Vitória bate Brasília e mantém invencibilidade

15/11/2016

    Administrando a boa margem que obteve no primeiro quarto, quando aplicou 21 a 9, o Vitória venceu o confronto dos invictos diante do Brasília por 88 a 77, chegando assim a seu segundo triunfo no NBB9. Os candangos também possuem duas vitórias, mas agora em três partidas.

 

   A vitória dos mandantes premiou justamente a equipe que não oscilou em nenhum momento, reforçando as previsões de uma temporada mais animadora do que a de estreia, quando caiu nas oitavas de final. O Brasília mostrou que segue firme, mas precisa de um equilíbrio maior na defesa, para não voltar a sofrer panes.

 

    Além disso, seis atletas do rubronegro alcançaram dígitos duplos na pontuação, contra apenas três do Time de Lobos.

 

O JOGO

 

  Embalado pela vitória fora de casa na estreia diante do Pinheiros, o Vitória iniciou a sua caminhada dentro de casa com muita propriedade. Com uma defesa colaborativa, especialmente com velocidade no lado oposto com Edu, que veio muito bem do banco, a equipe causou extrema dificuldade ao Brasília, que forçou alguns arremessos de fora, e sofreu no contragolpe com a velocidade de André Goés, e presença importante dos pivôs em bolas de put back. No final, já com o cronômetro zerado, Key bateu lances livres e deu números finais ao primeiro quarto, 21 a 9.

 

   Ciente da necessidade de mudança de postura defensiva, os visitantes voltaram para o segundo quarto marcando quadra toda, e a medida deu resultado. Com as dobras e pouco tempo no relógio de posse de bola, o ataque rubronegro não teve a mesma organização. Assim, saindo em contragolpe e com boa articulação de Fúlvio, que sempre buscou o jogo interno, quase todo o quinteto pontuou na zona pintada. Régis sentiu o momento negativo de sua equipe, e para fugir da forte marcação do adversário três vezes campeão do NBB, colocou em quadra o trio de americanos, e um deles brilhou. Dawkins, já nos minutos finais do período, converteu bolas consecutivas do perímetro, freando a reação candanga, que contou também com boa participação de Giovannoni, 42 a 32.

 

 André Góes foi fundamental com 16 pontos. (Divulgação)

 

   O início do segundo tempo veio acompanhado de um crescimento do nível técnico de ambos os lados. As inúmeras variações ofensivas culminaram em bolas de seguranças das duas equipes, bem como arremessos certeiros da linha dos três pontos de Fúlvio e Giovannoni de um lado lado, enquanto Edu Mariano devolveu na mesma moeda. Nem mesmo o decorrer do período desacelerou o ritmo dos adversários, que do meio do quarto em diante concentraram as suas jogadas próximas à cesta, com os mandantes explorando muito bem Kurtz; e os visitantes, que foram ligeiramente superiores no quarto, utilizando-se das infiltrações de Fúlvio e prestação de Lucas Mariano, 60 a 55.

 

   O ritmo e o equilíbrio que foram aumentando com o decorrer da partida, mas que se acentuaram na parcial anterior, seguiram altos, mas sempre com os donos da casa mantendo-se na dianteira. É bem verdade que o leque se alterou um pouco, com o Vitória utilizando agora Coimbra mais distante da cesta, abrindo espaços para infiltração de André Goes, além de também pontuar de longa distância. O Brasília tinha um equilíbrio maior no ataque, já que movimentava melhor a bola, e contava com tiros certeiros de Deryk e Fúlvio. O armador, por sinal,  foi quem mais apareceu no último quarto. Com pontaria afiada, ele foi guiando os Lobos, que chegaram a ficar apenas uma posse de bola do empate, mas Renato, que não vinha sendo destaque ofensivo, apareceu para os mandantes, e com dos tiros longos, garantiu o triunfo para o Vitória, que mantém a invencibilidade, 88 a 77.

 

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