Bauru bate Campo Mourão mas jogará as oitavas

01/04/2017

   O Bauru sabia que tinha uma missão dura pela frente. Para terminar a primeira fase dentro do G4, a equipe não precisava apenas bater o Campo Mourão (dono de uma das melhores campanhas como visitante), teria, ainda, de torcer por vitória do Brasília sobre o Flamengo, e derrota francana para o Mogi.

 

   Bem, sua parte Bauru fez. Em um confronto marcado pelo equilíbrio e brilho individual de Jefferson e Brown, o Dragão soube aproveitar a maior experiência que possui dentro do NBB. Com um último quarto forte (22 a 6), a equipe da casa descomplicou um jogo muito interessante, que credencia as duas equipes à uma boa pós-temporada.

 

   Mas como não dependia apenas de suas próprias forças, a equipe da Cidade Sem Limites terá de disputar as oitavas. Isso porque, longe dali, dois de seus maiores rivais estragaram seu plano. O Mogi, diferentemente do cogitado, até colocou em quadra o que tem de melhor, mas o Franca não desperdiçou a oportunidade diante de seu torcedor, e carimbou a vaga ao G4.

 

   Cestinha da partida com 20 pontos, Jefferson ressaltou a dificuldade imposta pelo adversário: "O placar foi meio enganoso mesmo, foi um jogo bem mais difícil do que pareceu. O Campo Mourão é um time difícil de se jogar, tem dois americanos muito bons. 

 

   Comandante do caçula, Emerson de Souza mostrou-se otimista em relação ao playoff, mesmo com a desvantagem do mando de quadra. Além da volta de Betinho, Emerson cita a união como fundamental para atingir os objetivos: "Nossa equipe é muito jovem e acabamos nos preparando dentro do próprio NBB. Então, isso fez com que tivéssemos altos e baixos, com mais vitórias fora de casa. Mas o nosso diferencial é a superação que tivemos, colocando o Campo Mourão na história da Liga Nacional. O Betinho já está com condição de jogo, mas nós resolvemos preservar para estar 100% nos playoffs."

 

   Otimismo também é a palavra de ordem do outro lado. Sem lamentar a ausência no G4, Demétrius faz questão de ressaltar que agora é um novo campeonato, e as duas vitórias sobre o Macaé, na primeira fase, não dizem nada a respeito do que será a série: "É um momento totalmente diferente. É o adversário que mais cresceu na competição. Vai ser um playoff muito duro e o importante é a gente tirar as principais características do macaé para ter um resultado positivo já na quarta-feira."

 

   A visão de Demétrius e de toda equipe é correta, já que na quarta a equipe já mede forças com o Macaé, no litoral fluminense, em partida que contará com transmissão do NBB na WEB. Depois a equipe volta ao Panela, onde terá dois jogos em sequência, dias 08 e 10, com transmissão da Band e SporTV.

 

O JOGO

 

   Aproveitando os erros do Bauru, que voltou a descuidar dos rebotes, Campo Mourão largou na frente. Com bola longa de Isaac e bandeja de Wesley, o caçula colocou 5 a 0 no marcador. Quando protegeu melhor as sobras defensivas, o Dragão conseguiu fazer o jogo ofensivo fluir. Impulsionado pelo belo trabalho de Jefferson na parcial (9 pontos e seis rebotes), a equipe da casa foi tomando as rédeas da partida, embora sempre acompanhada de perto pelo rival. Bauru foi desgarrar no marcador mesmo, quando Emerson substituiu Greg Brown e ambos discutiram fortemente. O lance ocasionou falta técnica, que acabou propiciando bola de três pontos de Gegê. Só que no estouro do cronômetro, Campo Mourão respondeu na mesma moeda, com Brown, 20 a 17.

 

   Quando as equipes voltaram para a segunda etapa, voltaram diferentes, usando peças de reposição. Só que os suplentes do Bauru acabaram não se encontrando inicialmente. Cometendo erros de controle de bola, permitiram que o adversário saísse em superioridade. Com velocidade, os visitantes encontraram espaços no perímetro, e após bolas dos ex-bauruenses Andrezão e Douglas Nunes, passaram a frente. A entrada de Shilton deu uma nova arma ofensiva a equipe de Demétrius, mas sempre que os mandantes se aproximavam, ou até recuperavam a ponta, voltava a sofrer defensivamente, especialmente em jogadas de pick and roll, que tiravam os jogadores mais altos do Bauru do garrafão. Mas de tanto insistir, os mandantes conseguiram passar a frente no marcador. Com grande triangulação de Steffano, Henrique e Jau, o Dragão foi para o intervalo vencendo por 37 a 31.

 

   O jogo, que já era bom antes do intervalo, na etapa complementar ficou ainda melhor. Imprimindo muita intensidade, Bauru e Campo Mourão apostaram em um jogo franco, muito vertical e agradável de se assistir. A proposta de jogo privilegiava exclusivamente os ataques, e assim, Jefferson William, vencedor do campeonato dos três pontos, fez a festa. Atuando próximo à cesta, o ala-pivô colocou a diferença na casa dos dígitos duplos. Fazendo a leitura correta, Brown chamou a responsabilidade, e por meio de sua marca registrada, as infiltrações, reduziu um pouquinho a vantagem dos mandantes. No final, Gui apareceu, e pontuando internamente e externamente, consolidou o bom quarto bauruense, 61 a 48.

 

 Mesmo sem treinar devido a lesão no dedo, Je continuou com a mão calibrada (Caio Casagrande).

 

   A vantagem no marcador deu tranquilidade aos mandantes. Trabalhando em transição, a equipe da casa, através da articulação de Gegê e pontuação dos jovens Gui e Jaú, foi aumentando ainda mais a gordura no marcador. Mostrando-se cada vez mais maduro, Jaú se destacava dos dois lados da quadras, mas o jogador não teve a atenção que merecia. Com o jogo resolvido, os olhos dos torcedores estavam bem longe do Panela. Com um olho em Manaus, onde Flamengo e Brasília se enfrentavam, e outro em Franca, onde o time da casa media forças com Bauru, os torcedores pouco desfrutaram do trabalho do jovem jogador.

 

   Só que se em quadra, eles puderam comemorar o triunfo por um placar elástico (83 a 54), mas de certo modo enganoso, nos outros jogos, especialmente no de Franca, o resultado não agradou. Isso porque os confrontos foram extremamente equilibrados, decididos apenas no último, mas, se a vitória dos Lobos (77 a 71) interessava Bauru, o triunfo do Franca (82 a 78) estragou os planos do Dragão de entrar apenas nas quartas de final.

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