Paulistano sobra no último quarto e bate o Vitória

10/05/2017

  O Paulistano conseguiu um grande resultado atuando em Salvador. Sem sentir a pressão de um Ginásio Cajazeiras lotado, a equipe de Gustavinho aplicou 31 a 17 para virar sobre o Vitória e abrir 1 a 0 na semifinal, com a vitória por 93 a 84.

 

  Ao longo do confronto houve muitas variações táticas e crescimento de produção de algumas peças, de ambos os lados. Não à toa, onze jogadores pontuaram na casa dos dígitos duplos (6 Paulistano e 5 Vitória). No final, melhor para a equipe visitante, que mostrou mais solidez defensiva, especialmente após a entra de Yago, e também equilíbrio ofensivo, com Renato e Lucas Dias.

 

 Entrada de Yago foi fundamental para a virada (Raul Spinassé).

 

  A vitória fica ainda mais expressiva se olharmos para os próximos confronto da série, que serão disputados em São Paulo, na sexta e no domingo. Entretanto é preciso ressaltar o poder de recuperação do Leão, que foi buscar vitórias ditas como improváveis nos duelos contra o Campo Mourão e contra o Mogi.

 

O JOGO

 

  As equipes chegaram para esse primeiro jogo com a confiança lá em cima, já que haviam eliminado equipes de maior favoritismo na fase anterior. Isso fez com que os rivais entrassem em quadra à vontade, fator fundamental para o belo aproveitamento nos primeiros minutos. Não à toa Guilherme, pivô do Paulistano, aproveitou muito bem o espaço que teve no perímetro para converter três bolas consecutivas de longa distância, setor onde o camisa 77 não tem lá muita intimidade.

 

  Apesar disso, o Vitória mostrava mais mobilidade, coletividade, mantendo-se no jogo com colaboração de quatro de seus cinco atletas, embora houvesse um destaque um pouco maior para Kurtz. Assim o jogo seguiu equilibrado até a metade do período, quando a equipe visitante agrediu um pouquinho mais na defesa e nos rebotes ofensivos. Com mais volume de jogo, trabalhou melhor coletivamente, explorando o talento de Lucas Dias e fechou o primeiro quarto com o controle do jogo, 28 a 21.

 

Kurtz fez um primeiro quarto muito bom, mas depois acabou preterido por Régis, que optou pelo small ball (Raul Spinassé). 

 

  A equipe da casa voltou para o segundo quarto movimentando bem a bola. Criando espaços para infiltrações de seus americanos, o Vitória esboçava uma reação. Mas se no ataque as coisas iam de vento em popa, na defesa a situação era um pouco diferente. Para ser justo, é preciso ressaltar que houve sim uma melhora no sistema defensivo dos mandantes, só que o Paulistano mantinha um aproveitamento invejável nas bolas de três, que chegou à 53% após os arremessos certeiros de Pecos e Lucas Dias.

 

  Diante da dificuldade imposta pelo Leão, era apenas questão de tempo para que o desempenho do rival no perímetro caísse. Assim, insistindo nas bolas longas, acabou estacionando na pontuação, enquanto que o rival foi crescendo, até beliscar o empate em jogadas de Arthur e Edu Mariano, pelo lado esquerdo de ataque. O rubro-negro, por sinal, até teve a oportunidade de passar a frente, mas desperdiçou sua última posse de bola e foi para o intervalo atrás, já que Jhonatan converteu outro arremesso de três pontos, 43 a 40.

 

  O Paulistano veio para o segundo tempo apostando em uma defesa pressão, sobretudo em cima de Dawkins, mas tanto o armador, quanto seus companheiros souberam cortar essa primeira linha para passar a frente, em bolas de Kurtz e Arthur. A equipe de Gustavinho até recuperou a dianteira, em lances individuais de Hure e Eddy, mas o período era mesmo da equipe de casa.

 

  Dominando os rebotes, o Vitória conseguia usufruir de sua principal arma, o jogo de transição. Saindo em velocidade, Dawkins sabia muito bem o que fazia com a bola. Alternando arremessos e assistências, o camisa 14 era o motorzinho da equipe de Régis, que não só recuperou a ponta, como chegou a colocar onze pontos de vantagem (maior da partida), após bola longa de Key. No minuto final, a equipe da capital paulista diminuiu a vantagem rubro-negra em arremesso de Yago, 67 a 62.

 

  Se no período anterior a defesa do Paulistano não encaixou, no último quarto a engrenagem funcionou muito bem. Com Key bem monitorado pelo jovem Yago, o Leão perdeu toda a articulação, se tornando muito previsivel no ataque. Isso fez com que os paulistas acelerassem o jogo, procurando sempre as bolas de segurança, com o próprio armador e com o pivô Renato, para assumir o controle do jogo.

 

 Lucas Dias voltou a decidir o jogo em bolas de três pontos (Raul Spinassé).

 

  Dali em diante o jogo ganhou uma tônica especial. Se os mandantes encontravam dificuldades para superar a linha de marcação do rival, ficando refém às bolas de três de Arthur e André Góes, os visitantes tinham mais facilidade para trabalhar dentro do garrafão, com Renato. Quando Lucas Dias apareceu e converteu duas bolas de fora, dando mais equilíbrio ao ataque paulista, o jogo ficou muito confortável para a equipe de São Paulo. Com pouco tempo no relógio, a equipe de Régis até chegou a recuperar bolas com a marcação alta, mas cometendo erros bobos, não conseguiu evitar a derrota em casa, por 93 a 84.

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