Família, amigos e namorada: os segredos de Gabriel Jaú

08/05/2017

  Ele tem apenas 18 anos, e como qualquer garoto dessa idade, tem nas pessoas mais próximas o seu porto seguro, mas Jaú carrega ao lado de seus companheiros, um sonho muito maior que os jovens traçam nessa idade. 

  Em sua primeira temporada como jogador adulto do Bauru Basquete, Jaú tem se destacado, sendo o elemento surpresa de uma forte equipe que almeja a conquista do título nacional, que seria o primeiro da franquia desde a criação do NBB, em 2008. 

 

Bauru faturou o troféu em 2002, quando a competição era organizada pela CBB (Wander Roberto).

 

  Tamanho crescimento e comprometimento tem rendido elogios não só de torcedores do Dragão, mas também do próprio treinador, Demétrius Ferracciú: "O mérito é do jogador, de estar pronto para qualquer situação, em um playoff, em uma final. Além disso, o treinamento faz com que o jogador chegue preparado para esse momento da competição, porque ele chega confiante, com força mental e apoio dos companheiros."

 

  O comandante ainda fez questão de ressaltar o trabalho desenvolvido nas categorias de base do Dragão, fundamental no desenvolvimento de novos talentos: "Isso não se resume ao trabalho de uma semana, que apareceu agora no playoff. Isso se resume a um trabalho das categorias de base, que vem sendo feito pelo André Germano, um cara super exigente que sempre faz com que cada jogador cresça, ensinando fundamentos, condição tática, técnica. Isso vem pra coroar o trabalho que vem sendo feito nas categorias de base. O Gui Santos ano passado entrou em um "fogueira" de ter de substituir o Ricardo, em uma final de Liga das Américas e playoffs de NBB, e esteve pronto para a situação também."

 

Ao lado de seus companheiros, Jaú comemora a conquista do Paulista sub-19 (Caio Casagrande).

 

  Confira abaixo o bate papo completo com a jóia bauruense. Em alguns minutos de conversa, o ala-pivô, que teve passagens pela seleção brasileira de base, dividiu os méritos com seus companheiros e comissão técnica, além de projetar o duelo com o Pinheiros e revelar alguns segredos. 

 

Você, assim como toda a equipe, vive em um bom momento. Queria que você falasse um pouquinho desse crescimento, agora nos playoffs.

 

Isso é resultado de um trabalho que a gente vem fazendo desde o começo da temporada com o Demétrius, com o André Germano e o Hudson, que são os assistentes técnicos, que me fizeram evoluir e não me acomodar por estar no adulto, e sempre querer mais. Estar em uma equipe forte, que tem o Alex, o Jefferson, o Leo Meindl, o Gui Deodato, é um ânimo a mais, de poder confrontá-los e crescer.

Quanto que seus companheiros tem te ajudado nessa fase, para esse crescimento individual?


Eles me ajudam bastante. No treino principalmente, dando dicas de posicionamento, de forma de atacar, também passando as características dos adversários, por conhecê-los, já que jogam há mais tempo. Isso me ajuda bastante.

 

O que você espera dessa semifinal, onde o Bauru terá pela frente o Pinheiros?


Espero que façamos um bom playoff. É uma equipe forte, que vem jogando em alto nível também. O importante é entrar firme, com a mesma pegada defensiva, um se comunicando com o outro, um comemorando com o outro, é isso que vai fazer a gente chegar na final, tenho certeza.

 

Como que Bauru e você vão para esse jogo sabendo que a equipe deles é uma equipe agressiva, que captura muitos rebotes?

 

O Pinheiros joga mais aberto, mas a maioria dos jogadores partem em direção ao rebote. É uma equipe mais complicada, porque precisamos jogar mais fechados, com cada jogador bloqueando seu adversário.

 

Apesar de todo o preparo que você teve, é normal que você tenha uma certa ansiedade antes dos jogos, até em função da sua idade e da importância dos playoffs. Como você faz para controlar essa situação?

 

Muito trabalho psicológico de imaginar como estará o Panela de Pressão, porque acaba sendo uma pressão maior jogando dentro de casa. No último jogo eu senti um pouquinho isso, mas a partir do intervalo eu soube lidar com isso, respirando firme e pensando que era apenas mais um jogo. Não tem que ficar nervoso, ansioso com nada, tem que ter calma mesmo.

 

Claro que todos os jogadores defendem a camisa que vestem com o maior comprometimento possível. Mas imagino que pra você, nascido na região, tenha um gostinho um pouco mais especial...

 

É muito importante, porque estou levando tanto o nome de Bauru, como o nome de Jaú. São duas cidades que eu amo e eu sempre vou defender Bauru como se fosse meu último suspiro. Essa mentalidade que tem que ser incorporada, e todos aqui no time tem isso em mente, principalmente o Alex e o Jefferson.

 

Fotos: Reprodução Instagram 

 

O público vem conhecendo cada vez mais seu trabalho dentro de quadra, mas como é o Gabriel Jaú fora das quadras? O que você gosta de fazer no seu tempo livre?


Eu gosto muito de curtir meus amigos. Tenho amizades que eu mantenho desde 2012, quando eu joguei na época da Luso. São amigos que eu levo pro resto da vida, gosto muito deles. Também gosto bastante de ficar em casa, jogando videogame, curtindo minha namorada, que é minha companheira, que ajuda fora de quadra me preparando para os jogos.. E minha família, que é fundamental para mim. Por isso tento ficar com eles o maior tempo possível, mesmo ela sendo de outra cidade.

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