Mogi bate Pinheiros e fica perto de confirmar vaga no G4

25/03/2017

   O Mogi está com um pé e meio na próxima fase. Atuando em casa, a equipe mostrou força para bater uma aguerrida equipe do Pinheiros, por 90 a 78. O resultado não garante a classificação, mas só uma combinação de resultados, que incluiria uma dura derrota por 20 pontos para o Franca, na última rodada, deixaria a equipe fora do G4 ao final da primeira fase.

 

   Na partida de hoje, marcada pelo equilíbrio e contantes trocas de liderança no marcador, os mandantes mostraram tranquilidade, melhor condição física e coletividade para finalizar o confronto com o resultado positivo.

 

   Embora Tyrone e Larry tenham combinado para 51 dos 90 pontos da equipe, Mogi contou com a ajuda de Gerson, peça pouco utilizada ao longo da temporada, e que ganhou espaço após a lesão de Caio Torres. O pivô fez uma partida irretocável (14/15 pontos e 8 rebotes), aparecendo justamente no momento de definição do jogo.

 

 Gerson, ao centro, mostrou que pode ser útil ao time nos playoffs (Antonio Penedo).

 

   Pelo lado dos visitantes, Holloway e Ansaloni mostraram regularidade e deixaram a quadra com 27 e 18 pontos respectivamente. Algumas peças até tiveram bons momentos dentro do jogo, mas acabaram oscilando muito, especialmente na última parcial.

 

   Com dois jogos por fazer, diante do Bauru e de Franca, Mogi precisa de apenas mais um triunfo para garantir uma vaga dentro do G4, grupo que avança direto às quartas. Mas a classificação pode vir antes, caso o Minas vença a equipe de Helinho, amanhã, em Belo Horizonte. Para chegar ao G4, o Pinheiros precisa vencer seus dois compromissos (Caxias e Vasco) e torcer para que Bauru perca os três compromissos que terá, e Franca não vença mais do que um dos três jogos que também tem pela frente.

 

O JOGO

 

   Logo no início da partida as equipes mostraram porque se encontram na parte de cima da tabela. Com muita velocidade, característica marcante de ambas, apostaram em estratégias diferentes. Com um quinteto mais alto, o Pinheiros acabou anulando o trabalho interno de Mogi, bem como os tiros longos de Shamell. O forte trabalho atrás permitiu que a equipe atacasse em transição, com Holloway e sua dupla de pivôs, Ansaloni e Renan. Do outro lado, Mogi dependia muito da individualidade de Tyrone para manter-se próximo no marcador. Depois de ficar atrás durante todo o período, os mandantes apertaram a marcação e conseguiram recuperar bolas que lhe renderam o empate parcial, 21 a 21.

 

   Na volta para o segundo período, os clubes acabaram dando descanso a algumas peças, mas quem veio do banco, não deixou o ritmo cair. Com muita intensidade, Filipin e Neto eram a referência ofensiva de suas equipes, e o que pôde ser visto foi uma troca de liderança interessante. Mas algo ainda mais pertinente estava por acontecer. Mogi apostou no small ball e a estratégia de contar com um quinteto leve, sem pivô de origem, deu certo. Com mais ajuda do lado oposto, anulou o ataque adversário e foi efetivo no ataque em situações de miss match, que privilegiaram Shamell e Larry. No final, Gemerson converteu arremesso de três e diminuiu a desvantagem no marcador, 42 a 39.

 

 Tyrone foi o cestinha da partida com 29 pontos (Antonio Penedo).

 

   O intervalo, que deveria trazer tranquilidade aos times, acabou esquentando ainda mais o jogo. As reclamações, trombadas e faltas pesadas, acabaram prejudicando um pouco a qualidade do jogo. Quem se encontrou primeiro foi o Pinheiros, que contou com a boa prestação de Ansaloni e Holloway para virar a partida. Para controlar a situação, a arbitragem passou a marcar todo e qualquer tipo de contato, e o jogo passou a ser mais picado, quase sempre decidido na linha do lance livre. Para se ter uma ideia, só no terceiro período foram anotadas 18 faltas. Apesar disso, Larry e Bennett travaram um bonito duelo em infiltrações, e a equipe do alienígena levou a melhor, 66 a 62.

 

   Se o jogo se caracterizava pela troca de cestas, e proximidade no marcador, no início da última etapa, a equipe do Alto Tietê conseguiu desgarrar um pouquinho no marcador após aproveitar um buraco na área pintada do adversária. O Pinheiros até tentou responder com Neto, que mostrou-se atento dos dois lados da quadra, mas o momento era mesmo favorável ao Mogi, que voltou a sair em velocidade e colocou a diferença na casa dos dez pontos após enterrada de Tyrone, em um ataque criado a partir de três rebotes ofensivos. O lance refletiu muito bem o cenário do último quarto, que definiu a partida. Melhor fisicamente, os mandantes tiveram mais condições de jogo, sendo superior nos rebotes, na movimentação e na finalização das jogadas. Assim, em um placar que ficou até largo em relação ao que foi a partida, Mogi, em jogadas de Gerson, Larry e Shamell, venceu o Pinheiros, que dependeu muito das bolas longas de Holloway na parcial, 90 a 78.

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