Em jogo cheio de alternativas, Mogi bate Vasco

04/02/2017

   Em um jogo cheio de reviravoltas, o Mogi fez valer o mando de quadra e derrotou o Vasco nesse sábado (04), por 80 a 73.  Com o resultado positivo, a equipe de Guerrinha recupera a terceira colocação, ultrapassando Bauru, que também tem a mesma campanha (12 vitórias em 18 jogos), mas no confronto direto, fica em desvantagem. Com o revés, o cruzmaltino dá uma estacionada, ficando na nona colocação, com 9 triunfos em 17 partidas.

 

   Para assegurar a vitória, Mogi mostrou frieza e artilharia pesada no perímetro. Depois de muitas trocas de lideranças, os mandantes, que dominaram o fundamento (16 a 9 em bolas de três) durante todo o duelo, converteram bolas sequenciais da linha dos três, matando a partida.

 

Com seis bolas em oito tentadas, Shamell teve grande aproveitamento no perímetro. (Antonio Penedo).

 

   Do ponto de vista individual, os destaques ficam para Shamell e Nezinho, líderes de suas equipes. O americano, que converteu seis das oito bolas que tentou do perímetro, terminou como cestinha, com 26 pontos. Já o armador deixou a quadra com 14 pontos e seis assistências. Além deles, outras peças contribuíram de forma positiva, como Jimmy e Larry para os donos da casa, e Gaúcho e David Jackson, para a equipe de Dedé.

 

   Agora a equipe do Alto Tietê terá 10 dias de preparação antes de encarar o Flamengo, dia 14, no Rio. Antes disso, o Vasco volta às quadras para enfrentar o Macaé (07) e depois pega estrada para medir forças com o Campo Mourão (11).

 

O JOGO

 

   Os primeiros minutos foram marcados pelo equilíbrio. Enquanto os mandantes concentravam suas ações no bom aproveitamento do perímetro, com Shamell; os visitantes atuavam de forma mais equilibrada, mesclando infiltrações e bola de fora, mas sempre buscando Gaúcho. A partir da metade da parcial, a equipe de Dedé incomodou mais o ataque mogiano, que, atuando longe da cesta, encontrou muitas dificuldades, cometendo violações e permitindo contragolpes de David Jackson e Nezinho. No final, o Mogi, através de lances livres, conseguiu voltar a pontuar, diminuindo a vantagem do Gigante da Colina, 17 a 15.

 

   No início do segundo quarto o cenário se inverteu. Com uma defesa bem postada, que se aproveitou da ausência momentânea de Nezinho, o Mogi deslanchou. Com Jimmy recuperando bolas e Vithinho atento aos rebotes, a equipe do Alto Tietê saiu em transição e emplacando bolas de três em sequência (Shamell, Jimmy e Fabrício), chegou a colocar dez pontos de frente no marcador. Depois de muitas modificações, o Vasco, com Márcio e Gaúcho, reduziram o prejuízo de um quarto amplamente dominado pelos anfitriões, 33 a 26.

 

   A vantagem construída pela equipe de Guerrinha acabou escorrendo das mãos logo na volta do intervalo. Com pressão na linha do passe, os cariocas tiraram o volume de jogo dos mandantes, e o castigaram do outro lado da quadra, através da sua dupla de armadores, Nezinho e David Jackson. Ciente da dificuldade que seus companheiros tinham em aproveitar os rebotes ofensivos e de sua responsabilidade como cestinha da equipe, Shamell bem que tentou responder, mas o momento era mesmo favorável ao Vasco, que passou a frente após bom trabalho de Nezinho, que além de servir, por duas vezes, Gaúcho no perímetro, também guardou a sua, virando o jogo. Só que os mandantes, movimentando melhor a bola, conseguiram retomar a ponta em jogadas consecutivas de Jimmy, 53 a 48.

 

 Com muitas peças aparecendo, Mogi e Vasco fizeram um bom jogo (Milena Antunes).

 

   Com a proximidade do final da partida, as equipes passaram a concentrar suas ações em jogadas internas, buscando cestas fáceis, de segurança. Aos poucos, as equipes passaram a abrir um pouco mais a quadra, arriscando alguns tiros de fora. Apesar do Vasco ter calibrado a mão primeiro, com Helio, chegando inclusive a retomar a dianteira, foi o Mogi quem se destacou. Com arremessos certeiros de Shamell e Jimmy na linha dos três, além da boa contribuição de Caio Torres, tanto internamente, quanto aberto, a equipe do Alto Tietê colocou uma margem segura na liderança. Com pouco tempo no relógio, os cruzmaltinos apostaram nas infiltrações, mas cometendo algumas falhas na definição, acabaram mesmo derrotados, 80 a 73.

 

 

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