Com grande segundo tempo, Paulistano vence o Franca

22/04/2017

   O Paulistano contou com um belo segundo tempo (50 a 25) para reverter uma situação que parecia irreversível. Depois de ser dominado pelo Franca ao longo de todo o primeiro tempo, o clube da capital paulista se encontrou, foi cortando a diferença, virou a partida e consolidou a vitória por 80 a 65. O resultado positivo fez a equipe de Gustavinho abrir 1 a 0 na série.

 

   O grande segredo da recuperação passa pela mudança de postura defensiva da equipe. Com a entrada de Pecos e Jonathan, os mandantes passaram a agredir melhor o adversário, dificultando as infiltrações e passes que antes fluíam com naturalidade. Assim, o clube da capital foi readquirindo confiança para trabalhar no ataque, principalmente com o ala-pivô Renato, cestinha da partida com 24 pontos.

 

 Além de ajudar na defesa, Pecos distribuiu 7 assistências no confronto (Divulgação).

 

   A vitória do Paulistano não complica muito a vida do Franca, que segue dependendo apenas do mando de quadra para avançar as semifinais, mas, em uma série que promete ser equilibrada, é preciso corrigir os erros e se preparar para as duas próximas partidas, que acontecem no interior paulista.

 

O JOGO

 

   Diferentemente das outras séries, Paulistano e Franca, até em função de seus jovens jogadores, começaram o duelo cometendo muitos erros. Franca foi quem se encontrou primeiro na partida. Capturando rebotes ofensivos, a equipe teve um maior volume de jogo, e foi através das infiltrações de Pedro, que a equipe visitante conseguiu transformar as oportunidades em pontos. Mas o ritmo veloz, e até certo ponto desorganizado, fez com que o placar não se alterasse muito. Melhor para os comandados de Helinho, que foram ligeiramente superiores, 16 a 10.

 

   Se a superioridade francana não ficou muito explícita ao final da primeira parcial, devido à alguns erros nas finalizações de jogadas, no começo do segundo período, a equipe abriu vantagem. Mais organizado, soube tirar proveito da boa defesa para concluir muito bem os contragolpes que foram aparecendo, colocando a diferença na casa dos dígitos duplos. Os mandantes até tentaram responder, mas reféns do trabalho individual de Georginho e Renato, via o rival, mais coletivo, seguir no controle da partida, 40 a 30.

 

Jogadas de infiltração, como as protagonizadas por Pedro no primeiro tempo, foram neutralizadas (Divulgação).

 

   Para mudar o cenário do jogo, Gustavinho deve ter cobrado uma mudança de postura de sua equipe, principalmente na defesa. Só que as instruções não foram suficientes para que o treinador tirasse da equipe aquilo que imaginava. Totalmente apático, desajustado, o clube da capital paulista seguia com dificuldades para equilibrar o confronto, que ficou ainda mais favorável aos visitantes após belo início de terceiro quarto, sobretudo de Alexey, 48 a 30.

 

   A resposta da equipe da casa passou pela entrada de Pecos e Jonathan. Vindo do banco, os jogadores pressionaram a linha de passe, neutralizando o sistema de jogo francano. Assim, explorando o vigor físico da dupla, e a presença de garrafão de Renato e Guilherme, o Paulistano, cortou drasticamente a desvantagem no marcador, indo para o último quarto vivo na partida, 51 a 47.

 

   Com a confiança lá em cima, não demorou muito para a equipe da casa retomar a liderança (algo que não acontecia desde o primeiro quarto). Mantendo a defesa sólida, o Paulistano concentrou suas ações ofensivas nas mãos de Georginho e Renato, principais nomes da equipe na partida, 53 a 52.

 

   Completamente abatido, Franca acabou se tornando uma presa fácil para o Paulistano. Vivendo seu melhor momento dentro da partida, o clube da capital deslanchou no marcador. Equilibrando o trabalho interno, com as bolas longas de quase todo o quinteto (Eddy, Pecos, Georginho e Lucas Dias), a equipe não deu chances para o rival e consolidou a vitória por 80 a 65.

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