Bicampeonato e hegemonia

31/01/2016

Bauru fatura bicampeonato do Troféu Claudio Mortari em jogo eletrizante no Panela de Pressão!

Mais do que o confronto de duas equipes embaladas, mais do que a disputa pela segunda posição, valia título. Estava em disputa a segunda edição do troféu Claudio Mortari, que coloca frente a frente o campeão da Sulamericana e da Liga das Américas.

Com tantos ingredientes e interesses em disputa, o jogo não poderia ser diferente. As equipes entraram forte, com intensidade na defesa, mas com armas interessantes no ataque, não deu para os dois sistemas defensivos. As equipes trocavam cestas, com os visitantes levando vantagem por um jogo mais externo, com bolas certeiras de Deryk e Cipolini, enquanto Bauru apresentava um jogo mais equilibrado. Nos instantes finais Leo Meindl, em dois lances livres, colocou Bauru a frente no marcador, 31 a 29.

 

 

                                      Fulvio para mais dois lances livres / Pedro Sacardo

Com as já esperadas trocas o jogo saiu de uma panorama técnico e ganhou contornos mais emocionantes. Com metade do quarto, apenas 4 cestas certeira das equipes, todas feitas pelos homens do garrafão. Wesley levantou a torcida em toco seguido de enterrada de Murilo, e com 7 a 7 na parcial, Bauru mantinha-se com leve frente no marcador. Com o regresso dos titulares a quadra o confronto seguiu acirrado, embora a qualidade tenha caído um pouco. O dragão se aproveitou de um jogo picado por faltas, para na base do lance livre vencer novamente a parcial por 2 pontos, e fechar o primeiro tempo vencendo por 47 a 43.
 

                                Jogo foi intenso e interno / Murilo Cezar



No retorno para a etapa complementar um atropelo dos candangos, que com uma corrida de 9-0 nos dois primeiros minutos, tomaram a dianteira do marcador, 52 a 47. Ricardo em bandeja deu os primeiros pontos a Bauru na parcial, mas foi em bola de dois, seguida de lance de bonificação de Rafael, que veio a igualdade em 54 tentos. Com as duas equipes acima do limite coletivo de faltas, a defesa enfraqueceu e os lances livres aumentaram. Com o jogo mais parado, Brasília acabou ficando com Diego e Pilar pendurados com 4 faltas no banco de reservas. Em quadra Fulvio colocou o visitante na frente após falta antidesportiva cometida por Jefferson, mas Bauru no último lance do quarto passou a frente em gancho de Alex, 70 a 69.

Na parcial decisiva, em excelente jogada de Ronald, com dois mais falta, os campeões sulamericanos pularam na frente. Mas no ataque seguinte o pivô cometeu sua quinta falta, e nos lances livres Meindl empatou. Deryk e Fischer protagonizavam um duelo a parte. Na metade do tempo, Brasília abriu seis de frente, vantagem essa que foi a maior por parte dos visitantes em todo o jogo. Mas Bauru não se entregou, com jogo interno - mais explorado recentemente - e Hettsheimeir on fire, virou o duelo, 86 a 84. E o duelo Deryk x Fischer voltou a ditar o ritmo ofensivo do jogo. O candango impecável nas bolas longas, e o bauruense internamente. No minuto final o armador do dragão acertou jump certeiro para dar números finais a partida, 94 a 92!

 

                 Bauru é a única equipe que levantou caneco em duas edições / Murilo Cezar 

 

 

 

                             Ricardo Fischer, cestinha com 21 pontos. / Murilo Cezar 

 

 

                  Murilo recebe das mãos do homenageado Claurdio Mortari o troféu / Murilo Cezar



 

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