Jogou junto!

20/03/2017

   Da mesma forma com que foi vendido, o Jogo das Estrelas foi realizado! Sem dar margem às críticas, o evento festivo promovido pela Liga Nacional foi um sucesso e levantou o amante do basquetebol, que pôde reviver a atmosfera de um histórico Ibirapuera lotado, como nas décadas de ouro do basquete nacional.

 

Público fez linda festa no Ibirapuera (FotoJump).    

   

   Para entender o tamanho da festa, é preciso voltar para sexta, onde as ações sociais aconteceram. Os grandes atletas participaram de alguns projetos sociais envolvendo crianças, trazendo não apenas o contato com o esporte, mas sim uma troca de experiências e aprendizado, através de valores que acumularam ao longo de suas vidas.

 

   Quando o Ibirapuera foi aberto ao público, ainda no sábado, foi possível aproximar ainda mais o torcedor do basquete e também dos astros. O público teve acesso às preliminares dos torneios individuais, mas mais do que isso, pode ter um contato maior com o esporte e com os jogadores através das quadras auxiliares que contavam com uma estrutura, que permitia desafios, bate bola, para todas as idades. 

 

   Quando o domingo amanheceu, o Ibirapuera não obrigou "apenas" 11 mil paulistanos. Abrigou muitos fãs de fora da cidade, do estado, de cada cantinho do país. E quem não compareceu ao Ginásio, pôde sentir o clima único do evento por meio da transmissão da Globo e do SporTV.

 

 Jota Quest embalou o intervalo da partida (FotoJump).

 

   Ao final de tudo isso, fica a sensação de dever cumprido. A sensação de que o basquete, mesmo com os diversos problemas administrativos e financeiros que enfrenta (assim como o país de uma forma geral), está cada dia mais forte. Então, que fique aqui nossa torcida para que a raiz estabelecida siga ramificando de todas as maneiras possíveis, especialmente no que diz respeito à inclusão, à união, ao respeito...

 

 

DESAFIO DAS HABILIDADES

 

   O desafio, que colocou à prova a riqueza de qualidades individuais de um jogador, contava com grandes nomes do basquetebol. No melhor estilo mata-mata, a competição pegou fogo, com todos os duelos sendo decididos na última tarefa, a bola de três.

 

 Ala-pivô saiu atrás mas mostrou pontaria no perímetro e faturou (FotoJump).

 

   Saindo atrás em todas as disputas, Tyrone mostrou tranquilidade, se recuperou e bateu na sequência Dawkins, Davi e Palácios, para ficar com o troféu, rompendo com a máxima de que homem grande não tem muita habilidade com a bola.

 

TRÊS PONTOS

 

   Se já é difícil competir contra grandes atiradores, imagina competir também contra o relógio? Essa era a missão dos concorrentes: mostrar precisão, frieza e velocidade. Logo de cara Marquinhos despontou e selou a classificação à final, enquanto Deryk e Jefferson precisaram de mais uma rodada para desempatar.

 

Jefferson mostrou mais regularidade durante a competição (FotoJump).

   

   Impulsionado pela vitória sobre Deryk, Jefferson entrou com a moral lá em cima e faturou o caneco sobre Marquinhos com certa tranquilidade, devido à queda de rendimento do ala da seleção brasileira.

 

ENTERRADAS

 

   O evento preliminar mais aguardado, sem dúvida nenhuma, era o Torneio de Enterradas. E olha, o público foi contemplado com belas cravadas dos quatro participantes, Bennett, Gui Deodato, Jonathan e Danilo Siqueira.

 

 Com coroa de Rei, Bennett superou o Batman Gui Deodato (FotoJump).

 

   Usando e abusando da criatividade, força e plasticidade, os concorrentes fizeram bonito, colocando um ponto de interrogação na cabeça dos jurados. Na final, Bennett levou a melhor sobre o bicampeão Gui Deodato, faturando, assim, seu primeiro troféu individual.

 

NBB BRASIL X NBB MUNDO

 

   Na principal atração do final de semana, tinha uma rivalidade em quadra. Disputado desde a terceira edição do NBB, o Time Brasil e o Time Mundo disputam, de forma acirrada quem fica com o bolo da festa. Enquanto os brasileiros tem a missão de mostrar quem manda em casa, os gringos querem provar que o esporte, apesar de ser universal, tem nos americanos a força principal.

 

Shamell se iguala a Alex Garcia como únicos a conquistarem o título de MVP por duas vezes (FotoJump).

 

   E assim como na edição passada, disputada em Mogi das Cruzes, o Time Mundo levou a melhor. Dominando a partida desde o início, os gringos tiraram proveito de um jogo mais solto, que valorizava a individualidade, ponto muito forte dos americanos. Quando a equipe brasileira, marcando melhor, encostou, o Time Mundo contou com a estrela de Shamell, novamente nomeado MVP. O troféu corooa o bom momento do ala, principal peça do esquema de Guerrinha no Mogi, atual vice-líder. Dessa forma, o Time Mundo chegou a terceira vitória, reduzindo a vantagem do Time Brasil, que venceu o desafio quatro vezes.

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