Mogi domina Vitória e desempata série

29/04/2017

   O Mogi não deu sopa para o azar e bateu o Vitória, nesse sábado (29), por 88 a 69, fazendo 2 a 1 na série contra o rubro-negro. O resultado, obtido de forma inquestionável, faz com que a equipe mantenha o mando de quadra e chegue terça (02), em Salvador, em condições de selar a classificação às semifinais, caso vence novamente o Leão.

   Atuando com muita propriedade, a equipe da casa aplicou um primeiro tempo esmagador (50 a 28) e praticamente liquidou a partida. Dali em diante, a equipe apenas administrou a vantagem construída, dando tempo de jogo a alguns jogadores que normalmente possuem menor tempo de quadra.  

 

   Se Mogi conseguiu cumprir vários objetivos dentro da partida, o mesmo não se pode dizer do Vitória. Totalmente apático na partida, acabou sendo atropelado pelo adversário. Quando voltou a apresentar o basquete que o credenciou a chegar até aqui, já era tarde demais.

 

O JOGO

 

   Os primeiros minutos evidenciaram a preocupação dos treinadores em neutralizar os principais nomes do adversário, Shamell e Dawkins. Assim, os espaços foram aparecendo para outros jogadores e Jimmy soube aproveitá-los. Com infiltrações e assistências, o ala foi o principal nome da arrancada mogiana. Tamanha superioridade foi parar no marcador, que mostrou a diferença na casa dos dígitos duplos, após bola de três pontos de Shamell. No final da parcial, Coimbra e Hayes melhoraram o desempenho do Leão, só que em outro arremesso do perímetro, agora de Tyrone, Mogi desgarrou novamente, 25 a 14.

 

   Diante de um garrafão carregado de faltas, o Vitória voltou melhor, obrigando a defesa concentrar seus esforços na área pintada. Assim em bola longa de André Goes, reduziu a diferença para apenas uma posse de bola. O lance despertou a equipe da casa, que passou a movimentar bem a bola, assegurar os rebotes e caprchar nos arremessos, tanto de longe, com Jimmy e Fabrício, quanto em bolas de Shamell, maior responsável por colocar a diferença na casa dos quinze pontos.

   

 Ao lado de Jimmy, Shamell foi o principal nome mogiano ao anotar 23 pontos (João Neto).

 

   O prejuízo, que já era grande, ficou ainda maior após a falta técnica aplicada em Régis Marrelli. O treinador até tinha razão em reivindicar que Fabrício recebesse a mesma infração, mas não da forma acintosa. Dali em diante, a equipe, totalmente perdida em quadra, não pontuou mais e foi para o intervalo com uma missão muito complicada, 50 a 28.

 

   O jogo seguiu em ritmo acelerado no começo do segundo tempo, mas na medida que as equipes iam trocando cestas, por meio das infiltrações de Larry e Key, o jogo ficava ainda mais tranquilo para a equipe da casa, que cozinhava o jogo. Quando Dawkins, até então apagado, mostrou um pouquinho do que sabe, a equipe melhorou ofensivamente. Distribuindo assistências para bolas de três de Key e Edu Mariano, o camisa 14 dava uma movimentação ofensiva antes não vista pelo lado dos visitantes. Mas a recuperação esbarrava na regularidade da equipe do Alto Tietê, que trabalhava muito bem próximo a cesta, com Caio Torres, 67 a 47.

 

   A partida foi para o último período mas inicialmente pouca coisa mudou. Se Dawkins, em bolas do perímetro, vivia um bom momento e impulsionava sua equipe, na defesa o rubro-negro voltava a cometer falhas e via a diferença não cair como Régis gostaria. Em um pedido de tempo, o comandante cobrou mais agressividade, em uma última tentativa de recuperação. A cobrança surtiu efeito e o Leão finalmente fez uma defesa agressiva. Com recuperações e saídas em velocidade, a equipe nordestina cortou rapidamente a desvantagem no marcador, incomodando o técnico Guerrinha. Trazendo seus principais jogadores de volta à quadra, o Mogi contornou a situação e até recuperou a vantagem construída ao longo do confronto, em bolas de Vithinho e Shamell, 88 a 69.

 

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags