Mogi bate Bauru e assegura a segunda colocação

31/03/2017

   Em um jogo recheado de emoções, o Mogi confirmou o retrospecto recente e bateu o Bauru, no interior paulista, por 87 a 80. A partida, decidida apenas na prorrogação, ficou marcada por diversos fatores como baixa qualidade técnica no primeiro tempo, erros decisivos da arbitragem e muita emoção ao final.

 

   No final das contas, prevaleceu a favor do Mogi, o maior volume de jogo. Cometendo menos erros, recuperando bolas e capturando rebotes ofensivos, os visitantes abriram frente e dominaram a partida. Embora tenha sofrido o empate que levou o jogo ao tempo extra, Mogi se acertou, voltou a ficar com as bolas espirradas, fechando o duelo.

 

 Com 28 pontos, Shamell foi a referência ofensiva do Mogi (Caio Casagrande).

 

   Preferindo não entrar muito no critério de arbitragem, Demétrius atribuiu a derrota as escolhas ofensivas, mas, apesar do revés, o treinador gostou de alguns aspectos aplicados por sua equipe: "A Liga tem um departamento pra isso, o problema é que as vezes você liga pra questionar, mas você sempre está errado. Mas a verdade é que não exploramos algumas situações no ataque, como jogadas de corte. Acreditamos o jogo inteiro e tivemos a chance de ganhar o jogo mesmo dando 15 bolas para o adversário. Isso mostra qualidade."

 

   Cestinha da partida com 33 pontos, Jefferson também optou por não se alongar muito no trabalho do trio de árbitros essa noite, ressaltando também a recuperação da equipe da casa: "Mostra a cara do Bauru, um time de raça, que vai lutar do começo ao fim, independentemente da situação que estivermos. O playoff está chegando, vamos ver a posição que vamos ficar, mas o importante é estarmos bem, e venha quem vier, nosso objetivo é semifinal, final."

 

   Apesar da entrega aplicada no último período, Bauru amargou um resultado que complica seus planos de terminar dentro do G4. Com a vitória francana sobre o Campo Mourão, a equipe da Cidade Sem Limites precisa bater a equipe paranaense e ainda torcer por vitória do Mogi sobre seu arquirrival Franca, bem como triunfo do Brasília sobre o Flamengo. Só que com o triunfo de hoje, Mogi assegurou a segunda colocação e, dessa forma, entra sem pretensões dentro da partida, podendo optar por dar descanso a alguns jogadores. 

 

O JOGO

 

   Os primeiros minutos de jogo não foram nada bons. Diferentemente do esperado, Bauru e Mogi cometeram muitos erros e faltas de ataque que fizeram com que o placar seguisse inalterado por alguns minutos. O jogo só foi melhorar mesmo, a partir da metade da parcial, quando as equipes passaram a priorizar uma troca de passes mão a mão, diminuindo, assim, as violações. Com a bola em mãos, Mogi foi se sobressaindo, quase sempre através das infiltrações de Larry. Bauru até respondeu com Shilton, mas os visitantes converteram bolas de fora com Jimmy e Tyrone, fechando a parcial na frente, 17 a 9.

 

   Se a tônica do primeiro período foram os erros, no segundo foi o baixo rendimento ofensivo das equipes. No começo da parcial Bauru até cortou um pouco a vantagem em jogadas de Jefferson próximo à cesta, mas depois acabou descuidando na defesa, especialmente dos rebotes ofensivos. Mogi, que não tinha nada com isso, foi aproveitando as chances com Shamell. O americano, em grande noite, foi o responsável por manter uma gordura no marcador, já que Bauru, se aproveitando de falta antidesportiva em Alex, havia se aproximado no marcador. No final, Mogi foi para o intervalo vencendo por 30 a 22.

 

   O início da etapa complementar ficou marcado por um apagão. Na verdade dois. Primeiro dos mandantes, que sem impor uma defesa forte, permitiu que o adversário tivesse facilidade para pontuar. Com quatro dos cinco jogadores anotando cestas, Mogi foi colocando uma diferença de dois dígitos no marcador que demonstrava melhor o que estava acontecendo em quadra. Só que o outro apagão, o do relógio de 24 pontos, acabou despertando Bauru. Se coletivamente o jogo não fluía, o Dragão viu Jefferson se destacar. Com 15 pontos na parcial, o ala-pivô conduziu seus companheiros a uma reação que fez com que a diferença ficasse apenas em quatro pontos. Só que no final, Mogi aproveitou bem as oportunidades na linha do lance livre, para conter o ímpeto dos mandantes, 54 a 46.

 

   O jogo, que já estava quente, pegou fogo no início do último quarto. Mas o motivo, não foi nada nobre. Quando as equipes começaram a demonstrar um pouco do que sabem, realizando boas trocas de cestas, a arbitragem voltou a aparecer. O placar apontava 56 a 51 para a equipe de Guerrinha, quando Maranho anotou falta inexistente de Alex, que após reclamar acabou sendo punido com uma técnica que o tirou do jogo. O lance permitiu que o Mogi abrisse dez pontos de frente. Mas Bauru, mesmo sem seu capitão, mostrou brio. Com grande contribuição de Gege e Leo Meindl, os mandantes foram emplacando uma bola de três atrás da outra, e a recuperação, que parecia improvável, aconteceu. No estouro do cronômetro, Leo voltou a converter bola do perímetro, empatando o jogo em 74 pontos.

 

 Atuando próximo à cesta, Jefferson não teve adversário à altura (Caio Casagrande).

 

   Só que toda o esforço bauruense acabou sendo em vão. Fazendo algumas escolhas erradas, talvez até em função do desgaste decorrente da intensidade imprimida nos últimos minutos, os mandantes acabaram sendo castigados. Forçando algumas bolas de três quando ainda tinha tempo para trabalhar a bola, Bauru foi castigado no contragolpe por um adversário que soube fazer a melhor leitura. Explorando o jogo interno, até em função de Jefferson estar pendurado, a equipe mogiana sacramentou a vitória que lhe assegura a vice-liderança, 87 a 80.

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