Em jogo duro, Bauru vence Macaé e se recupera no NBB

09/11/2016

   Foi mais suado do que muita gente imaginava, mas o Bauru confirmou as expectativas e bateu o Macaé, por 84 a 76, chegando, assim, a primeira vitória na competição, já que na estreia caiu de pé para o Flamengo, por 100 a 97. Hoje, Bauru dominou a partida, mas seguido sempre de perto pelo rival fluminense, que foi elogiado por Jefferson William, cestinha bauruense com 22 pontos:

 

   "Não acredito que tenha sido uma vitória na marra. O Macaé fez um Campeonato Carioca impondo jogos difíceis para todas as equipes, perdendo de 6 pontos para o Flamengo, de 4 para o Vasco, então sabíamos que seria um jogo difícil, pois é uma equipe muito bem treinada, que usa a velocidade. Temos de enaltecer mais as vitórias porque no NBB não terá jogo fácil."

 

  Demétrius Ferracciú, treinador bauruense, ressaltou mais uma vez que as dificuldades encontradas vem em decorrência dos erros: "O ideal seria algo próximo a oito erros (Bauru cometeu 13). Na verdade mesmo o ideal seria não errar nada (risos). Isso te possibilita maior controle, pois você consegue ir em direção à cesta, mas mesmo assim, com os erros, conseguimos anotar 84 pontos."

 

    Agora Bauru terá pela frente uma sequência longe do Panela de Pressão, contra adversários paulistas. Sem saber se contará com o Brabo, o Dragão terá na ordem: Paulistano, Sorocaba e Pinheiros. Já a equipe do cestinha Anthony com 26 tentos, visitará o Franca, antes de atuar diante de sua torcida, contra o Pinheiros.

 

 

O JOGO

 

   A ausência de Alex, por lesão, não deveria significar muito dentro de quadra. Apesar da qualidade indiscutível do Brabo, o adversário, inferior tecnicamente, não justificava a presença do ala que correria risco de um agravamento do incômodo na coxa caso estivesse em quadra. Mas, o capitão bauruense agrega à equipe de Demétrius muito mais do que recursos técnicos, ele é a personificação do Dragão, que encurrala seus adversários. Sem ele, o Bauru entrou frio, desajustado, e diante de um adversário que buscava pelas mãos de Anthony um sistema de jogo sem compromissos táticos, Bauru pagou caro. O americano rompeu com facilidade à defesa dos mandantes, que recorreram primeiro às bolas de fora de Gui e Hettsheimeir, e depois internamente com o próprio pivô, além de Jefferson, para diminuir o prejuízo parcial, 20 a 22.

 

 Norte-americano mostrou muita qualidade nas infiltrações e tiros longos. (Caio Casagrande)

 

  Descontente com a concentração de sua equipe, Demétrius rotacionou o elenco, ainda procurando uma formação que respondesse às necessidades da partida. Mas se Bauru, com Jefferson inspirado pontuava no ataque, na defesa continuava a enfrentar dificuldades para frear a velocidade de Anthony, que seguia sendo a única alternativa ofensiva da equipe fluminense. O ingresso de Gegê, deu o balanço perfeito à equipe. Com velocidade para fugir dos bloqueios do adversário, o camisa 19 também orquestrou o ataque bauruense, ora servindo Hettsheimeir , ora convertendo bolas do perímetro. Dessa maneira a equipe da Cidade Sem Limites abriu frente, e soube administrar, indo para o intervalo na frente, 43 a 36.

 

 Atuando em parceria com Jefferson, Hettsheimeir foi determinante para a vitória. (Caio Casagrande)

 

    As equipes voltaram melhores na defesa, e isso dificultou as ações ofensivas, elevando o número de rebotes, fundamento que Bauru, através de Leo Meindl, saiu em vantagem. Com as oportunidades provenientes das sobras, os mandantes exploraram Hettsheimeir no poste baixo. Além de levar vantagem em baixo, o pivô bauruense, assim como Gui, converteu do perímetro, elevando a vantagem bauruense na casa dos dígitos duplos. Mas nos instantes finais Anthony e Tiaguinho devolveram na mesma moeda, 55 a 49.

 

   Para conter a blitz final do adversário, que abusaria, como de fato abusou, da velocidade, Demétrius escalou uma equipe veloz. A estratégia fez com que Bauru, com Valtinho e Leo Meindl, cuidasse da bola, cometendo menos violações que nas partidas anteriores, pontuando com Jefferson, mas, em contrapartida, Anthony, agora acompanhado de Igor, mantinham com garra o Macaé na partida. Se Bauru sofria com as bolas de fora do adversário, teve inteligência para explorar o jogo interno com Hettsheiemeir e Leo Meindl. Além disso, rotacionou bem a bola, evitando as dobras do adversário que pressionou quadra toda e abriu espaços bem aproveitados por Bauru no perímetro, com Gui e Leo Meindl, 84 a 76.

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