Em jogo polêmico, Paulistano vence Bauru e fica a uma vitória do título do NBB

03/06/2017

  Foi disputado, equilibrado, dramático e polêmico, polêmico até demais. Em um duelo decidido apenas na última bola, o Paulistano desbancou o Bauru em pleno Panela de Pressão, ao anotar 78 a 74, ficando agora à apenas uma vitória do inédito título do Novo Basquete Brasil. 

 

  Desde os primeiros minutos, o público que acompanhou a final no Panela ou pela televisão, deve ter percebido o que vinha pela frente, uma partida muito equilibrada e boa tecnicamente, embora a arbitragem tenha roubado às atenções diversas vezes, prejudicando os dois times com suas marcações equivocadas e prepotência ímpar.

 

 Pecos e Gegê protagonizaram um belo duelo essa noite (Reprodução)

 

  Principal articulador da equipe da capital, Pecos resumiu bem a proposta de jogo executada essa noite e já aproveitou para reforçar que embora a vantagem seja boa, não há nada ganho: "A gente não ganhou nada, só ganhamos mais um jogo. Jogamos atrás o jogo todo e soubemos fechar o jogo, como precisávamos fazer. No final fizemos uma defesa boa e ganhamos o jogo."

 

  Bastante irritado com o trio de arbitragem, Demétrius preferiu ressaltar o poder de reação que a equipe demonstrou durante os últimos confrontos contra o Brasília e Pinheiros, pelos playoffs: "Temos que ter a cabeça no lugar e saber que é jogo a jogo. Desde o momento que tivemos uma vitória na série, nós tivemos três seguidas."

 

  Agora a série migra para Araraquara, palco do jogo 3, no domingo, às 14:35. Caso seja necessário, a quarta partida acontecerá no dia 10, no Ginásio Wlamir Marques, em São Paulo.

 

O JOGO

 

  O segundo jogo da final entre Bauru e Paulistano começou cheio de alternativas. Com um ritmo intenso, de muita movimentação, com e sem a bola, os rivais selecionavam bem seus arremessos mas o desempenho não foi lá dos melhores, até em função do caráter decisivo do confronto.

 

  Embalado por Gegê, autor de cinco pontos em sequência, o Dragão foi se encontrando primeiro e chegou até colocar uma gordurinha no marcador, mas como em todo bom filme, o roteiro não seria assim tão tranquilo. Depois de cometer sua segunda falta, o armador teve de deixar a quadra e o cenário mudou completamente. 

 

  Comandado por Yago, que veio muito bem do banco, o clube da capital reagiu de forma incontestável. Rompendo a primeira linha defensiva dos mandantes, o jovem pontuava em infiltrações e também servia Jonathan, que aproveitou as oportunidades no perímetro, para colocar seu time no controle do jogo. Assim, os visitantes mantiveram a compostura e fecharam a parcial na frente, 20 a 15.

 

  No início do segundo período, os finalistas abriram a caixa de ferramentas e mostraram uma das armas que os credenciaram à chegar até aqui: a bola de três pontos. Com uma bola aqui, outra acolá, Bauru encostou no marcador, com bolas de Jefferson e Alex, mas Hure devolveu na mesma moeda, mantendo o Paulistano à frente.

 

Nem o duplo duplo de Alex, 24 pontos e 10 rebotes, foi suficiente para evitar a derrota do Dragão (Caio Casagrande).

 

  Para alcançar seus objetivos dentro da partida, os adversários precisavam ajustar a defesa, e quem fez isso muito bem foi justamente  o Dragão, dono do melhor sistema defensivo da primeira fase. Mais colaborativo, os mandantes neutralizaram o clube da capital com muitas dobras e trocas, sempre no tempo certo. Assim, conseguiu jogar em transição e recuperar a ponta em arremesso certeiro de Jefferson.

 

  O jogo estava a mil, quando a arbitragem, mais especificamente Maranho, quis a roubar a cena. Picando muito o belo jogo, conseguiu desagradar as duas equipes, gerando muita reclamação. Apesar do esforço de Maranho, quem roubou mesmo a cena foi Jaú e Alex, autores de duas cravadas impiedosas.

 

  Sem o mesmo rendimento do quarto anterior, o Paulistano foi cortando a diferença em jogadas próximas à cesta, onde a equipe conseguia machucar a defesa adversária com pontos e faltas. Assim, embalado por Lucas Dias, os comandados de Gustavinho, ao final do primeiro tempo, diminuíram a vantagem do Dragão, 40 a 36.

 

  Nem mesmo o intervalo esfriou a partida. Com boa movimentação ofensiva e pontaria certeira, especialmente de Lucas Dias e Alex, responsáveis por uma bola cada na linha dos três pontos, os rivais propunham um jogo franco, que se desenhou muito equilibrado nos primeiros minutos de segundo tempo.

 

  A partir da metade da parcial, Bauru e Paulistano apostaram em estratégias completamente distintas. Enquanto a equipe da casa buscava o jogo interno, até em função do adversário estar carregado em faltas, o time da capital deitou e rolou no miss match que deixava Guilherme próximo à cesta com Gegê. Percebendo que os mandantes recorriam às dobras para se safar da situação, os comandados de Gustavinho contaram com o brilho de Hure, mortal na linha de três, para reassumir a dianteira.

 

  Com a entrada de Valtinho e Jaú, o Dragão apresentou melhora significativa dos dois lados da quadra. Além de controlar melhor o jogo de pick and roll proposto pelo adversário, os comandados de Demétrius encontraram mais espaços para infiltrar, com Alex e Jaú, diminuindo o prejuízo parcial, 56 a 54.

 

  O início do último período ficou marcado pelo excelente aproveitamento do Bauru na linha dos três pontos, com Leo Meindl e Valtinho, mas também pelas péssimas definições da arbitragem, que há muito tempo havia perdido o comando do jogo. Apitando faltas que não aconteceram, colocou o Paulistano na linha do lance livre diversas vezes. Como não tinha nada com isso, os visitantes equilibraram a parcial, deixam o placar empatado a menos de quatro minutos para o final da partida.

 

 Lucas Dias mais uma vez decidiu o confronto à favor do Paulistano (Reprodução).

 

  Com o duelo aberto, candidatos a heróis começaram a despontar. Primeiro Eddy, que mesmo marcado, converteu duas bolas consecutivas no perímetro. Sem deixar se abater, Alex assumiu a responsabilidade e empatou o jogo na mesma moeda. Logo Lucas Dias se juntou ao rol de postulantes à definidor da partida e levou o prêmio pra casa.

 

  Anotando uma bola de muito longe e levando a melhor em jogada individual com Jefferson, o ala nascido em Bauru sacramentou o jogo, dando uma importante vantagem à sua equipe na série, 78 a 74.

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