Com muita facilidade, Vasco atropela Mogi.

O Vasco se recuperou da derrota para o Campo Mourão de forma maiúscula. Atuando de forma organizada e coletiva, a equipe fez uma partida irretocável, passando por cima do Mogi, atual campeão paulista, por 94 a 70.


A alta diferença no marcador coroou aqueles que buscaram o jogo desde o começo, dominando os rebotes, especialmente com Fiorotto (12), distribuindo assistências com Nezinho (7), e pontuando com o próprio armador (22) e com o escolta David Jackson (26). O placar elástico pode vir a ser importante em um eventual empate ao final da primeira fase, já que o salde de cestas no confronto direto é o primeiro critério de desempate.


Do outro lado, a equipe do Alto Tietê, mais preocupada com a decisão da Sulamericana, tanto que poupou Caio Torres, volta com uma preocupação na mala. Sem o pivô, a equipe de Guerrinha foi presa fácil dentro do garrafão, algo que deveria ser solucionado com a ajuda do lado oposto, que em nenhum momento funcionou. Às vésperas da final, é algo a ser corrigido.

O JOGO

As equipes, credenciadas ao G4 da competição, iniciaram a partida de forma distinta. O Vasco, atuando em casa, explorava a alternância de função de David Jackson e Nezinho visando encontrar espaços nas trocas; já o Mogi, diferentemente do que fez na semifinal da Liga Sulamericana, apostava no individualismo do seu trio norte-americano. Aos poucos Nezinho começou a ser mais horizontal nas jogadas, dando a liderança aos cariocas, mas os paulistas perceberam rapidamente, pressionaram e recuperaram bolas. Entretanto os comandados de Guerrinha não aproveitaram as ocasiões de superioridade numérica, forçando bolas de fora que não caíram. No minuto final, uma bola do perímetro de cada lado deram números finais ao primeiro quarto, 17 a 17.


Se a partida estava morna, David Jackson e companhia trataram de elevar o ritmo vascaíno ao impor um início de parcial muito agudo e superior ao adversário. Anulando os paulistas na defesa, e movimentando bem a bola no ataque, quando atuou bem aberto, o cruzmaltino contou com boa contribuição do ala para colocar a vantagem na casa dos dez pontos. O atual campeão paulista até emplacou duas bolas longas com Calvi e Shamell, mas com os pivôs do Vasco dominando os dois lados da quadra, com David Jackson on fire e com inteligência da equipe para utilizar o poste baixo no um contra um, os cariocas foram para o intervalo com uma diferença confortável, que só não foi maior por conta do individualismo de Shamell, 43 a 34.


Armador cruz-maltino comandou as ações do Vasco. (Divulgação)

As equipes voltaram a quadra para o segundo tempo e o jogo permaneceu com o mesmo cenário. Isso porque o Vasco fazia uma partida impecável do ponto de vista coletivo. Com bela armação de Nezinho, o cruz-maltino girava a bola com facilidade, e encontrando Helio e Murilo bem posicionados no perímetro, bem como Murilo no garrafão, além do próprio arsenal ofensivo do armador, foi colocando uma vantagem que assusta se olharmos a proximidade das equipes. Tyrone, atacando o aro, era figura isolada da equipe do Alto Tietê, que ainda sofreu cestas de Murilo e David Jackson, que deram ao Vasco, ao final da parcial, a maior vantagem do jogo, 69 a 42.


Aquela altura, era impossível que os mandantes deixassem a vitória escapar, e Guerrinha tinha conhecimento disso, tanto que rotacionou sua equipe em busca de uma melhora, especialmente defensiva, já visando as finais da Sulamericana, diante do Bahía Blanca, da Argentina. E a equipe realmente melhorou atrás, tanto que tirou os espaços do Gigante da Colina, e saindo em transição teve confiança para, com Shamell e Jimmy, converter bolas de fora, seu maior desperdício na partida. Mas os cariocas se ajustaram defensivamente, e explorando o trabalho de Wagner próximo à cesta, além de tiros longos de Palacios e David Jackson, equilibraram a parcial e fecharam um jogo em que dominaram por completo, 94 a 70.

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