Com brio, Bauru vence na capital e traz decisão para casa

O Bauru Basket passou por poucas e boas nessa temporada. Desde a perda do patrocinador máster, a montagem no elenco com a temporada rolando, até a pressão por sair perdendo a série para o Pinheiros por 2 a 0, terminando com a pressão vivida dentro do jogo 3 e 4 da série que a equipe foi para o intervalo perdendo.


Assim como em todos os outros momentos de dificuldade ao longo da temporada, a equipe muito bem organizada por Demétrius, superou as adversidades com muita entrega e disciplina tática, que acabaram recompensadas com o brilho individual de seus principais nomes, no momento em que o time mais precisou de um desafogo. Hoje não foi diferente. Depois de sofrer seis pontos consecutivos de Holloway no começo do último período, a equipe tinha dez pontos de desvantagem no marcador e àquela altura não conseguia emplacar uma boa sequência, nem na defesa, nem no ataque, preocupando à torcida que lotou o Henrique Villaboim e toda a massa que ficou no interior paulista.


Com presença de muitos torcedores, Bauru se sentiu mais à vontade na partida (Caio Casagrande).

Foi então que Bauru pressionou ainda mais Holloway, que estava apagado no jogo, tirando toda a organização ofensiva do rival. Recuperando bolas e dominando os rebotes, a equipe da Cidade Sem Limites pôde sair em transição. Com superioridade numérica, explorou a mão certeira de Jefferson e as infiltrações de Gui e Alex, fechando o jogo em 76 a 72.


O resultado força a realização do quinto e decisivo jogo, na terça, às 19:30, no Panela de Pressão, em Bauru. Cestinha da partida com 20 pontos, Jefferson destacou a recuperação da equipe e a expectativa para o duelo: "Nos superamos durante o jogo inteiro. Tivemos dez pontos atrás no placar e buscamos o resultado. Vamos buscar a vaga para a final lá em Bauru."

O JOGO


As equipes vieram para o jogo com as defesas bem postadas, dificultando as ações ofensivas. Não à toa, as primeiras cestas vieram na linha dos três pontos, com Holloway e Leo Meindl. Aos poucos, os rivais começaram a encontrar maneiras de furar a barreira defensiva do adversário, principalmente Bauru, que tirou proveito do trabalho entre Gegê e Shilton, para assumir o controle do jogo. A situação que já era boa, ficou ainda melhor quando Jefferson anotou cinco pontos em sequência, colocando a diferença em dez pontos. O problema é que já no minuto final da parcial, Bennett e Holloway voltaram a pontuar para os mandantes, reduzindo a vantagem do Dragão, 22 a 17.


O jogo que estava sob controle dos visitantes mudou de cenário com o belo início de segundo período do Pinheiros. Apostando em uma formação mais leve, que possibilitou uma postura mais colaborativa na defesa, o clube da capital direcionou seu ataque para dentro do garrafão, com Ansaloni. Atuando próximo à cesta, o pivô levou ampla vantagem sobre qualquer marcador, virando a partida à favor de seus companheiros. A partir dali, os rivais passaram a se alternar na liderança, com destaque para as bolas de Neto, no perímetro, e a resposta bauruense, em infiltrações de Alex e Valtinho. No final Arthur levou a melhor no duelo individual com Shilton, dando a vitória parcial à equipe da casa, 36 a 34.


Bem monitorado, Holloway não conseguiu ser o ponto de desequilíbrio para sua equipe (Ricardo Bufolin).

Os primeiros minutos do segundo tempo ficaram marcados pelo equilíbrio, mas muito em função dos erros cometidos dos dois lados da quadra por parte dos dois clubes. Sempre que algum time ameaçava emplacar uma boa sequência com base no jogo de transição, voltava a desperdiçar oportunidades na frente e acabava castigado atrás. Se Pinheiros e Bauru não conseguiram encontrar esse equilíbrio, ao menos mostravam pontaria afiada na linha dos três pontos. Por ali, Bennett e Renan, para os mandantes, e Jefferson e Valtinho, para os visitantes, movimentaram o marcador, que voltou a apontar parcial favorável à equipe de César Guidetti, após tapinha certeiro de Gustavo, no estouro do cronômetro, 54 a 50.


A temporada do Dragão foi posta à prova no início do último quarto, quando a equipe, que vinha controlando bem o trabalho de Holloway, tomou seis pontos do armador, e viu a vantagem do adversário chegar a dez pontos. Sem deixar se abater, Bauru foi buscar o resultado com ênfase na sua principal virtude, a defesa. Intensificando ainda mais a marcação em Holloway, a equipe conseguiu desarticular o sistema ofensivo do adversário, que gira em torno do americano. Assim passou a roubar bolas e dominar os rebotes para sair em transição, e em menos de dois minutos trouxe a diferença para apenas um ponto, após boa sequência de Jefferson, com direito à bola de três e enterrada.


Postura defensiva, equilíbrio coletivo e brilho individual resumem o triunfo do Dragão (Caio Casagrande).

A essa altura, o duelo, que já era equilibrado, virou um jogo de xadrez. Vivendo bom momento dentro da partida, Bauru conseguia machucar a defesa dos mandantes, que só neutralizavam as investidas por meio de faltas. Só que o acúmulo de infrações fez com que sua dupla de americanos, Holloway e Bennett, chegassem a quarta falta muito cedo. Sem eles em quadra, Neto e Ruivo se desdobraram para manter o Pinheiros próximo no marcador. Quando eles voltaram, houve a expectativa de que se tornassem protagonistas, mas quem definiu o duelo foi Jefferson, em outra bola do perímetro, e Alex, em infiltração. Sem outra alternativa, se não, colocar o Dragão na linha do lance livre, os mandantes viram Valtinho e Gui selarem a vitória por 76 a 72.

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