Bauru vence na capital e traz decisão para casa

10/06/2017

  Depois de todas as dificuldades vividas ao longo da temporada, Bauru tirou mais uma de letra. Após sair perdendo a decisão por 2 a 0, o Dragão não se abateu e foi buscar o empate, conquistado hoje (10), na capital paulista, com o triunfo de 81 a 64 sobre o Paulistano.

 

  Na partida de hoje, Bauru usou e abusou de suas principais virtudes, a defesa sólida e o jogo coletivo. Imprimindo muita pressão na articulação das jogadas, recuperou dez bolas que limitaram o adversário à jogadas individuais, que não levaram muito sucesso.

 

  Além disso, soube fazer a leitura correta no ataque, sobretudo no segundo tempo. Movimentando bem a bola, o Dragão procurava sempre o companheiro melhor posicionado. Assim, foi mais efetivo na conclusão de suas jogadas, bem desenhadas pelos armadores da equipe.

 

  Um dos destaques da partida, Guilherme Deodato avaliou as virtudes do Bauru, enfatizando a superação que todos os envolvidos no projeto tiveram ao longo da temporada, marcada por inúmeras dificuldades: 

 

"Jogamos muito bem coletivamente e nossa defesa teve um dia muito especial, sofrendo apenas 64 pontos na casa do adversário. Agora é hora de juntar tudo o que passamos nessa temporada, não só dentro de quadra, mas fora de casa também. São grandes atletas, de famílias excepcionais que merecem e nós vamos lutar por esse título."

 

 Vindo do banco, Gui anotou 22 pontos e capturou 6 rebotes (FotoJump/LNB).

 

  Ao Paulistano, resta o alento e esperança pela volta de Lucas Dias, que deixou a quadra chorando muito, após torção no tornozelo em um lance normal de jogo. Depois da lesão do ala, a equipe perdeu uma peça importante, e com ela toda a confiança e equilíbrio, nos dois lados da quadra.

 

  Agora a série volta para o quinto e decisivo jogo, no próximo sábado, às 14:30 em Araraquara. Um dos maiores exemplos de superação e crescimento nessa temporada, Shilton ressaltou o desempenho do Dragão, mas fez questão de cobrar concentração:

 

"Tivemos esse poder de reação mas até agora foi metade do trabalho porque temos um jogo cinco que é tão perigoso quanto esse, mas voltamos para casa e teremos o apoio da torcida. Só que agora, quem ganhou as duas últimas partidas somos nós."

 

 

O JOGO

 

  As equipes começaram a partida acusando certo desconforto com o Ginásio Wlamir Marques. Atuando pela primeira vez no Parque São Jorge, Paulistano e Bauru criavam boas jogadas mas pecavam na finalização, já que ainda precisavam encontrar a referência de jogo. Prova disso foi que quase na metade do primeiro quarto, o placar apontava empate em cinco pontos, anotados primeiro pelo Dragão, com Gegê e Leo Meindl, mas rapidamente respondidos por Arthur Pecos.

 

  Quem se adaptou primeiro ao Ginásio foi a equipe do interior paulista. Explorando as jogadas de bloqueio que geravam espaços para Jefferson, a equipe contou com a pontaria calibrada do ala-pivô para abrir oito pontos de vantagem, obrigando Gustavinho a pedir tempo.

 

  A forma que o comandante dos mandantes encontraram de ajustar a equipe foi trazendo Yago para quadra. Com mais dinamismo, o armador trabalhava em dupla com Hure, sempre muito preciso nos arremessos. Assim, a equipe foi cortando a diferença, até assumir a liderança e fechar o primeiro período na frente, 19 a 17.

 

  Não demorou muito para os comandados de Demétrius reassumiram a ponta, para ser mais preciso, um ataque. Com Jefferson inspirado nas assistências, serviu Jaú e Alex com bolas dificílimas, o Bauru passou à frente e voltou a ter o controle do jogo.

 

  Com dificuldades para encontrar uma maneira de se sobressair ao sistema defensivo bauruense que estava muito bem postado, o Paulistano explorou as jogadas de pick and roll, que o levaram muitas vezes à linha do lance livre, mas àquela altura o cenário seguia o mesmo. 

 

  Sempre que os mandantes se aproximaram, Bauru voltava a converter bolas importantes que garantiam uma folga no marcador. Dessa vez foi Gui Deodato quem chamou a responsabilidade com duas bolas longas, colocando a diferente muito próxima aos dez pontos.

 

Depois da lesão de Lucas Dias, Paulistano não conseguiu ter equilíbrio dos dois lados da quadra (FotoJump).

 

  No final, depois de muita polêmica concentrada na figura de Maranho, que sequer deveria ser escalado para preservar a imagem de todos os envolvidos na decisão, o Paulistano conseguiu diminuir um pouquinho o prejuízo com infiltração importante de Pecos, 38 a 33.

 

  As equipes vieram para o segundo tempo um tanto quanto amarradas. Sem conseguir imprimir velocidade na articulação das jogadas acabam se tornando presas fáceis para a marcação adversária. A marcação dura, por sinal, fez com que os finalistas estourassem cedo demais o limite de faltas coletivas e o jogo ficasse concentrado na linha do lance livre, onde Renato até chegou a trazer a diferença para apenas uma posse de bola. 

 

  O problema para o Paulistano foi que quando a bola efetivamente rolou no segundo tempo, o Dragão sobrou. Mais tranquilo e equilibrado conseguiu selecionar bem seus arremessos devido ao belo jogo coletivo que culminou com jogadas de fora de Alex e contragolpe de Gui.

 

  Sem apresentar a mesma compactação, o Paulistano ficava restrito às jogadas de seus armadores, Georginho e Yago. Buscando o jogo à todo momento, não conseguiram fazer frente ao domínio bauruense, que pela primeira vez colocou a diferença na casa dos dez pontos após artilharia pesado no perímetro, com Gui, Alex e Jefferson, 60 a 50.

 

 Alex, mais uma vez, foi o motorzinho do esquema articulado por Demétrius (FotoJump).

 

  A situação que já era confortável à favor da equipe do interior paulista, tornou-se ainda mais segura nos primeiros minutos do último quarto. Sob batuta de Alex e Valtinho, Bauru conseguiu controlar bem a bola e dilatar o marcador com duas cestas consecutivas do camisa 9.

 

  Com a vantagem na casa dos quinze pontos, o Paulistano, mais na base da vontade do que na organização e confiança, tentava correr atrás do prejuízo apostando na velocidade de seus jovens jogadores. 

 

  Só que Bauru, muito experiente, soube controlar a situação, rodando bem a bola, procurando sempre o companheiro melhor posicionado. Assim, com muita tranquilidade, a equipe de Demétrius sacramentou a partida com todo seu quinteto pontuando, 81 a 64.

 

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