Em jogo cheio de emoções, Brasília larga na frente

Se os jogos das oitavas de final foram de tirar o fôlego, Bauru e Brasília protagonizaram um confronto pra lá de especial, que eleva ainda mais o nível dos playoffs do NBB. Na partida que marcou a abertura das quartas de final, teve de tudo. Jogo equilibrado, troca de lideranças, paralisação de 40 minutos, polêmicas, prorrogação. Ah, no final de tudo isso, deu Brasília, por 88 a 87.


Fúlvio converteu bola mágica que levou o jogo para a prorrogação (Caio Casagrande).

O duelo, que poderia terminar com o triunfo de qualquer uma das equipes, ficou marcado pela atuação monstruosa do trio comporto por Giovannoni, Lucas Mariano e Fúlvio, autores de 73 pontos da equipe candanga. Para Guilherme, cestinha com 32 pontos, o grande triunfo não liquida a série:


"É importante mas não é decisivo. A gente sabe a importância de começar ganhando uma série, mas é só um jogo e precisamos ganhar três. Agora temos de baixar a adrenalina, voltar para Brasília e descansar porque domingo já tem outra batalha, tão dura quanto essa."


Um dos destaques do Bauru, Jefferson William minimizou a pressão que a equipe terá, já que precisará buscar ao menos um resultado positivo em Brasília para se manter vivo na competição: "Já estamos acostumado com isso, é um time vitorioso, que está acostumado a momentos de definição. Já passamos por várias dificuldades igual a essa e superamos. Então é entrar com a cabeça fria."


O JOGO

Abrindo a série quartas de final, Bauru e Brasília começaram a partida com muita intensidade. Na tentativa de superar os sistemas defensivos, que estavam bem posicionados, os rivais acabaram buscando o jogo interno. Com mais volume de jogo decorrente dos rebotes capturados por Shilton e Alex, Bauru foi apostando nas investidas de Leo Meindl, para seguir na liderança do confronto. Mas a equipe da casa começou a errar passes, e viu o adversário crescer dentro do período. Assim, com duas bolas de fora de Fúlvio, uma delas decorrente de lance irregular, os Lobos fecharam a parcial em vantagem, 17 a 12.


No começo do segundo período, o Dragão soube se aproveitar do bom momento de Jefferson William para se aproximar no marcador. Com duas bolas de segurança, o ala-pivô bauruense trouxe a desvantagem para apenas uma posse de bola. Só que o bom momento dos mandantes foi apagado pelo crescimento de produção de Lucas Mariano na partida. Dominando o garrafão, o jogador candango devolveu uma segurança à sua equipe no marcador. Se Mariano respondeu rapidamente para os visitantes, a reação do Bauru foi ainda mais imediata. Pressionando mais a linha de passe, conseguiu organizar contragolpes que renderam o equilíbrio no marcador. Dali em diante foi comum ver belas trocas de cestas, e na última delas, Alex deu a liderança ao Dragão, 40 a 38.


Os primeiros minutos do segundo tempo foram para esquecer. Não só pelos erros cometidos pelas equipes, mas principalmente pela paralisação de aproximadamente 40 minutos em virtude de goteiras no Ginásio Panela de Pressão, que é administrado pela Secretaria de Esportes de Bauru. Transcorrido todo o problema, hora de voltar ao jogo, ou porque não, um novo jogo. E quem voltou, ou veio (como queiram), quente para o jogo foi Jefferson. O camisa 11 roubou bolas, capturou rebotes, enterrou, fazendo com que Bauru abrisse a maior vantagem do jogo, de nove pontos. Ciente do crescimento de rendimento dos mandantes, e da necessidade de exercer seu papel de líder, Giovannoni apareceu. Atuando em parceria com Lucas Mariano, o experiente jogador foi convertendo bolas importantes, responsáveis por deixar o jogo parelho novamente, 56 a 55.


A última parcial foi um prato cheio para os amantes do basquetebol. Com os jogadores e as equipes tendo seus bons momentos dentro do período, o espetáculo ganhou qualidade. A equipe da Cidade Sem Limites foi quem iniciou melhor, após bola certeira de Gui Deodato. Os Lobos não se abalaram e responderam em bela sequência de Giovannoni. A resposta bauruense veio através da dupla Jefferson e Gui, que elevaram a margem bauruense à sete pontos, a menos de três minutos para o final do confronto. Mas sabe como é né, quem tem Fúlvio e Giovannoni nunca está morto, e a dupla converteu bolas do perímetro, empatando o jogo. No último ataque a equipe da casa teve a oportunidade de fechar o jogo, mas Leo Meindl não converteu o arremesso e a decisão foi mesmo para a prorrogação, 74 a 74.


Com 25 pontos, Alex fez o que pôde, mas não foi suficiente (Caio Casagrande).

O tempo extra começou com um confronto particular, entre Pilar e Alex, que não são lá grandes amigos. Depois de provocação lá, provocação cá, a bola voltou a rolar. Foi então que a equipe da casa sentiu o momento tenso. A bola queimava nas mãos do Bauru, que cometia erros e era castigado na defesa, por Lucas e Fúlvio. Para manter seu time vivo no jogo, Alex passou a apostar em jogadas individuais, de infiltração. Com uma bandeja aqui, outra ali, o capitão, que contou com a ajuda de Valtinho, recolocou o Dragão no jogo. Mas apesar do belo desempenho do Brabo, cestinha do período com 9 pontos, o Brasília mostrava mais tranquilidade. Certeiro na linha do lance livre (7/7), se manteve a frente durante toda a parcial. Se a prestação de Alex não fez os mandantes assumirem a ponta, deu a possibilidade da equipe ter novamente a bola do jogo. Mas, mais uma vez, a escolha foi equivocada. Precisando de uma bola de segurança, Bauru movimentou a bola para a linha dos três pontos, e Gui, bem marcado, parou no aro, 88 a 87.


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