Pinheiros atropela Bauru no terceiro quarto e larga na frente

09/05/2017

  O Pinheiros tem se caracterizado por quebrar muitas escritas dentro desse NBB, e hoje não foi diferente. Depois de superar os favoritos Vasco, e o pentacampeão Flamengo, a equipe da capital bateu com propriedade o Bauru, por 98 a 86, abrindo 1 a 0 na série semifinal da competição.

 

  Depois de virar diante do clube da Gávea e chegar para esse confronto sem descanso, conseguiu imprimir muito mais intensidade que o rival, que vinha descansado, e na teoria, levaria vantagem. Assim, com mais movimentação e coletividade aplicou um ótimo terceiro quarto (23 a 9) que se não garantiu a vitória, ao menos a encaminhou. Para se ter uma ideia do feito, Bauru terminou a primeira fase com a melhor defesa, com média de 78 pontos sofridos por partida.

 

Alex bem que tentou parar Holloway, mas ele estava impossível e marcou 32 pontos (Daniel Vorley).


  Agora os comandados de César Guidetti vão para o interior paulista em vantagem, mas sabem que na teoria, Bauru segue com o mando de quadra, já que terá dois jogos em casa, sábado e segunda, para reverter o marcador. 

 

O JOGO

 

  As equipes vieram para quadra com uma proposta bem parecida. Abrindo bem a quadra, os rivais conseguiam criar espaços para as infiltrações de seus armadores e também tirar proveito do bom aproveito de seus jogadores de garrafão no arremesso de três pontos. Dessa forma, após bolas consecutivas de Renan, para os mandantes, e Jefferson, para os visitantes, o placar apontava igualdade. Quando Bauru neutralizou as investidas do adversário, em roubadas de bola de Alex e Gegê, soube aproveitar os contragolpes para assumir o controle do jogo. Se Pinheiros apresentava dificuldade para trabalhar coletivamente, especialmente próximo à cesta, foi através do brilho de Holloway, que a equipe se encontrou. Com duas bolas do perímetro, o armador pressionou Bauru, que respondeu na mesma medida, com Alex, fechando o quarto na frente, 27 a 24.

 

  Movimentando bem a bola, Pinheiros e Bauru priorizaram as bolas de segurança no início do segundo período. Mesclando muito bem as infiltrações de Bennett, com a presença de garrafão de Gemerson, aliada ainda às bolas de fora de Holloway e Renan, os mandantes tomaram a ponta. A vantagem, em duas posses de bola, só não foi maior porque Alex estava inspirado e mantinha a produção ofensiva de sua equipe. Quando as outras peças foram aparecendo, como Valtinho e Jefferson, o Dragão melhorou e arrancou o empate. Dali em diante, com menos de dois minutos para o intervalo, os rivais trocaram cestas, e o primeiro tempo terminou com vitória dos mandantes, 50 a 49.

 

 Renan teve muita liberdade no perímetro, onde anotou cinco bolas de três pontos (Daniel Vorley).

 

  O Bauru conseguiu recuperar a ponta no minuto inicial do segundo tempo, quando Leo Meindl fez bons cortes em direção à cesta, mas não demorou muito para o Pinheiros recuperar a dianteira, em arremessos certeiros de Renan e Holloway. A partir daí foi um passeio. Mesmo atuando na sexta-feira, a equipe de César Guidetti aplicava uma intensidade maior, tirando a organização do rival. Trabalhando coletivamente, não demorou muito para a equipe construir uma vantagem segura no marcador. Se aproveitando do nervosismo do rival, Holloway e Ansaloni converteram bolas de segurança, colocando a diferença na casa dos dígitos duplos, 73 a 58.

 

  Depois de muito sofrer com as jogadas provenientes de pick-and-roll, os visitantes voltaram com um sistema defensivo diferente. Com uma defesa mista, que contava com três jogadores pressionando a linha de passe, o Dragão impôs dificuldades ao ataque da equipe da casa. A forte defesa fez com que os contragolpes aparecessem. Por ali, os alas da equipe (Alex, Leo Meindl e Gui), foram convertendo as bandejas, diminuindo a diferença. Mas sempre que a equipe do interior se aproximava no marcador, Holloway aparecia e tranquilizava a partida.

 

Com Alex assumindo a responsabilidade, Bauru buscou a recuperação, mas aquela altura era tarde demais (Daniel Vorley).

 

  Assim, o último período foi um verdadeiro estica e puxa. No final, Bauru até tentou uma última reação, apostando no famoso jogo de ataque rápido, seguido de falta no rival. Com Alex mostrando todo seu repertório e o Pinheiros desperdiçando alguns lances livres, a diferença chegou a cair para apenas seis pontos, mas sem sucesso na linha dos três pontos, o Dragão sucumbiu ao jogo consistente do rival, que ainda dilatou o marcador, 98 a 86.

 

 

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