Vitória vence batalha e força quinto jogo

03/05/2017

   Qual o tempo necessário para se vencer uma batalha? No basquete as partidas costumam durar 40 minutos, mas essa noite (02), o amante do esporte pode desfrutar um pouquinho mais. Em uma partida decidida apenas ao final da prorrogação, com o cronômetro zerado, o Vitória superou o Mogi por 82 a 80, igualando a série em 2 a 2. Com isso, a definição do jogo fica para o quinto e último jogo, sábado em Mogi, às 14 horas, com transmissão da Band.

 

   Assim como em todas as batalhas, o jogo foi repleto de tensão, alternativas e altos e baixos. Os dois times tiveram momentos mais produtivos, outros mais sofríveis, mas sempre mostraram empenho, sobretudo na prorrogação, que foi uma caixinha de surpresas.

 

 Assim como na partida diante do Campo Mourão, Góes foi decisivo (Raul Spinassé).

 

   É claro que o Vitória só saiu de quadra com o triunfo pela entrega de toda a equipe, muito comprometida com o trabalho de Régis, que costuma tirar algo a mais de seus jogadores. Mas temos de destacar a contribuição de Key e André Goes, na prorrogação.

 

   O primeiro, um dos líderes da equipe, não fazia uma boa partida, mas foi preciso nas duas roubadas de bola em cima de Shamell, tirando a possibilidade do ala decidir o duelo. O segundo veio do banco e anotou bolas importantes, em especial os dois lances livres derradeiros.

 

O JOGO

 

   O Vitória iniciou a partida com mais intensidade, e foi justamente por isso que saiu na frente no marcador. Tirando o adversário de sua zona de conforto, sabia explorar muito bem a velocidade de Dawkins nos contragolpes, para encontrar Arthur e Kurtz. Para entrar na partida, Mogi contou com o trabalho de Caio Torres. Vindo do banco, o pivô deu mais equilíbrio à equipe. Na defesa, o camisa 13 protegeu melhor o garrafão, enquanto que no ataque, além de converter suas bolinhas, dava mais liberdade para que as bolas de fora aparecessem, equilibrando a parcial. No final, Hayes decretou o triunfo do Leão após rebote ofensivo, 20 a 17.

 

   Se o placar não refletiu muito bem o que foi o primeiro quarto, no segundo não restaria dúvidas. Muito mais ligado na partida, o Vitória neutralizava com tranquilidade a equipe de Guerrinha. Na frente, a equipe mandante tinha André Góes calibrado e Dawkins querendo jogo. Usando e abusando de seu repertorio, Dawkins fez o que quis com a defesa mogiana. Era infiltração, bola de três, assistências... Assim a diferença chegou a 17 pontos. Sem entender muito bem o que estava acontecendo, Guerrinha fez tudo que lhe cabia, colocando todos os atletas em quadra, para ver se algum quinteto responderia positivamente. No final, Filipin converteu duas bolas importantes, diminuindo o prejuízo, 43 a 31.

 

   Depois de um primeiro tempo apático, Mogi voltou para o segundo tempo com quatro jogadores abertos, no small ball. Essa formação permitiu que a equipe tivesse mais mobilidade para conter as infiltrações do rival. Além disso, fazia com que a equipe cuidasse mais da bola. Cuidando melhor da posse de bola, a equipe do Alto Tietê priorizou as infiltrações, e por ali se deu bem. Claro que a principal mudança foi em relação à postura, mas mais veloz, a equipe foi partindo em direção à cesta, cortando a diferença. De tanto correr atrás, Mogi foi premiado com a virada, que veio em uma sequência de lances livres de Tyrone, 54 a 52.

 

   No início do último período, Mogi deu sinais de que levaria a partida com certa tranquilidade, principalmente após apostar no poste baixo, e desafogar as bolas para fora, em tiros certeiros de Jimmy e Filipin. Nervoso, o rubro-negro perdia rebotes defensivos que impedia o jogo de transição, arma letal da equipe. Depois de muito sofrer no cinco contra cinco, Renato empatou o jogo com dois arremessos de três, incendiando o Ginásio Cajazeiras. Dali em diante, o jogo se transformou. Priorizando as bolas do perímetro, os rivais trocaram cestas, com direito a bolas longas, como a de Tyrone e Holloway. Assim, o jogo chegou no minuto final empatado em 71 pontos. Tanto Key, quanto Shamell, tiveram a oportunidade de sacramentar a vitória, mas falharam e a partida foi para a prorrogação.

 

 Discreto na partida, Key foi decisivo (Raul Spinassé).

 

   Como haveria de ser, o tempo extra deixou as duas equipes nervosas. Depois de alguns minutos, nenhuma delas havia convertido uma cesta de quadra, pontuando apenas na linha do lance livre. Foi então que o Vitória mostrou porque surpreendeu nesse NBB. Com duas defesas fortes, marca registrada de Régis Marrelli, recuperou bolas e aproveitou as chances com André e Renato, abrindo quatro de frente. Mogi não se abateu e foi buscar a igualdade, em lances de Larry e Tyrone. A menos de 30 segundos pro fim, a equipe da casa desperdiçou seu ataque, e viu Shamell ficar com a bola, no um contra um com Key. Sem direito ao erro, já que qualquer contato levaria o adversário à linha do lance livre, Key bateu a cartiera e serviu André, que mataria o jogo em uma bandeja. Como foi parado com falta no estouro do cronômetro, garantiu o triunfo com o relógio zerado, 82 a 80.

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