Vasco administra vantagem obtida no segundo quarto e bate vice-líder

20/01/2017

   Em um jogo pra lá de disputado, o Vasco fez valer o mando de quadra e bateu o vice-líder Brasília por 95 a 86. No acirrado embate, a equipe de Dedé Barbosa contou com boa colaboração de Nezinho, para administrar a vantagem obtida no segundo quarto, vencido por 24 a 13. 

 

   Além de isso, o jogo ficou marcado por estratégias bem diferentes da equipe. Enquanto o Gigante da Colina, conseguiu ser mais efetivo no perímetro, com oito bolas certeiras, os Lobos dominaram o garrafão com Lucas Mariano e Giovannoni, que juntos anotaram 47 pontos.

 

   Com o resultado positivo, o Vasco consegue dividir a última posição do G4 com Paulistano, Pinheiros e Bauru. Já o Brasília, que tinha se aproximado do líder Flamengo, pode ver o rival voltar a acumular gordura, já que os cariocas tem um jogo a menos.

 

O JOGO

 

   Aplicando marcação pressão, tanto no homem da bola, quanto na linha do passe, o Brasília concentrou seus ataques na força de Lucas Mariano, que vem fazendo um excelente NBB, para pular na frente, logo de cara. Mas Dedé, que preza pela mesma postura defensiva firme que o adversário impôs, viu sua equipe se adequar ao ritmo acelerado do jogo para estancar o ataque adversário e apostando em uma dupla experiente (Nezinho e Murilo), empatar o jogo já no final da primeira etapa, 16 a 16.

 

   O segundo quarto começou com as equipes abrindo bem a quadra, criando espaços para a construção de jogadas de infiltração. O Vasco apostava no tradicional trabalho de pick and roll, com Fiorotto, e quando o pivô era marcado, os armadores Helio e David Jackson conseguiam infiltrar se aproveitando da maior velocidade. Os Lobos, porém, sentiu a ausência de Fúlvio, e dependendo do trabalho João, à média distância, ficou um pouco atrás no marcador. Quando retornou à cancha, o armador emplacou bola de três e ainda serviu Giovannoni, mas do outro lado da quadra Nezinho chamou a responsabilidade e conduziu os cariocas à vitória parcial, na casa dos dígitos duplos, 40 a 29.

 

 No confronto entre os experientes armadores, melhor para a equipe de Nezinho (Thiago Moreira).

 

   Com exceção de um cochilo, que permitiu que o ataque vascaíno capturasse quatro rebotes ofensivos, os candangos souberam proteger bem seu garrafão, para sair em velocidade e cortar a vantagem do adversário para apenas uma posse de bola, após boas definições de Deryk e Giovannoni. Os mandantes, com David Jackson carregando a bola e chamando o bloqueio, até tentaram reagir, mas com pouca efetividade, conseguiam apenas trocar cestas com um adversário que sofria muito menos para atacar, especialmente com Lucas Mariano, na área pintada. Somente com o regresso de Nezinho à armação, foi que o jogo fluiu. Sempre muito incisivo, conseguiu distribuir bem o jogo, além de pontuar, tanto internamente, quanto em bola longa, que deu números finais ao terceiro quarto, 60 a 53.

 

   A proximidade das equipes no marcador na reta final de partida, fez com que o jogo ganhasse contornos de tensão. Essa tensão gerou muitos erros e faltas nos primeiros minutos de último período, que foi bem inferior aos demais. Quem começou a se encontrar no período foi o Brasília, que encontrou muito bem Giovannoni próximo à cesta em jogadas articuladas por Fúlvio. A resposta do Gigante da Colina veio com outro experiente armador: Nezinho. Infiltrando, o camisa 23 equilibrou a parcial, mantendo a diferença no marcador. Com pouco tempo no relógio, a equipe da capital federal até voltou a encostar no marcador após bom trabalho defensivo de Jefferson Campos, mas defendendo no limite do contato, uma vez que ambos estavam acima do limite de faltas, não conseguiu impedir que o adversário, após bola de Helio, na zona morta, e consecutivos lances livres, sacramentasse a vitória, 85 a 76.

 

 

MACAÉ SURPREENDE

 

   Dando de ombros à diferença técnica que há as equipes, o Macaé conseguiu expressivo resultado ao bater o Mogi, dentro do Hugão, já na prorrogação por 75 a 69. A vitória até poderia ter vindo no tempo normal, já que a equipe visitante dominou todo o jogo, mas com Shamell chamando a responsabilidade, Mogi (que desde a final da Liga Sulamericana não atua como equipe) conseguiu reagir e forçar o tempo extra.

 

Com bom aproveitamento no perímetro (4/5), ala Rafa Moreira teve boa prestação (Milena Antunes).

 

   Nos cinco minutos adicionais, o mesmo cenário. Com muita intensidade defensiva aliada a inexistência do jogo coletivo do adversário, o Macaé conseguiu sair em velocidade e aproveitar a superioridade numérica para confirmar a grandiosa vitória.

 

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