Paulistano segura reação rubro-negra e está a um passo da final

13/05/2017

  O Paulistano estendeu ainda mais sua vantagem dentro da série com o Vitória ao bater novamente a equipe rubro-negra, dessa vez na capital paulista, por 82 a 72, abrindo 2 a 0 no confronto melhor de cinco jogos.

 

  Apesar da diferença na casa dos dígitos duplos e da vantagem importante na série, engana-se quem pensa que o confronto entre os times tem sido tranquilos, muito pelo contrário. Hoje, mais uma vez, os rivais fizeram um embate duro, equilibrado, decidido nos detalhes, especialmente no terceiro quarto, quando os mandantes dificultaram a vida dos nordestinos.

 

  Diante desse cenário, os paulistas podem sacramentar a classificação à final com uma simples vitória no domingo, às 11 horas, no jogo 3 entre os clubes. Para o Leão, não só essa partida, como as demais (se vier a acontecer), serão confrontos de vida ou morte, já que só a vitória interessa.

 

O JOGO

 

  Os primeiros minutos de jogo deram a tônica do que seria a partida. Com muita agressividade, os rivais buscavam e encontravam uma forma eficiente de atacar, superando os sistemas defensivos. Apesar do Vitória demonstrar eficiência e equilíbrio ofensivo, principalmente em relação à pontuação, com todos os titulares contribuindo, foi a equipe da casa que assumiu as rédeas da partida nos primeiros minutos. Dominando os rebotes ofensivos, o Paulistano conseguia ter mais volume de jogo e transformá-lo em vantagem no marcador através de Guilherme e Eddy. Quando protegeu melhor as sobras, a equipe de Régis conseguiu dividir o controle do jogo, que passou a ficar marcado pelas trocas de liderança no marcador. Assim, com cesta aqui, cesta ali, o resultado não poderia ser diferente, empate em 20 a 20.

 

  Diferentemente do período anterior, que ficou marcado pelas variações ofensivas, a partida deu uma esfriada no começo do segundo quarto. Com pouca movimentação coletiva, os adversários abusaram da individualidade, algo que elevou o número dos erros. As únicas exceções nos minutos iniciais foram as contribuições de Guilherme, para os mandantes, e André, para os visitantes. A partir da metade da parcial, com o retorno dos titulares, mas acima de tudo, com a melhor leitura de jogo, a partida voltou a ficar interessante. Movimentando melhor a bola, os ataques envolveram as defesas, criando espaços para que os jogadores tivesse condição de pontuar com certa liberdade, como nas bolas de Jhonatan e Arthur, no perímetro.

38 a 38.

 

 Decisivo dos dois lados da quadra, Eddy foi o nome da partida (João Pires).

 

  No começo do segundo tempo, um confronto particular chamou a atenção. Se de um lado Pecos tinha liberdade para explorar os espaços criados através do pick-and-roll, do outro, Renato mostrava pontaria calibrada, tanto próximo à cesta, quanto nas bolas longas, equilibrando as ações. Só que aos poucos, outras peças da equipe paulista foram aparecendo, como Hure e Eddy, autores de três bolas consecutivas de três pontos, bolas essas fundamentais para que os mandantes colocassem a diferença na casa dos dígitos duplos. Depois de muito sofrer com a defesa do rival que lhe colocava distante da cesta, o Vitória encontrou uma alternativa ao apostar no poste baixo com Key em cima de Yago. Se fisicamente o jovem armador do Paulistano não conseguia conter o trabalho de Key, no ataque ele manteve a vantagem de sua equipe ao anotar bola longa, 64 a 52.

 

  Toda a vantagem construída pelos comandados do Gustavinho foi embora no início do último período. Com outra postura em relação ao quarto anterior, o Leão voltou com mais agressividade, ganhando as sobras e rompendo linhas. Com dificuldades para igualar o ritmo do rival, os mandantes estouraram o limite de faltas coletivas e viram a diferença cair para seis pontos após bolas de André e Dawkins, na zona morta. Quando assimilou o golpe e devolveu as bolas do perímetro com Guilherme, Lucas Dias e Yago, a equipe da casa mal teve tempo de comemorar, pois com a defesa mais acima do limite, concedia lances livres que mantinham o rival próximo no marcador. O duelo parecia caminhar parelho até os instantes finais, mas Pecos apareceu e resolveu o confronto com duas infiltrações que deram tranquilidade aos companheiros e frearam a reação do rival, 82 a 72.

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