Mogi vence e Paulistano se complica

A primeira noite da segunda semifinal da Liga Sulamericana terminou com sabor distinto para os brasileiros. O Mogi saiu de quadra com um resultado expressivo, onde explorou a fraqueza do garrafão adversário, enquanto o Paulistano caiu para a equipe local. Como somente um do grupo avança à decisão, todos ainda possuem chances de classificação, embora os vencedores tenham dado largo passo rumo à final.

Mogi e Gimnasia


O confronto entre Mogi e Gimnasia começou em alta velocidade, mas esses aspecto culminou com muitos erros. Aos poucos, através da individualidade de Tyrone, os atuais campeões paulista foram se adaptando melhor ao jogo. O elenco começou a aparecer, e a distribuição foi minando a marcação argentina, especialmente no garrafão, dominado por Caio Torres, 23 a 18.


O desempenho de Schattmann no perímetro fez com que os hermanos se aproximassem no marcador. Com o placar parelho, as equipes buscaram formas de neutralizar as armas do adversário, com o Mogi tirando os arremessos de fora, e o adversário protegendo melhor o garrafão. Assim, o que se viu foi um duelo entre Shamell e Romero, com o armador da equipe do Alto Tietê sendo mais decisivo. No final, bola certeira de De Los Santos, fez com que a diferença caísse ao final do primeiro tempo, 41 a 36.


Larry usou e abusou das infiltrações. (FIBA)

Os primeiros minutos da segunda etapa reservou um embate quase exclusivo entra Larry e Schattmann, que anotaram os cinco primeiros pontos de suas equipes. Aos poucos o jogo individual deu lugar a uma movimentação ofensiva dos dois lados, e percebendo a fragilidade do posicionamento defensivo do Gimnasia, os comandados de Guerrinha foram dominando a área pintada, com bandejas e rebotes. No período em que Tyrone e Caio Torres foram as principais peças, a equipe do Alto Tietê só não foi com um saldo ainda maior para a última parcial, porque desperdiçou inúmeros lances livres, 60 a 50.


Sempre próximo mas sem realmente trocar liderança, o Gimnasia abusou dos ataques rápidos e imprecisos, contra uma equipe, que mais equilibrada, que cortando em direção ao aro, encontrou tapete vermelho para ir dilatando o marcador, fechando a partida em 86 a 67.


Hebraica e Paulistano


Na partida de encerramento da noite, o Hebraica começou a partida diante do Paulistano buscando o jogo interno, e assim, com Hicks e Lloreda, conseguiu carregar rapidamente o adversário em faltas, além de pontuar com frequência. A equipe brasileira respondia nas bolas de fora, com Lucas Dias e Guilherme, mas sem conseguir encontrar espaços no garrafão adversário, forçou muitos arremessos e viu a equipe da casa ser precisa nos contragolpes, especialmente após a entrada de García Moralez, que deu números finais ao primeiro quarto, 30 a 17.


A entrada de Artur Pecos deu mais movimentação ofensiva à equipe de Gustavinho, que passou a descarregar bolas do perímetro, com Jonathan e Eddy. Mas, em contrapartida, a defesa que já apresentava sinais de melhora, proporcionou rebotes ofensivos ao clube ururguaio, que pelas mãos de Smith e Hicks, no lance livre, equilibraram a parcial na primeira metade do período. Mas quando os brasileiros souberam neutralizar as segundas chances, engataram outra sequencia de tiros longo, com Pecos e Georginho, e nem mesmo o arremesso certeiro de Izaguirre esfriou o Paulistano, que na velocidade e pontaria de Lucas e Georginho, cortou drasticamente a desvantagem no marcador, 44 a 43.


Hicks foi o termômetro do Hebraica. (FIBA)

Na volta para a cancha, os uruguaios buscaram explorar sua principal virtude, o jogo em velocidade. O Paulistano, abusando das bolas de fora, que dessa vez pararam no aro, caiu certinho na armadilha do rival, que contragolpeou com inteligência, aproveitando-se da categoria de Smith. Percebendo o mau momento, a equipe da capital paulista buscou o jogo interno, com Eddy e Renato, mas com baixo aproveitamento na linha do lance livre, viu Moralez acertar outra bola da zona morta, para vencer um período tecnicamente fraco, mas que garantiu uma tímida vantagem no marcador, 59 a 54.

Os primeiros minutos do último período foram burocráticos. Com a pressão de um torneio curto, que exige perfeição para avançar à final, os oponentes concentraram os esforços na defesa e apresentaram lentidão no ataque. Evidentemente a partida foi fluindo, e os ataques começaram a funcionar. Parodi acertou de fora, mas Pecos devolveu na mesma moeda e ainda contou, finalmente, com trabalho junto à cesta de Guilherme Hubner, para empatar a parcial, mantendo-se vivo na partida.

A equipe que entrara com a missão de manter-se próximo para um bote final, acabou pagando caro com as violações cometidas consecutivamente apesar da melhora significativa no trabalho de cinco contra cinco. Assim, exposto na defesa, acabou sofrendo com a frieza de Parodi, Moralez e Smith, que ampliaram a vantagem em nove ponto a seu favor. O Paulistano tentou uma blitz, e com muita pressão na linha de passe, conseguiu, na mesma moeda, com Lucas Dias, Pecos e Jonathan se aproximar, mas Hicks, à média distância, e o relógio, com segundos, minaram a reação tardia dos brasileiros, 79 a 75.

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