Com forte sistema defensivo, Bauru bate o líder Flamengo

25/01/2017

   Quando Flamengo e Bauru se enfrentam, muitos ingredientes apimentam o duelo. Dessa vez, eles chegaram para o confronto em momentos parecidos, e não muito bons. Sofrendo com lesões, que diminuem bem as opções dos dois treinadores, os finalistas das últimas duas edições do NBB, vinham de uma sequência negativa. O rubronegro tinha perdido duas das últimas três partidas, enquanto que os paulistas vinham de três revés em cinco duelos.

 

   Dessa vez, quem se reabilitou do mau momento foi Bauru. Mesmo atuando longe de casa, e ainda assimilando o impacto da saída de Hettsheimeir, conseguiu através de um jogo muito sólido na defesa, bater o pentacampeão por 72 a 63, devolvendo a vitória sofrida na abertura do campeonato, quando, após duas prorrogações, perdeu por 100 a 97.

 

   A partida, como de costume, foi marcada pelo equilíbrio, e também por um aproveitamento muito baixo de ambos os times na linha do lance livre (50% contra 48% a favor da equipe de Neto). Mas, pesou a favor do Dragão, a frieza para selar a vitória no último período, vencido por 15 a 8. Na parcial, a equipe conseguiu anular o forte jogo interno do rival, e ainda contou com a mão precisa de Jefferson, cestinha do confronto com 21 pontos. Pelo lado do Flamengo, destaque para o jovem ala Lele, que terminou como maior pontuador rubronegro com 14 tentos.

 

Jefferson anotou quatro bolas de fora em cinco tentadas (Caio Casagrande).

   

   No duelo, foi possível ver como Bauru pode atuar sem Hettsheimeir. A equipe explorou muito a subida de Shilton para jogadas de pick and roll e criação de espaços para infiltração dos alas em espaço vazio. Além disso, Jefferson e Leo Meindl, ajudaram a fechar o garrafão auxiliando a marcação do lado oposto. Na partida, Shilton se aproximou do duplo duplo, com 9 pontos e 10 rebotes.

 

   Com o triunfo fora de casa, Bauru, ao menos momentaneamente, se isola na quarta colocação, fechando o grupo que avança direto às quartas de final, com 9 vitorias em 15 jogos. Já o Flamengo, que soma 12 vitórias em 16 jogos, precisa torcer contra o Brasília, que pode igualar a campanha se bater o lanterna Caxias, na quinta. Como venceu o confronto direto, a equipe da Capital Federal levaria vantagem em um eventual empate. 

 

O JOGO

 

   Se aproveitando de alguns erros de passe do adversário, o Flamengo, logo no início da partida, conseguiu pontuar facilmente através de contragolpes finalizados JP Batista. Aos poucos, Bauru, dominado os rebotes e cuidando melhor da bola, em jogadas que exploravam o tradicional pick and roll, com Shilton e bolas à média distância com Jefferson, respondeu, assumindo a ponta pela primeira vez na  partida. A partir daí, com as equipes se alternando na dianteira, o jogo ganhou em velocidade, mas o ritmo acelerado fez com que alguns erros de passe voltassem a aparecer. No final, os mandantes, após bola de fora do jovem Lele, fechou o período na frente, 20 a 18.

 

   No início do segundo quarto, as duas equipes apostaram na rotação, e o Dragão respondeu melhor. Com atletas mais rápidos, conseguiu, principalmente com Jau e Gui, infiltrar diante de um garrafão desprotegido, recuperando a dianteira. Mas quando vivia seu melhor momento dentro do confronto, os paulistas mudaram sua forma de atuar, e forçando algumas bolas de fora, acabaram sendo castigados do outro lado da quadra com o trabalho interno de Rafael Mineiro e bola do perímetro de Lele, que ainda voltaria a anotar os dois últimos pontos da parcial, embora o cronômetro já estivesse zerado, 37 a 34.

 

Assim como Gui Deodato, Gegê conseguiu recuperar bolas importantes e manuseá-la com inteligência (Caio Casagrande).

 

   Na volta para o segundo tempo, o rubronegro, atuando coletivamente e com rápida troca de passes, encontrou sua dupla de pivôs bem posicionados. Assim, chegou a colocar a diferença próxima dos dígitos duplos. Com dificuldade para movimentar a bola, Bauru respondeu primeiro na individualidade de Alex, que emplacou oito pontos em sequência, e depois no jogo em transição que voltou a funcionar depois da entrada de Gui Deodato, que ajudou tanto nas recuperações, quanto na finalização das jogadas. Já nos minutos finais, o Clube da Gávea, valendo-se da força física de Rollins, até chegou ao empate, mas Leo Meindl, em infiltração, desempatou a partida, 57 a 55.

 

   No início do último período, a equipe de Demétrius conseguiu um feito importante. Com uma defesa bem postada, que contava com dobras nos tempos certos, conseguiu anular o ataque mais poderoso do campeonato por cinco minutos. Na frente, o Dragão conseguiu sair em algumas situações de miss match para se distanciar um pouco no marcador. A liderança no confronto não fez com que a intensidade defensiva da equipe caísse, e assim, com cuidado na manutenção da bola, e pontaria afiada de Jefferson, Bauru liquidou a partida, 72 a 63.

 

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