Paulistano sofre mas segura reação do Bauru e larga na frente

27/05/2017

  Quem olha o placar final do primeiro jogo da decisão entre Bauru e Paulistano, constrói um cenário muito diferente daquele que marcou o duelo vencido pela equipe de Gustavinho, por 82 a 78, ao lado de seu torcedor.

 

  Durante toda a partida, os mandantes dominaram a partida. Mesmo com um quinteto jovem, o Paulistano mostrava uma maturidade acima da média para superar a sólida defesa bauruense com base na coletividade de seu ataque. 

 

  Um dos destaques do Paulistano na partida, Hure comentou sobre a consistência da equipe na partida: "Foi muito importante o trabalho que fizemos por 35 minutos. Isso nos fez abrir uma boa vantagem no placar e fizemos um trabalho quase perfeito."

 

Pecos cumpriu bem a missão de comandar a articulação do Paulistano devido à limitação de Georginho (João Pires).

 

  Com essas armas, as mesmas que colocaram o Dragão na decisão, os mandantes tiraram o rival de sua zona de conforto, desestabilizando-o e levando-o a cometer inúmeros erros, já que a equipe tentava resolver todos os problemas na individualidade de suas peças.

 

  Quando o time entendeu que só chegou até a final pelo trabalho defensivo e coletivo, conseguiu se encontrar e chegou a ameaçar a vitória dos mandantes. Mas devido à larga vantagem construída pelo rival ao longo de toda a partida, a remontada bauruense acabou se tornando tardia e insuficiente, conforme retratou Leo Meindl pela assessoria do Bauru:

 

"Nossa defesa falhou muito após a volta do intervalo e isso nos prejudicou muito na partida. Conseguimos uma recuperação mas não foi suficiente para virar o jogo. Agora é manter o foco, concentrar ainda mais e empatar essa série em Bauru."

 

  Agora a decisão vai para o interior paulista, onde Bauru mandará seus jogos. O segundo jogo da final está marcado para a próxima sexta, dia 02, às 19:30, no Panela de Pressão. Já a partida de número três será no próximo domingo, dia 04, às 14:35, no Gigantão, em Araraquara.

 

O JOGO

 

  Apesar de ser a equipe mais jovem, o Paulistano não sentiu o peso da decisão e iniciou melhor a partida. Trabalhando coletivamente, a equipe movimentou bem a bola e explorou a pontaria de Lucas Dias e Pecos, na linha dos três pontos, para assumir o controle do jogo. Abusando da individualidade, Bauru equilibrou a partida quando ajustou sua defesa e direcionou suas ações para as infiltrações de Leo Meindl e bolas de segurança de Shilton. No minuto final do período, a partida ganhou velocidade e Hure, em outra bola de fora, deu a liderança ao clube da capital, 20 a 19.

 

Bauru explorou muito pouco o trabalho interno de Shilton, que converteu todos os arremessos tentados (João Pires).

 

  Na volta para o segundo quarto, os espectadores pareciam ver um repeteco do primeiro quarto. Mesmo sem o mesmo aproveitamento nas bolas longas, os mandantes conseguiram converter uma bola de três com Eddy e outras duas bolas com sua dupla de pivôs, Guilherme e Renato, para voltar a ter uma gordura no marcador, se aproveitando do apagão bauruense, que fez com que a equipe ficasse quatro minutos sem pontuar.

 

  A recuperação do Dragão foi rápida e veio através de Gui e Alex, até então zerados na partida. Com cinco pontos de cada um deles, Bauru novamente foi buscar o empate. O primeiro tempo parecia se encaminhar para um final equilibrado e disputado, mas o que aconteceu na reta final foi uma chuva de bolas de três pontos de Yago e Georginho, responsáveis pela vitória parcial do Paulistano por 41 a 34.

 

  O maior desafio da comissão técnica e dos próprios jogadores do Bauru durante o intervalo era corrigir os inúmeros erros ofensivos da equipe, principalmente no início dos períodos, mas tudo que deve ter sido conversado no intervalo não surtiu efeito. Insistindo em jogadas individuais, cometeu muitas violações e acabou castigado com a efetividade do adversário na linha dos três, onde Lucas Dias e Hure capricharam nos arremessos, colocando a diferença na casa dos dígitos duplos.

 

Hure também se destacou na defesa, ao dificultar o trabalho de Jefferson no perímetro (Caio Casagrande).

 

  O que deveria servir de alerta, desestabilizou de vez os visitantes. Forçando bolas longas atrás de bolas longas sem sequer procurar a melhor opção, o Dragão não era nem sombra da forte equipe que superou inúmeras dificuldades com base no jogo coletivo. Com os ânimos à flor da pele, chegou a cometer faltas técnicas consecutivas e foi presa fácil para um adversário mais tranquilo e organizado, que pontuou com sete jogadores diferentes na parcial. No último ataque, Bauru se aproveitou da falta técnica aplicada no adversário e diminuiu a desvantagem com seis pontos consecutivos, 66 a 50.

 

  Se Bauru almejava algo dentro desse primeiro jogo, deveria fazer aquilo que não tinha feito em nenhum momento da partida, ter consistência defensiva e ofensiva. Mas a verdade é que essa palavra de ordem estava presente mesmo no manual do Paulistano. Com inteligência, a equipe de Gustavinho partiu para as as bolas de segurança, nas infiltrações de Pecos e Yago, jogando um balde de água fria no Dragão no início do último período.

 

  Depois de muito sofrer, os comandados de Demétrius finamente entraram na partida. Com uma defesa forte e colaborativa, Bauru dominou os rebotes e saiu em transição, cortando bruscamente a vantagem do adversário em arremessos de Gegê, na linha dos três pontos, e infiltrações de Alex. Com a volta de Leo Meindl, poupado com quatro faltas, a equipe do interior paulista ganhou ainda mais força, entrando de vez na partida, após reduzir a diferença para apenas seis pontos.

 

Com 18 pontos, Leo foi o melhor jogador do Dragão na partida (João Pires).

 

  Nervoso, a jovem equipe do Paulistano acusava o golpe. Desperdiçando alguns lances livres, o time da casa não conseguia matar a a partida, para desespero de Gustavinho, que já não sabia o que fazer para conter a remontada do adversário. A dez segundos do fim, Jefferson teve a oportunidade de anotar outra bola de fora, mas o ala-pivô não conseguiu convertê-la e a vitória ficou mesmo com os mandantes, 82 a 78.

 

 

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