Banco brilha, e Bauru empata a série

23/04/2017

   O Brasília entrou em quadra em uma posição confortável dentro da série, já que havia vencido o primeiro jogo, no interior paulista, e teria a oportunidade de avançar se fizesse a lição de casa, nos dois jogos que teria pela frente. Mas Giovannoni já tinha avisado. A vantagem era importante, mas não decisiva.

 

Com bolas de segurança nos minutos finais, Alex foi fundamental para o triunfo bauruense (Caio Casagrande).

 

   Pois bem, com grande contribuição dos jogadores que vieram do banco (44 pontos), o Bauru foi até a capital federal e devolveu a derrota sofrida em casa, empatando a série em 1 a 1. Além do trabalho ofensivo do trio, é importante destacar a melhora que dois desses jogadores (Gui e Jaú) causaram no sistema defensivo, neutralizando, dentro do possível, o forte jogo interno do rival, com Giovannoni e Lucas Mariano.

 

   O empate garante, pelo menos, a realização do quarto jogo, domingo (30), no Ginásio Panela de Pressão. Porém, antes disso, na terça (25), as equipes voltam a medir força, novamente no Ginásio da ASCEB.

 

O JOGO

 

   O Brasília começou a partida no ritmo que o playoff pede. Com mais intensidade, os Lobos se impuseram em quadra e colocaram a diferença em 14 a 5 nos primeiros minutos de jogo, após infiltrações de Deryk e bola de três pontos de Lucas Mariano. Depois do tempo pedido por Demétrius, o Bauru se acertou defensivamente. Protegendo melhor o garrafão, a equipe teve tranquilidade para trabalhar em velocidade. Assim, Leo Meindl puxou a recuperação do Dragão, que foi tirando a diferença, até buscar o empate, 19 a 19.

 

   Na volta para o segundo quarto, as equipes acabaram oscilando um pouquinho. Nesse momento de pouca inspiração dos rivais, Bauru soube aproveitar o melhor momento que vivia na partida para comandar o marcador, embora Brasília seguisse na cola. Quando Lucas Mariano, que estava de fora por conta das duas faltas cometidas, voltou à quadra, a equipe da casa melhorou e chegou a beliscar a liderança, em lances consecutivos do pivô no poste baixo. Só que a equipe paulista soube controlar essa situação, para voltar a atacar em transição. Saindo em velocidade, fez o feijão com arroz, e retomou a liderança após bela contribuição de Jaú, 41 a 35.

 

   Os mandantes voltaram para o segundo tempo muito mais ligados que a equipe visitante. Calibrados, Lucas Mariano e Deryk recuperaram a ponta rapidinho. A partir dali, o jogo esquentou. Enquanto o Brasília trabalhava melhor coletivamente, Bauru apresentava dificuldades na manutenção de bola e articulação das jogadas, mas se mantinha no confronto graças ao brilho individual de Jaú. Com uma formação mais leve, a equipe da Cidade Sem Limites melhorou na defesa e apostou justamente na velocidade, para ir para os últimos dez minutos na frente, 59 a 58.

 

 Jaú veio do banco para ser o nome do jogo, com 17 pontos (Caio Casagrande).

 

   A diferença que, apesar de pequena, era importante, ficou ainda mais significativa no início do último período. Defendendo de forma agressiva, o Dragão contou com arremessos certeiros de seus jovens, Guilherme e Jaú, para colocá-la em sete pontos. A gordura no marcador deveria dar uma tranquilidade para a equipe paulista, mas não foi isso que aconteceu. Isso porque os Lobos não se entregaram, e um jogador que acabou zerado no primeiro jogo, apareceu muito bem na reta final da partida.

 

   Deryk se aproveitou das situações de miss match em cima de Jefferson, assumiu as definições das jogadas, e a diferença caiu para apenas uma posse de bola. Só que o Bauru tem um elenco experiente, e tirou proveito dessa bagagem para vencer a partida. Com Shilton atento as sobras e Valtinho e Alex Garcia chamando a responsabilidade, a equipe paulista manteve-se a frente, empatando a série, 77 a 73.

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