Mogi controla Hebraica e vai à final

10/11/2016

   O Mogi está na final da Liga Sulamericana. Menos de um mês após vencer o Campeonato Paulista, a equipe do Alto Tietê volta a uma decisão, tendo agora a oportunidade de alcançar seu primeiro título internacional. Shamell e companhia chegam à decisão após bater o Hebraica por 82 a 69, alcançando assim três triunfos em três partidas dentro da semifinal sediada no Uruguai. Na partida decisiva sobre os mandantes, o cestinha da partida foi Larry, com 21 tentos, embora Shamell e Caio Torres tenha feito partida notável.

 

    Com as vitórias elásticas sobre o Paulistano, e agora sobre o Hebraica, a equipe comandada por Guerrinha terá mando de quadra na decisão, diante do Bahia (ARG). A série será disputada entre os dias 23 de novembro e 7 de dezembro, em uma decisão melhor de cinco partidas, sendo as duas primeiras e a última - se necessária - disputada no Hugão.

 

O JOGO

 

     O Mogi iniciou a partida sem sentir o peso do duelo, que valia vaga para a final. Assim, com boa seleção, conseguiu ser efetivo no ataque, distribuindo os pontos entre os jogadores e setores. Isso fez com que o adversário, que explora muito bem o contragolpe ficasse sem sua principal arma. No cinco contra cinco, Jimmy anulava Garcia Moralez, fazendo com que a equipe do Alto Tietê fosse abrindo frente. Nos instantes finais, o Hebraica se aproveitou do estouro das faltas coletivas, e no lance livre foi cortando a vantagem, embora Caio Torres devolvesse do outro lado da quadra, 26 a 15.

 

 Dominando os rebotes e calibrado no perímetro, Mogi dominou a partida. (FIBA)

 

  Diferentemente da parcial anterior, quando os brasileiros iniciaram melhor, dessa vez os mandantes, aproveitando-se  dos rebotes ofensivos, conseguiram se sair bem no início. Aos poucos o ataque de Guerrinha voltou a incomodar através de seus pilares, Shamell e Caio Torres, para não só equilibrar o período, como também aumentar a frente no marcador. O regresso de Parodi e Garcia Moralez aumentou o poder de fogo dos mandantes, que finalmente acertaram a primeira do perímetro, mas Fabrício, devolvendo na mesma moeda, e Shamell no jogo interno, fizeram com que Mogi fosse com uma boa gordura para o intervalo, 43 a 29.

 

   Na volta para a segunda etapa, a defesa uruguaia forçou o jogo externo do Mogi, cortando qualquer possibilidade de infiltração e uso dos pivôs. A medida levou ao erro do adversário e consequentes contragolpes, ora aproveitados, ora desperdiçados por muita velocidade em situações de superioridade numérica. Foi então que Larry e Shamell chamaram a responsabilidade. Colocando a bola em baixo do braço, os americanos que há muito residem no Brasil, levaram ampla vantagem no individualismo, aumentando a vantagem mogiana. Mas, uma desatenção na rotação do elenco fez com que o adversário, sob batuta de Parodi, tiro certeiro de Moralez, além de presença de Smith no garrafão, diminuísse o prejuízo, que ainda era grande, 61 a 45.

 

    Nem mesmo a parada obrigatória do final de quarto serviu de alerta ao campeão paulista, que permitiu que Zannota e Moralez saíssem livres dos bloqueios, e se tratando dos dois, o arremesso longo acabou na redinha, para desespero de Guerrinha, que viu a vantagem cair bruscamente para dez pontos. A medida para voltar ao controle da partida foi investir numa defesa alta e trabalhar internamente com Caio Torres e Larry. A mudança de postura freou qualquer chance do Hebraica na partida,que terminou já com atletas menos utilizados, e com vitória da equipe brasileira por 82 a 69.

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