Na prorrogação, Cearense faz a lição de casa e larga na frente

07/04/2017

   Há partidas que não deveriam terminar. Apontar um vencedor em uma partida que ficou marcada pelo grande nível técnico e equilíbrio entre os times é muito cruel. Tão cruel quanto um jogo tão bom quanto esse, talvez um dos melhores do campeonato, ter apenas uma prorrogação. Mas como no basquete é preciso conhecer o vencedor, melhor para o Basquete Cearense, que soube fechar a partida, fazendo a lição de casa, e abrindo 1 a 0 na série com o placar de 87 a 84.

 

   Para sair de quadra com o resultado positivo, a equipe de Bial precisou se recuperar dentro da partida. Depois de bons inícios de período, a equipe sofria algumas oscilações na reta final de cada quarto, permitindo que  o adversário abrisse uma gordurinha no marcador. Com o crescimento de produção de algumas peças do banco, casos de Rashaun, Gruber e Tiagão, a equipe conseguiu adquirir o equilíbrio necessário para buscar o triunfo.

 

 Cestinha da partida com 18 pontos, Duda comemora o triunfo do Carcará (Stephan Eilert).

 

   Agora a série vai para São Paulo, onde o clube da capital tentará se aproveitar do mando de quadra para reverter o placar adverso nos dois próximos confrontos (09 e 11/04). Cabe à equipe nordestina, beliscar um triunfo na casa do adversário, para trazer a decisão ao Paulo Sarasate, provavelmente no dia 14/04.

 

O JOGO

 

   O começo de partida revelou o que viria pela frente, uma partida digna de playoffs. Com um ritmo forte, os ataque se sobressaíam em relação as defesas. Logo o jogo, muito interessante, ganhou um confronto particular, entre Davi e Hure. Comandando as ações ofensivas de suas equipes, os jogadores movimentaram o marcador, que, por sinal, ficou marcado por uma constante troca de liderança. Aos poucos, as defesas foram melhorando, mas o que chamou a atenção mesmo, foi o desempenho dos suplentes do paulistano, que foi bem superior ao da equipe da casa. Com bolas importantes de Pecos e Yago, os paulistas fecharam a parcial na frente, 20 a 14. 

 

   No início do segundo período, em uma tentativa de conter a artilharia do Paulistano no perímetro, Bial apostou em uma formação mais alta, e a escolha deu resultado. Precisando bater para dentro, a equipe de Gustavinho encontrou um garrafão bem protegido por Sualisson e Léozão. O pivô por sinal dominava os dois lados da quadra, e essa imposição fez com que o Carcará equilibrasse o confronto. Só que Gustavinho percebeu o predomínio do jogador na área pintada e trouxe Renato de volta à quadra. Mais descansado, o pivô dos visitantes levou a melhor sobre Léozão, devolvendo uma margem segura a sua equipe, que foi para o intervalo vencendo por 41 a 32, após bola de três pontos de Yago.

 

   Assim como no período anterior, o Carcará voltou melhor. Com uma defesa mais atenta e agressiva, saiu em velocidade e contou com a boa distribuição de Davi, que serviu muito bem seus companheiros. Com enterradas de Léozão e Rashaun, além de tiros longos de Tiagão, e do próprio americano, o Cearense não só cortou a diferença, como também recuperou a liderança no marcador. Sentindo a melhora ofensiva do adversário, Gustavinho colocou em quadra Eddy e Jonathan, jogadores que tem como característica marcante, a defesa. Defendendo melhor, o clube paulista voltou a ser efetivo no ataque com Pecos, e o jogo foi para o último quarto indefinido, 58 a 55.

 

Ao lado de Georginho, Pecos tentou conduzir sua equipe ao triunfo, mas nos detalhes deu Cearense (Stephan Eilert).

 

   O equilíbrio e a produção ofensiva seguia sendo a tônica da partida. Enquanto o Paulistano contava com Georginho agressivo em direção à cesta, o Carcará atuava de forma mais coletiva, explorando bem o crescimento de produção de Rashaun e Tiagão. Depois de alguns ataques precipitados, os rivais voltaram a calibrar a mão, especialmente no perímetro, onde trocaram muitas bolas de fora. Se os mandantes convertiam bolas longas com Felipe e Gruber, os visitantes não deixavam barato e devolviam na mesma moeda, com Georginho e Jonathan. O desempenho igual das equipes ficou refletido no marcador, que chegou à última posse de bola apontando empate em 75 pontos. Quem teve a chance de desempatar o jogo e confirmar o triunfo foi a equipe paulista, mas Georginho optou pela jogada individual, e arriscando de muito longe, acabou desperdiçando a jogada que deveria privilegiar Renato, já que, minutos antes, Léozão havia sido excluído com cinco faltas.

 

   Vivendo seu melhor momento dentro da partida, o Basquete Cearense começou a prorrogação de forma avassaladora. Com arremessos certeiros de Rashaun e Gruber, abriu 6 a 0 no tempo extra. Só que meu amigo, o jogo era cheio de alternativas e, mostrando muita personalidade, os jovens do Paulistano chamaram a responsabilidade. Partindo em direção à cesta, Georginho e Pecos empataram a parcial.

 

   Com menos de um minuto para o final da prorrogação, Duda exerceu sua liderança e em infiltração que lhe rendeu dois lances livres, recolocou os mandantes em vantagem. Fazendo a leitura de jogo correta, Pecos tentou responder na mesma moeda, mas acabou parando no aro. Na sequência, Tiagão, que capturou o importante rebote defensivo, foi colocado na linha do lance livre e, com segurança, aumentou a diferença para quatro pontos, a menos de seis segundos para o final da partida. O jogo parecia definido, só que Pecos, em jogada mágica, converteu bola de três, alimentando as ambições de sua equipe. Na reposição, Davi recebeu falta e recolocou a diferença em três pontos. Com um segundo, Lucas Dias arriscou, mas não evitou a derrota do Paulistano, 87 a 84.

 

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