Brasil oscila no segundo período e já começa a fazer contas...

11/08/2016

      Em um jogo entre duas equipes fortes qualquer detalhe pode fazer a diferença. E foi justamente uma curta, mas decisiva, pane brasileira que desequilibrou o jogo entre Brasil e Croácia. 

 

      Depois de ficar quatro minutos sem pontuar na metade do segundo período, a equipe de Magnano precisou correr atrás o tempo todo do resultado, e como ele não veio, a conta pode ser cara. Dependendo dos resultados de hoje, o Brasil pode, nas melhor das hipóteses alcançar o quarto lugar, enfrentando assim, os Estados Unidos.

 

 

O JOGO

 

      O Brasil começou o jogo mais intenso, e talvez isso seja um pouco de reflexo do forte jogo que a Croácia fez contra a Argentina no apagar das luzes de terça, mas fato é que a sintonia entre Huertas e os ala funcionaram, e os comandados de Magnano chegaram a abrir 7 a 2.

 

     Aos poucos os europeus foram entrando no jogo, e aproveitando-se do bom momento de Ukic, que terminou a parcial com 7 pontos, encostou e finalizou o período na frente, 19 a 17.

 

     Na volta para a quadra, o Brasil chegou a tomar a ponta, mas não ficou na dianteira por muito tempo. Com alto aproveitamento da linha dos três pontos (60%), a Croácia, de Saric e Bogdanovic fechou os espaços na defesa, e de forma cadenciada, mas eficiente, abriu frente, 31 a 22.

 

 Bogdanovic é o exemplo caro do basquete moderno. Foi decisivo em cada setor de jogo. / Fiba

 

     As mudanças de Magnano – entradas de Benite e Raulzinho – deram resultado. Com mais velocidade, a equipe conseguiu encaixar alguns contragolpes e reduziu a desvantagem, 27 a 33. Porém a equipe que veio às Olimpíadas proveniente do Pré Olímpico Mundial, soube aproveitar o minuto final e foi para o intervalo vencendo por dez pontos, 41 a 31.

 

     Assim como na parcial anterior, o Brasil voltou melhor. Com bola do perímetro de Marquinhos, e lance de cesta e falta de Augusto Lima, o anfitrião encostou no marcador, 41 a 45. Mas novamente veio a pane na defesa. Sendo ultrapassado com facilidade nas infiltrações, a equipe brasileira viu Bogdanovic guiar seu país a uma corrida de 10 a 0, elevando a vantagem à 14 pontos, 55 a 41.

 

     Se no coletivo o jogo não fluía, era necessário que alguém partisse para a individualidade. E foi Leandrinho, novamente, quem assumiu o papel de líder. O jogador que acertou sua volta ao Suns, anotou cinco pontos e reduziu a vantagem para apenas nove pontos, 46 a 55. Dali até o final da parcial, as equipes trocaram cestas, e foi Nene quem deu números finais ao período, 50 a 59.

 

     Depois de alguns minutos de muito equilíbrio, Alex, em jogadas próximo à cesta, cortou ainda mais a diferença no marcador, 58 a 64. Bogdanovic, homem do jogo, tentou colocar água no chopp dos anfitriões, com bola de fora, mas Leandrinho e Giovannoni responderam na mesma moeda, incendiando o jogo, 64 a 67.

 

     Aquela altura a defesa tinha se encontrado, e desestabilizado a fria equipe europeia, porém o ataque, que encontrava espaços na boa armação de Huertas, parava no aro, e assim a diferença se manteve por alguns minutos.

 

     Foi então que o camisa 44 da Croácia apareceu novamente. EM outra bola de fora, ele tentou dar tranquilidade a sua equipe, que vencia por nove pontos – 66 a 75 -, mas Alex e Leandrinho responderam à altura e o jogo seguiu aberto a menos de dois minutos para o final.

 

     Inteligentemente a Croácia soube explorar o jogo de contato para ser colocada na linha do lance livre e obrigar o Brasil a trocar cesta por falta. Impecável na linha, soube garantir a vitória por 80 a 76.

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