De forma avassaladora, Flamengo quebra invencibilidade mogiana

18/01/2017

   O Flamengo não tomou conhecimento da forte equipe mogiana e do Hugão. De forma muito tranquila, a equipe de José Neto, quebrou a invencibilidade dos paulistas dentro de casa, com confortáveis 83 a 57. Até a bola subir, o campeão paulista tinha vencido seus cinco jogos como mandante, diante do Paulistano, Liga Sorocabana, Basquete Cearense, Bauru e Franca.

 

   Mas nessa noite (17), a equipe não mostrou o mesmo valor, e abusando da individualidade, acabou caindo para o Flamengo, que atuando de forma muito consistente, conseguiu se recuperar após perder o Clássico dos Campeões para o Brasília.

 

   Os mandantes terão pouco tempo para assimilar o golpe, já que nessa quinta, volta a atuar diante de sua torcida no confronto contra o Macaé. O Flamengo, retorna ao Rio, para receber, no sábado, o Franca.

 

O JOGO

 

   O Mogi começou a partida forçando muitas bolas de fora e, sem sucesso, viu o Flamengo atuar de forma equilibrada, balanceando tiros de fora com Marquinhos e Marcelinho, e trabalho interno com sua dupla de pivôs, JP e Olivinha. Depois de alguns minutos de muito contato e faltas, o Mogi, com Shamell, já na metade da parcial, conseguiu anotar seus pontos. O camisa 24 até conseguiu emplacar algumas infiltrações, mas Pedrinho converteu arremesso da zona morta, dando números finais ao primeiro quarto, 20 a 12.

 

   Abusando do individualismo, em uma noite em que ninguém estava inspirado, os comandados de Guerrinha acabaram sendo ainda mais castigados no início do segundo quarto, quando o rubronegro soube explorar os bloqueios e presença de JP Batista, que pontuando e servindo, recolocou a vantagem da equipe visitantes na casa dos dígitos duplos. A lesão que tirou Marcelinho de ação no período, somada ao descanso de Marquinhos, acabou facilitando o trabalho de Mogi, que até defendeu melhor, mas a ineficiência do jogo coletivo, aliada a inúmeros lances livres desperdiçados por Shamell, que tem excelente aproveitamento, minava qualquer reação. Para piorar, com a volta de Marquinhos à armação, o Fla conseguiu criar condições para Pedrinho e Ronald emplacar bolas de fora, fechando o primeiro tempo, 23 a 38.

 

 Shamell e Olivinha terminaram como cestinhas com 22 pontos (Antonio Penedo).

 

   Logo no inicio da segunda etapa, Tyrone e Marcelinho se estranharam dando início a uma confusão que paralisou a partida por alguns minutos. No lance, o mogiano acerta o ala rubronegro, em uma jogada para no mínimo falta técnica. Revoltado com a não marcação por parte do trio de arbitragem, Marcelinho e seu irmão (fisioterapeuta da equipe) se excederam e levaram faltas técnicas. Prejudicado, o líder da competição, explorou o garrafão desprotegido do adversário, e em bandejas do próprio Marcelinho, Marquinhos e Olivinha, colocou 20 pontos de diferença no placar. Atordoada, a equipe de Guerrinha acelerou o jogo, mas ainda dependendo exclusivamente da individualidade de Shamell (que não contava com ajuda de seus companheiros), não conseguiu furar a defesa dos visitantes, que dominando os rebotes e saindo em transição, conseguiu, sem maiores dificuldades, rodar a bola e encontrar quase sempre Olivinha sozinho, ou em situações de miss match, 37 a 61 .

 

   Àquela altura, a equipe paulista não poderia sonhar com uma recuperação, mas tinha outro propósito dentro do jogo, se recuperar para a sequência. E foi finalmente nesse momento que os paulistas conseguiram, mesmo que de forma bem tímida, trocar alguns passes e conseguir criar situações, embora quase sempre finalizadas por Shamell. Do outro lado, o Flamengo mostrou maturidade, para equilibrar a parcial apostando em Olivinha, e depois nos tiros longos de Pedrinho e Lele, 57 a 83.

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