Na prorrogação, Franca bate o Bauru

04/03/2017

   Quando Franca e Bauru se enfrentam é promessa de um grande jogo, e dessa vez não foi diferente. Com muitas trocas de liderança, os rivais protagonizaram uma batalha acirrada, que só foi definida na prorrogação, quando os mandantes deslancharam no ataque e venceram o clássico por 92 a 85.

 

   As equipes, que apesar dos resultados negativos da última rodada, vinham em um bom momento dentro da competição, mostraram porque estão brigando no topo da tabela. Só que nessa tarde de sábado, pesou, a favor da equipe de Helinho, a maior organização e consistência. Com seis jogadores alcançando dígitos duplos na pontuação, Franca infernizou a marcação bauruense (até então melhor do campeonato), marcando incríveis 19 pontos em meio período.

 

Todas as vezes que Bauru esboçava uma reação, aparecia algum elemento surpresa, como Pedro que anotou 15 pontos (Newton Nogueira)

 

   Do outro lado, Bauru, que abusou das bolas de três (10/42), dependia muito de Alex e Jefferson. A dupla, que terminou a partida combinando para 49 dos 85 pontos, sofria com as dobras aplicadas pela defesa adversária, já que outros atletas não apareciam tanto na conclusão das jogadas.

 

   O resultado faz com que os rivais cheguem ao final da 22ª rodada com campanhas idênticas, 14 vitórias e oito derrotas. Como o Dragão venceu no primeiro turno por vinte pontos de diferença, está à frente nos critérios de desempate, ficando assim com a quinta colocação, logo a frente da equipe de Helinho.

 

O JOGO

 

   O tradicional clássico paulista começou muito equilibrado. Embora atuassem de forma completamente diferente - Franca, mais organizado, buscava o trabalho interno com Coelho e Cipolini, enquanto Bauru, apresentando dificuldades na movimentação, apostava nas bolas de fora do aniversariante Alex e de Gege -, os rivais se alternavam na dianteira do marcador. Sem conseguir adentrar no garrafão francano, o Dragão acabou forçando bolas de fora, e foi castigado justamente na área pintada, por Du Sommer, que tinha muita liberdade. Após a entrada de Maicão, os visitantes conseguiram ser mais efetivos, tanto na defesa, quanto no ataque, reduzindo a vantagem francana, 24 a 17.

 

   Com muita velocidade, Franca impunha dificuldade ao ataque bauruense e, no contragolpe, encontrava com facilidade atletas bem posicionados, colocando a diferença na casa dos dígitos duplos logo no começo da segunda parcial, após tiro de Dedé. A resposta do Dragão se iniciou quando Demétrius trouxe Valtinho para atuar ao lado de Gegê. Com uma formação mais baixa e veloz, Bauru conseguiu defender melhor e finalmente atacar em transição. Com o contragolpe bem puxado por Valtinho, Bauru conseguiu com Alex, Jefferson e Gui montar uma recuperação dentro do quarto, recuperando a ponta. Só que no final, já com o cronômetro zerado, Coelho, na linha do lance livre, devolveu a liderança para os mandantes, 37 a 36.

 

Aniversariante do dia, Alex bem que tentou, mas sem muita ajuda, esforço foi em vão (Caio Casagrande).

 

   Todas as variáveis apresentadas pelos rivais no primeiro tempo não apareceram no início do segundo tempo. Tamanha disposição, mas pouca organização, fez com que os erros aparecessem com mais frequência. Aos poucos, as esquipes foram melhorando, e alguns nomes começaram a se destacar, como Du Sommer, para a equipe de Helinho, e Leo Meindl, para o Bauru. No minuto final, Pedro e João Pedro anotaram em jogadas individuais, dilatando um pouquinho a frente francana, 55 a 50.

 

   Com duas infiltrações pelo lado direito do ataque, com Isaac e Pedro, Franca colocou a vantagem muito próxima dos dígitos duplos, mas logo Bauru se recuperou e passou a dominar a parcial. Com boa movimentação de bola, a equipe visitante conseguia encontrar Jefferson e Gegê bem posicionados para não só equilibrar a parcial, como também, recuperar a liderança. Percebendo que Bauru marcava bem a linha do passe, Coelho usou muito bem o bloqueio para infiltrar, furando o sistema defensivo, por duas ocasiões. Quando Bauru fez a leitura correta e parou de insistir nas bolas de três pontos, já que Franca havia estourado o limite coletivo de faltas, o Dragão viu Alex e Jefferson levarem vantagem, forçando a prorrogação, 73 a 73.

 

    No tempo extra, Alex até inaugurou o marcador para o Dragão, em jogada no meio do garrafão, mas foi o Franca quem iniciou o período melhor. Com mais movimentação, conseguia distribuir melhor seus arremessos, e chegou à virada com Dedé e Pedro. O Dragão até tentou responder, mas totalmente desajustado na defesa e refém de jogadas individuais do Brabo e de Jefferson, acabou levando duas bolas certeiras de Alexey, que sacramentaram o triunfo francano, 92 a 85.

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