Jogando coletivamente, Brasília deslancha e derrota facilmente o Flamengo.

14/01/2017

   O Brasília colocou na mesa todas as cartas que o credenciam à final do NBB9. Com certa tranquilidade, a equipe explorou o jogo coletivo para bater o líder e rival histórico Flamengo, por 95 a 83, na Capital Federal. Com o resultado, os mandantes chegam as mesmas onze vitórias do adversário, mas o Clube da Gávea tem um jogo adiado por fazer.

 

   Apesar da contribuição de cinco atletas que contribuíram com dez ou mais pontos, a vitória dos Lobos se deve ao grande jogo de Fúlvio, motorzinho da equipe. O camisa 11 orquestrou muito bem o ataque da sua equipe, escancarando um problema que o rubronegro tem enfrentado devido às lesões de seus armadores, Ricardo Fischer e Humberto.

 

   Além disso, a equipe de Neto não conseguiu conter Lucas Mariano. O jovem pivô formado em Franca, levou ampla vantagem em jogadas de pick and roll e poste baixo, causando estragos a defesa do Flamengo, que durante o tempo normal não havia sofrido mais de 90 pontos em uma partida. 

 

O JOGO

 

   Nos primeiros minutos do Clássico dos Campeões, as defesas, bem postadas, acabaram levando vantagem diante dos poderosíssimos ataques. Mas, com grande arsenal de ambos os lados, seria normal que as equipes encontrassem medidas para furar o sistema do adversário. E a alternativa que os rivais encontraram, foi o jogo próximo à cesta, onde os alas acabaram se destacando. Com uma série de infiltrações de Pilar e Deryk, para os mandantes, e Marcelinho e Marquinhos, para os visitantes, as equipes passaram a se alternar na dianteira do marcador, que ao final do primeiro quarto registrou vitória parcial dos lobos, 25 a 21.

 

   Na volta para o segundo quarto, o Flamengo se aproveitou da ausência de Lucas Mariano, que vinha dominando o semicírculo, para explorar o poste baixo com Olivinha e Mineiro, e depois de bola de Marcelinho, na zona morta, passou a frente. Mas a vantagem rubronegra não durou muito. Com o retorno de sua dupla de pivôs aliada à manutenção de Jefferson, que veio bem do banco, os Lobos voltaram a atuar de forma equilibrada, e saindo em transição não só recuperaram a ponta, como também aumentaram sua vantagem ao final do primeiro tempo, 46 a 37.

 

 Presença de armador foi fundamental foi fundamental para vitória dos Lobos (Brito Júnior).

 

   Apesar das realidades bem distintas, as equipes realizaram um quarto bem parelho. Enquanto o Brasília, sob organização de Fúlvio, e protagonismo de Lucas Mariano, atuava de forma coletiva, impondo muitas dificuldades à defesa do clube carioca; o Flamengo, sem conseguir sair em transição, e sem a presença de um armador, dependia da individualidade e poder de fogo de seus pilares, como Marquinhos e Olivinha, para atacar, 76 a 63.

 

   O restinho de esperança que os atuais tetracampeões se apagavam foi se embora num piscar de olhos. Abusando do trabalho de Pick and Roll, de Fúlvio e Lucas Mariano, e da diferença técnica entre o quinteto titular dos mandantes e da rotação dos visitantes, os Lobos sacramentaram a vitória logo no início do período, onde a vantagem chegou a incríveis vinte e dois pontos, 88 a 66. Apesar da iminente derrota, o Flamengo tinha ciência da possibilidade de empate ao final da fase classificatória, e pensando em reduzir a desvantagem, voltou os titulares à quadra. O regresso de Marcelinho fez com que o clube da Gávea voltasse a ser efetivo no ataque, mas Deryk e Giovannoni calibraram a mão e guardaram importantes bolas da zona morta, fechando a partida em 95 a 83.

 

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