Vitória conquista vaga histórica dentro do Hugão

06/05/2017

  Você viu que o "livro do NBB" ganhou um capítulo histórico na noite ontem, mas mal sabia você que ele ganharia outra bela história nesse sábado, tornando esse final de semana muito especial para a história do campeonato. Isso porque, o campeonato, tão polarizado, terá pela primeira vez um semifinalista vindo do Nordeste.

 

  Com um jogo muito inteligente e tático, o Vitória desbancou o favorito Mogi, dentro do Hugão, com o placar de 95 a 85, sacramentando a vaga com uma virada daquelas. Virada essa que começou lá em Salvador, quando a equipe superou todas as dificuldades e conseguiu o triunfo no apagar das luzes, por 82 a 80.

 

Com cinco jogadores anotando ao menos dez pontos, Leão mostrou mais coletividade (Divulgação).

 

  Ao longo de toda a série, a equipe de Régis se mostrou mais comprometida, sobretudo no aspecto defensivo, característica marcantes das equipes comandadas pelo respeitável treinador. Foi justamente com esse balanço, que o Leão neutralizou peças importantes do rival. Além disso, o rubro-negro mostrou maturidade, para conter a reação mogiana, e ficar com a vaga inédita, que ganha ainda mais relevância se levarmos em conta que essa é apenas a segunda temporada da equipe.

 

  Agora, Dawkins e companhia aguardam a definição do vencedor entre Franca e Paulistano, para conhecer seu rival na semifinal da competição. Lembrando que a definição sai já já, às 18 horas.

 

O JOGO

 

  O quinto e decisivo confronto entre Mogi e Vitória começou quente. Com boas movimentações, Larry e Key encontravam Jimmy e Arthur bem posicionados, e os alas não desperdiçaram suas oportunidades. Depois de algumas trocas de lideranças, a equipe do Alto Tietê desgarrou no marcador, justamente no trabalho de transição, com Larry e Jimmy. Só que não demorou muito para Régis Marrelli ajustar a recomposição defensiva, e a partir daí, a equipe nordestina se encontrou, encostando novamente no marcador após contragolpe de Dawkins. No final do período, Larry e Key puxaram a pontuação de suas equipes, e a parcial terminou com vitória parcial dos mandantes,  26 a 24.

 

  No início do segundo quarto, o jogo ficou muito mais brigado do que organizado. Com escolhas erradas, os ataques cometiam violações e desperdiçavam bolas relativamente tranquilas, fazendo com que o nível técnico caísse um pouco. A volta de alguns titulares, fez com que a partida melhorasse, sobretudo na movimentação ofensiva. Se Larry e Shamell levavam vantagem nas infiltrações, Renato tinha o mesmo desempenho do outro lado da quadra, respondendo imediatamente ao trabalho dos gringos. Diante das falhas defensivas, nenhuma equipe conseguiu seu objetivo dentro da parcial, nem o Mogi abrir a desejada gordura, nem o Vitória beliscar a dianteira, 43 a 41.

 

 Larry e companhia bem que tentaram furar a defesa rubro-negra, bem postada (Antonio Penedo).

 

  Depois de passar o primeiro tempo todo perseguindo a liderança, o rubro-negro conseguiu assumir o controle do jogo no início do segundo tempo. Com uma chuva de bolas de três, sendo duas de Arthur e uma de Renato, o Vitória passou a frente, trazendo a diferença para duas posses de bola, algo que preocupava Guerrinha. Insatisfeito, o treinador fez várias modificações em sua equipe, mas os jogadores continuavam lentos, tanto na defesa, quanto no ataque, onde tinha muitas dificuldades em pontuar. A ineficiência ofensiva, permitiu que o Leão atuasse solto, em transição. Abusando de sua principal arma, os visitantes deitaram e rolaram, com jogadas de pick-and-roll para Kurtz, que deu uma grande vantagem para sua equipe, 71 a 57.

 

  Até então apagados no jogo, Shamell e Tyrone finalmente apareceram, convertendo jogadas de três pontos, que fizeram com que a desvantagem no marcador ficasse abaixo dos dez pontos. O Vitória chegou a equilibrar a parcial, em bolas de André Goes e Hayes, mas sabe como é, nos momentos de adversidade, aparecem os grandes jogadores. Desmontando a boa defesa do Leão, Shamell foi cortando a diferença, passando o nervosismo para o outro lado. O cenário nessa altura da partida, favorecia os mandantes, já que o Hugão pulsava com a possibilidade real da virada, agora que a diferença era de apenas três pontos.

 

  Foi então que a equipe visitante mostrou o brio que tem. Pressionado, voltou a defender bem, assegurar os rebotes, algo que deu tranquilidade para a equipe atacar. Reflexo disso foram as bolas fundamentais de Hayes, definindo o confronto. Dali em diante, os mogianos bem que tentaram, mas aquela altura, seria muito difícil a vaga escapar do Leão. Na linha do lance livre, a equipe ainda dilatou a diferença, impondo expressivos 95 a 85.

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