Com começo de NBB impactante, Campo Mourão impõe respeito.

03/12/2016

   Ele subiu para a elite do basquete nacional, o NBB. A vaga não veio de forma direta, veio somente após a desistência do São José, mas quem ousaria questionar o merecimento da conquista, que com um projeto interessante, ultrapassa as dificuldades vividas dentro do esporte, ainda mais fora dos grandes centros? A equipe, que perdeu a decisão da Liga Ouro, para o gigante Vasco, é gigante como ele.

 

   Depois de alcançar seu maior objetivo, estar na nata do basquete nacional, o Campo Mourão saberia que não teria moleza, mas o que vemos hoje, é que quem não tem e não terá moleza, são os adversários do caçula, que faz ótima campanha nesse início de temporada. Mais quais fatores justificam tal arrancada, a segunda melhor dentre os estreantes? (A equipe soma quatro vitórias em sete partidas, atrás apenas do Uberlândia, no NBB3!) Conseguirá, o Campo Mourão, manter esse ritmo?

 

 Na ocasião, Uberlândia de Robert Day, caiu nas quartas para o Brasília, que ficaria com o título. (Valter de Paula)

 

   Como todo projeto de sucesso, o segredo passa pelo planejamento. Desde a confirmação da vaga para o NBB, a diretoria tratou de iniciar os trabalhos, já que sabia o que viria pela frente. Tudo começou com a manutenção de peças que estavam na equipe (Bruno, Leandro e Wesley). Feito isso, a direção buscou jogadores experientes, como Douglas Nunes e Atílio (esse após o encerramento das atividades em Rio Claro). Se juntaram à eles valores como Betinho e Cauê, que vem se destacando dentro da competição, minando a saída de Alexey, que voltou para Franca.

 

   Ambos, sob instrução de Emerson de Souza, vem se entendendo muito bem dentro de quadra, nas funções de armador e ala, destacando-se nas estatísticas da competição. Cauê tem médias de 6,5 assistências por partida (3ª maior do campeonato), enquanto que Betinho, principal nome do time, tem 22 pontos de média, também terceira maior do torneio.

 

 Para delírio da torcida, Betinho está no auge da carreira. (Reprodução/Facebook)

 

   Outro ponto importante é a relação time-torcida. Situado em uma cidade universitária, que respira esporte e o espírito de competição, a cidade abraçou o time. Com apoio incondicional dentro e fora das quadra, a população contagiou o grupo, que parece estar em sintonia, e tem deixado em quadra tudo pelas vitórias, até mesmo quando o jogo é longe do Belin Carolo e diante de adversários superiores tecnicamente, como foi diante do Vasco, no Rio de Janeiro.

 

   Em um torneio equilibrado e longo como o Novo Basquete Brasil, é difícil fazer qualquer projeção, e o próprio time é prova disso, afinal, calou muitos que o colocaram como presa fácil. Não sabemos até aonde o Campo Mourão pode chegar, mas, sem dúvida nenhuma, com apoio de sua apaixonada torcida, o caminho para os playoffs é muito mais palpável.

 

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