrota e terão que ter campanha impecável além de torcer por combinações de resultados para fugir dos Estados Unidos.

 

O JOGO

 

 

     Brasil contra uma equipe europeia, Brasil saindo atrás, europeus (agora a Espanha) com uma equipe forte e que necessitava cuidado. O cenário do primeiro minuto remetia ao da estreia, diante da Lituânia – partida em que a equipe demorou a acordar e saiu derrotada, mas logo o Brasil tratou de tomar as rédeas da partida. Com defesa forte, e boa armação de Huertas, os mandantes passaram a frente em cesta de Marquinhos, 7 a 4. Huertas e companhia seguiram melhores no período, e assim o fecharam com vantagem no marcador, 18 a 13.

 

     A reação espanhola começou com Navarro, em jogada de cesta e falta, e continuou com a exploração do jogo interno com Reyes e Paul, que foram parar muitas vezes na linha do lance livre. Assim, os europeus encostaram, 20 a 19.

 

     As equipes se alternavam na liderança do marcador utilizando estratégias distintas, mas que causavam transtornos as defesas adversárias. O Brasil apostava na triangulação entre Raulzinho, Alex e um dos pivôs, com o ala pontuando em infiltrações, enquanto que a Espanha investia nas trocas entre alas e pivôs, para assim, lançar mão do miss match e jogar em bolas de segurança.

 

     Depois de alguns minutos as defesas apertaram a marcação e tiraram os ataques da zona de conforto, levando-os a cometer alguns tournovers. Assim, depois de três minutos de baixa pontuação, coube a Giovannoni, do perímetro, recolocar o Brasil na frente, 31 a 29. Com o final do período se aproximando, o Brasil administrou e foi para o intervalo na frente, 34 a 31.

 

     Rotação no garrafão tem sido importante arma devido as inúmeras faltas. / FIBA

 

     O Brasil voltou do intervalo voando e, não à toa, chegou a colocar a 42 a 33 após ponte aérea de Huertas para Felício e contragolpe puxado por Alex e finalizado por Leandrinho. Os atuais campeões europeus não se intimidaram, e voltaram ao jogo em infiltrações de Sergio Rodriguez e Gasol, 42 a 39.

 

     Sobrecarregado de faltas, a seleção canarinho não só teve o ataque limitado a jogadas de média distância para evitar contatos irregulares, como viu o adversário, com base no lance livre manter-se na cola, 47 a 45. Coube à Benite e Augusto Lima dilatarem a frente brasileira ao final do terceiro quarto, 53 a 45.

 

     A jogada de cesta seguida de bonificação de Augusto Lima deu ao Brasil, logo no primeiro ataque da parcial final, sua maior vantagem no jogo, 56 a 45. Mas a margem na casa dos dez pontos caiu rapidamente com alguns erros que o anfitrião vem cometendo desde a estreia: faltas bobas. Esgotando o limite coletivo rapidamente, a marcação precisou ser mais baixa e as bolas de fora de Rodriguez e Llull colocaram fogo no jogo, 57 a 54.

 

     Os minutos finais ficaram marcados pela intensa batalha no garrafão entre Nenê e Augusto Lima frente à Mirotic e Paul Gasol. Mas foi Llull quem mostrou a fúria da Espanha, dando a liderança à equipe a menos de dois minutos para o fim, 65 a 63. A tensão tomou conta da Arena Carioca, e com as equipes falhando na linha do lance livre, o jogo chegou a última bola indefinido.

 

     O Brasil perdia por 65 a 64, quando Marquinhos, no tapinha, virou a partida, a 5 segundos do final do embate. A Espanha ainda tentou uma última bola, mas Alex fechou bem o ângulo de Llull, para assegurar a vitória dos comandados de Magnano.

 

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