Equipes se reforçam visando o NBB9

03/11/2016

    Às vésperas do início da nona edição do Novo Basquete Brasil, as equipes vem garimpando bons nomes para que possam aumentar suas chances de uma boa participação nessa que deverá ser a temporada mais equilibrada do campeonato nacional.

 

     Bauru, até o momento, foi quem mais se movimentou. Depois de uma primeira fase de testes no Paulista, a equipe foi encorpando com a inserção de suas principais peças. Na final, sentiu a falta de uma maior participação dos suplentes e esse foi o motivo da dispensa de Booker, que tem muito potencial ofensivo, em troca da chegada de Gegê e Gui Deodato. Ambos deixaram o Rio Claro, após a frustada tentativa de acordo com a prefeitura, que culminou com o pedido de licença junto à Liga.

 

Gui volta a sua terra natal muito mais maduro e podendo acrescentar mais do que já fez a equipe. (Caio Casagrande)

 

     Se o Dragão perde um atleta com muito potencial ofensivo, embora estivesse ainda sofrendo com a adaptação, ganha defensivamente e na rotação. Os jovens Gegê e Gui devem dar descanso as principais peças, além de explorar seus pontos principais, que Bauru tinha perdido. Ambos tem como característica, a boa contribuição na defesa e velocidade para sair em contragolpe. Vale lembrar que os jovens da base apresentam as mesmas características, mas ainda falta bagagem para que saiam de situações adversas, algo que os reforços vem adquirindo com o tempo, e em especial depois que saíram dos seus antigos clubes em busca de espaço no Leão.

 

     Seu maior rival, o Franca, também não ficou parado e trouxe Toyloy para resolver sua maior carência, a ausência de um pivô físico. O americano, que acumula passagens por Palmeiras e Paulistano, está ambientado ao país, mas sem jogar desde o final da temporada passada (abril), deve sofrer um pouco com o ritmo de jogo.

 

 Agressividade e proteção ao aro são principais características do Toyloy. (Fabio Menotti)

 

   A chegada do pivô, faz com que a equipe de Helinho tenha mais presença de garrafão, especialmente quando atuar em conjunto com César ou Cipolini, que gostam de atuar mais soltos para explorar o tiro longo, mas que estavam sendo obrigados a se alternar na posição cinco. Em relação a equipe que disputou o Paulista, e foi muito bem, ainda chegou o ala-armador Cauê Borges, que deve ajudar na rotação. 

 

    E nem mesmo o campeão estadual ficou parado. O Mogi foi até a vizinha Argentina e trouxe Calvi, do Quimsa. O pivô chega para dar descanso a Caio Torres, já que Gerson está machucado, e Tyrone, por vezes, tinha de exercer a função, fazendo com que o revezamento fosse menor. Agora pode distribuir melhor os minutos em um campeonato longo e parelho.

 

Assim como todos os reforços, Calvi já treinou com sua nova equipe. (Vitor Geron)

 

 

    Ainda há, no mercado nacional, a disponibilidade de Teichmann, e o experiente e qualificado jogador não deve ficar muito tempo sem equipe, ainda mais se olharmos a necessidade da maioria das equipes por um ala-pivô ou pivô.

 

     As contratações só reforçam a ambição das agremiações por objetivos altos dentro de um NBB que deverá prezar pelo equilíbrio e alta qualidade técnica.

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