Em reedição da decisão do NBB8, Fla abre competição vencendo Bauru na segunda prorrogação.

05/11/2016

   Foi apenas a abertura do NBB9, mas com todos os ingredientes da decisão dos últimos dois nacionais, Bauru e Flamengo protagonizaram um jogo eletrizante. No final, melhor para o rubronegro, que mesmo fora de casa, iniciou a competição com um triunfo sobre um adversário direto, por 100 a 97.

 

   Foram muitas trocas de lideranças, coletividade e individualidade, com as peças tendo espaço para aparecer e mostrar porque integram equipes mais do que credenciadas ao título. Destaque para Alex e Gui, do lado bauruense, com 30 e 21 pontos, respectivamente; e JP Batista, cestinha carioca com 29 tentos, além de Marquinhos, que comandou todas as ações de sua equipe.

 

   Ao final da partida, Gui comentou sobre a bela partida que fez, mostrando amadurecimento: "O novo Gui vai fazer o que precisa ser feito. Se for pra ser cestinha, pular de cabeça para salvar uma bola, esse vai ser o Gui, que vai fazer de tudo para Bauru ganhar. Hoje não foi suficiente, mas estou bastante otimista com esse time, com essa preleção, temos muito pra dar e é só o começo. Acredito que seja um concorrente direto, então vamos ter de buscar a vitória lá."

 

   Agora o Bauru segue atuando no Panela de Pressão, já que na próxima terça recebe o Macaé. Já o Flamengo segue sua caravana e terá pela frente a tradicional equipe francana, na mesma data, no Pedrocão.

 

 

O JOGO

 

 

   Todo o histórico recente de decisões entre Bauru e Flamengo no Novo Basquete Brasil e Liga das Américas, fez com que as equipes alimentassem uma rivalidade alta nos últimos dois anos, e esse clima fez com que ambos entrassem muito pilhados na partida.

 

   Assim, a vontade exacerbada tomou lugar da tranquilidade, e tanto os mandantes quantos os visitantes, abusaram dos tiros longos em ataques rápidos, não alterando o marcador. O jogo começou a ganhar qualidade quando as equipes investiram na área pintada. Os cariocas perceberam primeiro, e com Ronald e JP abriram 4 a 0, mas Bauru, em infiltrações de Valtinho e Alex, além de tiro de Hettsheimeir, virou a partida, 8 a 6.

 

   Bauru, que vinha dominando os rebotes, com Leo Meindl e Gui, que voltou mas nem parecia ter saído do Dragão, seguiu melhor, e em bola de fora do próprio ala, somada ao trabalho de Hettsheimeir no garrafão, fechou o primeiro quarto na frente, mesmo com boa prestação de Mineiro para o Flamengo, 17 a 12.

 

  A volta para o segundo quarto foi muito equilibrada, com ambos dificultando as ações do oponente. Bauru, atuava de forma mais coletiva, em velocidade, enquanto os atuais campeões respondiam na individualidade de Olivinha, que buscava o jogo à média distância, 21 a 17.

 

 Alex terminou como cestinha, com expressivos 30 pontos. (Caio Casagrande)

 

   Aos poucos, a rotação bauruense, beneficiada da chegada de Gui e Gegê, além da entrada de Gabriel Jau, funcionou melhor. Agredindo Marquinhos, principal organizador e pontuador adversário, e saindo em velocidade, Bauru chegou a abrir 27 a 21. Foi então que Neto chamou de volta suas principais peças. Assim, fez mais do que impedir uma desgarrada do Dragão no marcador, com Marquinhos e JP, chegou a igualar a partida, mas viu Michael anotar dois pontos após assistência de Gui, dando números finais ao primeiro tempo, 33 a 31.

 

   Se nos períodos anteriores a disputa era concentrada no sistema defensivo de ambos os lados, que erros a parte foram muito bem, no terceiro quarto os ataques finalmente fluíram. Com muita velocidade, mas dessa vez orquestrada, as principais peças dos rivais apareceram. Je, até então zerado, ganhou confiança com gancho realizado com a marcação de Olivinha e passou a acertar do perímetro. Mas do outro, JP Batista estava on fire, e pontuando em todos os cantos da quadra mantinha o embate acirrado, 51 a 50.

 

   Só que outros nomes passaram a aparecer. A começar por Alex, que convertendo do perímetro, colocou a vantagem dos mandantes em 54 a 50. Mas o Brabo não contava com o crescimento de rendimento de Marcelinho, que em duas jogadas para três pontos, recolocou o Flamengo na dianteira, mantida até o final da parcial, 58 a 61.

 

   A bola certeira de Ronald Ramon deu aos cariocas sua maior vantagem no marcador, 58 a 64, mas logo nos minutos seguintes, das mãos de Alex, Bauru equilibrou, dando a real dimensão do que vinha sendo e seria cada vez mais frequente no duelo, 66 a 66. O jogo passou a ser estudado, e com alguns atletas pendurados em faltas, decorrentes das inúmeras faltas marcadas, foi comum ver as duas equipes trocando lances livres, até que em um deles Marquinhos obrigou Bauru, já na última bola, forçar a prorrogação, com Alex, 76 a 76.

 

   O lance explodiu a torcida bauruense e essa energia voltou para quadra. Bauru, em tiro de Meindl e bola de segurança de Gui, nas costas da defesa, abriu rapidamente vantagem no período extra. Mas já sem Hettsheimeir e Jefferson, excluídos com cinco faltas, os mandantes sofreram com a forma com que o Flamengo atacava, buscando sempre o jogo interno, agora com Olivinha, 81 a 80.

 

 JP Batista explorou muito bem a exclusão dos três pivôs adversários. (João Pires)

 

   A equipe da Cidade Sem Limites voltou a abrir com Alex e o Batman, 86 a 80, e foi então que a arbitragem, que já vinha sendo questionada pelos dois lados, anulou uma violação dos cariocas. O rubro-negro, que não tinha nada a ver com isso, explorou o jogo interno com JP Batista, e lances livres sofridos por Marquinhos para empatar, levando a partida para o segundo tempo extra, 88 a 88.

 

   Agora, porém, que saiu na frente foi o clube da Gávea, que continuava a explorar o pick and roll com JP, para levar vantagem diante de um pivô com o garrafão desfigurado. Alex, cestinha da partida com 30 pontos, chamou a responsabilidade, e ainda contou com ajuda de Gui para equilibrar as ações, 94 a 94.

 

   Com menos de um minuto no relógio, o jogo seguia a mil, com JP acionado de um lado, e Alex guiando as ações de outro, mas após lances livres de Marcelinho e do próprio pivô rubro-negro, o Flamengo abriu 100 a 97, e nem mesmo Alex conseguiu forçar uma terceira prorrogação, algo que seria história dentro de toda a história do NBB.

 

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