Com grande jogo coletivo, Bauru bate Paulistano e se mantém vivo

Não foi em Bauru mas os comandados de Demétrius se sentiram em casa atuando no Gigantão. Atuando de forma consistente, o Dragão se impôs na vizinha Araraquara, segurou a reação do Paulistano e fechou a partida em 90 a 79, se mantendo vivo na competição.


Além da força da torcida, que lotou o Ginásio Gigantão, o clube do interior paulista contou com a força de seu elenco para comandar o duelo. Movimentando bem a bola, os jogadores souberam selecionar bem seus arremessos, respeitando o momento de cada um.


Prova disso foram as 24 assistências do elenco bauruense, que contou com cinco atletas pontuando na casa dos dígitos duplos. Cestinha da partida com 18 pontos, Leo Meindl ressaltou a pegada bauruense: “Precisávamos ganhar esse jogo para se manter vivo no campeonato, então viemos com determinação e vontade para fazer o que a gente vem treinando. Agora é colocar a cabeça no lugar e manter o foco no próximo jogo.”


Nos momentos de maior dificuldade, Leo Meindl assumiu a responsabilidade com grande arsenal de jogadas (FotoJump).

Outro aspecto importante a se destacar foi o crescimento de produção do Dragão no terceiro período, período que a equipe vinha sofrendo algumas oscilações. A chave, segundo Demétrius foi a colaboração defensiva em busca dos rebotes, antes dominados pelo rival: “Todo mundo se superou e conseguimos tirar essa vantagem que o Paulistano vinha levando no rebote para abrir uma vantagem e administrar até o final.”


Apesar da derrota, a vantagem segue com os comandados de Gustavinho, que vencem o duelo por 2 a 1. Um dos destaques da partida, Lucas Dias mostrou muita inteligência para fazer a leitura da partida e da série de um modo geral: “Isso é playoff, a gente sabe que Bauru é uma grande equipe e que precisamos de mais uma vitória para ser campeão. Sabemos o que erramos e vamos tentar corrigir isso para fazer um grande quarto jogo em São Paulo.”


Como bem lembrou Lucas, o jogo quatro será realizado no próximo sábado, às 14 horas, no Ginásio Wlamir Marques. Caso seja necessário, o quinto e decisivo embate entre os finalistas, será no dia 17, em Botucatu.


O JOGO


Os primeiros minutos de partida foram suficientes para dar um aperitivo daqueles. A torcida bauruense que lotou o Gigantão, transformou o Ginásio de Araraquara numa extensão do Panela de Pressão. Com bronca da arbitragem, os bauruenses fizeram do acanhado, mas confortável ginásio, um caldeirão.


3608 pessoas acompanharam a vitória do Bauru na vizinha Araraquara (FotoJump).

Dentro de quadra, a equipe de Demétrius colocou muita intensidade dos dois lados da quadra. Assim, dificultou o trabalho do adversário enquanto seu jogo coletivo fluía no ataque, onde todo o quinteto titular anotou ao menos um arremesso, fator preponderante para se distanciar no marcador, após belo trabalho de Alex e Shilton.


Sufocado dentro de quadra, o Paulistano começou a se encontrar quando capturou alguns rebotes ofensivos que culminaram em cestas de Jonathan e Guilherme. Mais confiante, trabalhou bem a bola e encontrou espaços no perímetro, até chegar a virada com o próprio Jonathan e também Georginho. Na reta final, com o jogo equilibrado, Bauru soube aproveitar as oportunidades que teve, sobretudo com Leo Meindl, para retomar a liderança, fechando o primeiro quarto à frente, 23 a 22.


No começo do segundo período, as equipes apresentaram uma pontaria aguçada na linha dos três pontos. Se o Dragão conseguia fazer frente no perímetro, setor que Eddy e Pecos capricharam, não tinha a mesma volúpia no garrafão. Por ali, Lucas Dias e Eddy conseguiram converter bolas importantes que lhe deram vantagem no marcador.


Novamente a recuperação bauruense veio através de uma proteção melhor no perímetro aliada à individualidade de Leo Meindl. Sendo incisivo dentro e fora do garrafão, o ala anotou cinco pontos consecutivos que serviram de combustível para Bauru recuperar a ponta, após enterrada de Jaú.


O tempo pedido por Gustavinho fez com que a equipe da capital voltasse a ser efetiva no ataque, especialmente com Georginho e Guilherme, mas os mandantes responderam na mesma moeda, com os pupilos da base, Gui e Jaú, responsáveis pela manutenção da liderança, 41 a 39.


O começo do segundo tempo parecia caminhar para um cenário bem conhecido do torcedor bauruense. Conhecido como quarto do apagão, Bauru não iniciou bem a parcial e foi amplamente dominado pelo adversário, que explorou o miss match envolvendo Pecos e Guilherme, para passar à frente.


Assim como toda equipe, Hure não conseguiu desempenhar o mesmo papel defensivo (FotoJump).

Mas dessa vez não demorou muito para o Dragão se recuperar e incendiar o Gigantão. Embalado pelas enterradas de Leo Meindl e Shilton, Bauru não tomou conhecimento do rival. Movimentando bem a bola, conseguia criar espaços para as infiltrações de Alex, os arremessos de longa de distância de Jefferson e trabalho próximo à cesta de Shilton.


Tamanho domínio, fez com que o Paulistano ficasse encurralado, sem esboçar uma reação, seja ela defensiva ou ofensiva. Assim, o clube do interior foi alargando sua vantagem, que pela primeira vez ultrapassou a casa dos dez pontos, 63 a 48.


O primeiro lance do último quarto parecia ser um grande balde de água fria nas pretensões do Paulistano, já que Guilherme costurou toda a defesa adversária e concluiu a jogada com uma bandeja de costas, mas os comandados de Gustavinho não se abateram e montaram uma recuperação.


Sob regência de Georginho, os visitantes conseguiram encostar no marcador graças aos bloqueios realizados por seus pivôs que deixaram o próprio camisa 32 e Lucas Dias em condições favoráveis na linha dos três pontos.


Se o Paulistano queria conquistar o título essa tarde, o Dragão lutava por sua sobrevivência e a força do Dragão falou mais alto dessa vez. Apesar da produção ofensiva do rival, que girava em torno do belo trabalho do trio composto por Georginho, Lucas Dias e Jonathan, Bauru demonstrou inteligência, maturidade e frieza para trabalhar com o tempo à seu favor e finalizar o confronto com bolas de segurança de Jaú e enterrada de Leo Meindl, 90 a 79.

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