Pinheiros volta a vencer o Bauru, ficando a uma vitória da final

13/05/2017

  Sabe aquela sensação de ver um mesmo filme pela segunda vez? Pois bem, para os torcedores de Bauru e Pinheiros, a sensação veio à tona hoje (13) no interior paulista. Depois de vencer em casa por 98 a 86, o clube da capital aprontou na casa do Dragão, vencendo por 89 a 83, ficando, assim, muito próximo da classificação.

 

  Assim como no primeiro jogo, Bauru iniciou melhor, teve o controle do jogo até a metade da partida, mas voltou desatento e pagou o preço. Quando correu atrás do prejuízo, viu Holloway tranquilizar a situação e garantir o triunfo.

 

  Apesar disso é importante ressaltar a ajuda que outros companheiros, menos badalados, tem dado ao camisa 22. Quem reforçou esse panorama foi o ala-armador Neto: "A gente tem alguns jogadores que puxam, como o Holloway, o Bennett, só que desde o playoff contra o Vasco, nós ganhamos alguns jogadores. Hoje o Gustavo entrou muito bem, assim como o Ruivo. O elenco está concentrado para cada minuto que estivermos em quadra, doar o máximo."

 

Coadjuvantes do Pinheiros tem feito a diferença ao longo da série (João Pires).

 

  Ciente do cenário adverso que sua equipe vive dentro da série, Demétrius foi enfático ao analisar os erros e projetar o que deve ser feito: "Temos de pensar jogo a jogo. Não podemos pensar em ganhar três jogo, precisamos pensar em ganhar um jogo, que é o próximo. Pra isso precisamos entrar com mais atenção, principalmente no terceiro quarto, para não perdermos o controle do jogo."

 

  Importante ressaltar que nem mesmo a lamentável confusão causada por um dirigente do Pinheiros na reta final da partida apaga o brilho da partida, recheada de emoções e alternativas. Ao provocar a torcida da casa, o diretor que estava sentado próximo à quadra, acabou agredido e o jogo ficou paralisado por alguns minutos, já que muitas famílias estavam próximas e entraram na quadra para se proteger.

 

  A Liga ainda não se posicionou oficialmente, mas é provável que algumas medidas sejam tomadas, já que ambos são reincidentes. Grande responsável pelo desentendimento, o diretor já havia sido comunicado, ao final do primeiro tempo, que seria expulso caso seguisse protestando contra a arbitragem. Em relação à torcida bauruense, é o segundo caso de confusão. O primeiro foi no jogo 4 da final do ano passado, em Marília.

 

O JOGO

 

  Jogando em casa, o Bauru começou a partida melhor. Ciente de que precisaria melhorar defensivamente, a equipe do interior mostrou mais atenção no lado oposto, principalmente com Jefferson, que não só recuperou duas bolas atrás, como também anotou outras duas no perímetro. Se teve ajuste de um lado, também teve do outro, mas esse dentro do próprio período. Para conter o poderio do rival na linha dos três pontos, o Pinheiros aplicou uma defesa alta, que conduzia o ataque dos mandantes para dentro do garrafão, bem protegido por Ansaloni e Renan.

 

  Defendendo melhor, o clube da capital ganhou confiança e foi cortando a diferença até chegar a virada em bolas consecutivas de Gemerson. Só que não demorou muito para o Dragão equilibrar melhor seu ataque e contar com o brilho de Leo Meindl para pontuar tanto internamente, quanto fora da área pintada, abrindo dez pontos de diferença. No final, já com a ausência de Brabo, poupado momentaneamente após a segunda falta, o Pinheiros conseguiu diminuir a vantagem bauruense, 24 a 18.

 

  A situação começou a ficar complicada para Bauru quando a equipe visitante começou a explorar o jogo interno com sua dupla de pivôs, Renan e Ansaloni, trazendo a diferença para apenas uma posse de bola. Se nas quartas de final, diante de uma equipe teoricamente superior, o Dragão contou com uma joia da base (Gabriel Jaú), para avançar, no confronto dessa tarde foi a vez de outro jogador promovido ao adulto aparecer.

 

  Com tocos e enterradas, Michael Uchendu deu uma outra cara a equipe, equilibrando a parcial. Diante das defesas bem postadas, os ataques acabaram encontrando dificuldades que resultaram em erros ou faltas ofensivas, deixando o jogo morno. No final, Gui e Bennet conseguiram infiltrações que os colocaram na linha do lance livre, onde, por ali, o americano decretou a vitória parcial da equipe de Guidetti, embora a vantagem no marcador ainda pendesse para o lado de Demétrius, 40 a 35.

 

  Se os mandantes começaram melhor a partida, foram os visitantes que se impuseram no início do segundo tempo. Com mais movimentação defensiva, neutralizou o trabalho ofensivo do rival para sair em transição com Bennett e assumir o controle da partida pela primeira vez. Quando o Bauru colocou um pouco mais de energia nas trocas de passe, conseguiu encontrar espaços no garrafão adversário, principalmente com Alex, recuperando a liderança.

 

 Alex e Leo Meindl se desdobraram mas o esforço acabou em vão (Caio Casagrande).

 

  O Ginásio Panela de Pressão, que já estava quente, ferveu quando Vander Lobosco assinalou equivocadamente falta antidesportiva de Alex em Holloway. A partir dali a arbitragem passou a marcar todo e qualquer contato, deixando o jogo picado e irritando os dois times. Paralelamente à isso Gustavo aproveitou bem sua velocidade para criar e finalizar ataques importantes, que deram a liderança à equipe da capital, 64 a 57.

 

  Diante do equilíbrio que vinha marcando a partida e o momento de definição que ela se encontrava, Pinheiros e Bauru procuraram as bolas de segurança no início do último período, mantendo o equilíbrio no marcador. Quando Bennett deixou a quadra após cometer a quarta falta pessoal, a defesa bauruense sabia que teria um jogador decisivo a menos para fiscalizar. Mas mesmo sem o camisa 3, o Dragão não conseguia conter o trabalho de Holloway e Gustavo, que infiltravam com facilidade, colocando a diferença na casa dos dígitos duplos.

 

 Armador anotou 15 dos seus 26 pontos no último período (João Pires).

 

  A menos de quatro minutos para o final do jogo, o cenário era completamente favorável aos visitantes, mas o Dragão não se entregou. Com grande contribuição de Leo Meindl, Bauru foi cortando a diferença, que chegou a ficar em apenas quatro pontos após bola longa de Gabriel Jaú. Apesar disso, o Pinheiros mantinha o controle do jogo na individualidade de Holloway, certeiro nas bolas de três pontos e linha do lance livre. Quando a equipe da casa conseguiu isolar o armador, teve sucesso ao levar outros adversários à linha do lance livre, já que os adversários desperdiçarem suas oportunidades, dando sobrevida ao mandantes. O problema é que Bauru cometeu erros de transição e não conseguiu a recuperação, 89 a 83.

 

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