Bauru bate Paulistano e conquista o Novo Basquete Brasil

Torcedor bauruense, pode soltar a voz! O Bauru Basket preencheu a lacuna que tinha na estante da sala de troféus ao bater o Paulistano por 92 a 73, garantindo assim o tão sonhado título do Novo Basquete Brasil.


O triunfo obtido na vizinha Araraquara corooa um projeto sólido e que anos antes havia colhido boa parte dos frutos plantados com a conquista do Campeonato Paulista, Liga Sulamericana e Liga das Américas, na temporada 2014/2015.


Depois de bater duas vezes na trave, Bauru levanta o tão sonhado título do NBB (FotoJump).

Para se sagrar campeão, Bauru teve de superar. Depois de sair atrás na série, o Dragão foi buscar o empate, trazendo a decisão para casa. A finalíssima não foi no Panela, mas a equipe se sentiu muito confortável no Gigantão, que abarrotado, empurrou o time na conquista deste sábado.


Quem pode falar com propriedade dessa sintonia é Demétrius. Visivelmente emocionado após a partida, o comandante revelou o filme que passou na cabeça quando ele finalmente pôde soltar o grito de campeão:


“Passou um filme da maneira que eu cheguei em Bauru. Cheguei com 08 anos e o basquete de Bauru me proporcionou tudo isso. Além disso, a reação de eu estar substituindo um técnico que foi muito vitorioso nessa gestão.”


Demétrius foi pra galera após o apito final (FotoJump).

Outro que deixou a quadra com um sorriso de orelha à orelha, foi Gegê. O jovem de armador de apenas 26 anos viveu um sábado para lá de especial. Se não bastasse a façanha de se tornar o jogador com mais títulos na história do NBB, ele virou papai.


“A minha maior conquista foi hoje de manhã, às 11:15, quando minha filha nasceu. Isso aqui veio para coroar uma temporada de superação. Fico muito feliz por essa conquista, é meu quinto título consecutivo. Quero agradecer à todos, à minha esposa que não mediu esforços para levar essa gestação sozinha sabendo da importância que era pra mim (o campeonato).”


Eleito MVP (jogador mais valioso) pela segunda vez na sua carreira, Alex Garcia fez questão de valorizar o trabalho coletivo do esquadrão da Cidade Sem Limites.


“O time tinha três pilares, que era eu, o Rafael e o Jefferson. Com a saída do Rafael, o Leo Meindl assumiu a posição e foi um monstro. Todo mundo que entrou, contribuiu, assumindo o que tinha de assumir. O Valtinho jogou muita bola, o Gegê também. O Gui apareceu muito bem, principalmente no quarto jogo. Nosso time é assim. Fomos guerreiros, um título merecido, sem desprezar o Paulistano, que jogou muita bola também.”


O JOGO


O quinto e decisivo duelo entre Bauru e Paulistano começou com uma bola de três pontos para cada lado, primeiro para os mandantes, com Jefferson e depois com Hure, para os visitantes.


Logo nos primeiros minutos foi possível ver a prioridade das equipes em atuar em transição. Por ali, Bauru conseguiu encontrar espaços através das infiltrações de Leo Meindl. Atrás no marcador, o clube da capital respondia em jogadas internas, já que até então dominava os rebotes, que lhe propiciavam uma segunda chance de concluir seus ataques.


Com mais variações, Bauru foi abrindo vantagem no marcador. Antes definidor, Leo Meindl mostrou todo seu repertório, ao servir, com boas assistências, Shilton e Alex, que definiram as jogadas com uma bola de segurança e uma enterrada, respectivamente.


O Paulistano não se abateu e montou uma recuperação na parcial. Com muitos bloqueios, criou espaços para sua artilharia aparecer em condições seguras no perímetro. Assim, Hure e Georginho, capricharam nos arremessos, importantíssimos para manter a proximidade no placar, 19 a 16.


Nos primeiros minutos do segundo quarto, os finalistas direcionaram suas ações para o trabalho de segurança dos armadores. Cuidando bem da bola, Valtinho e Georginho recorreram às infiltrações para movimentar o marcador em Araraquara.


O problema é que logo depois, os rivais encontraram muitas dificuldades em superar o sistema defensivo adversário. Sem efetividade na conclusão de suas jogadas, Bauru e Paulistano cometeram muitas faltas, deixando o jogo amarrado.


Aos poucos, os finalistas foram se readaptando ao posicionamento do rival e voltaram a ser produtivos no ataque. Explorando os espaços deixados na retaguarda adversária, Gui e Shilton, para Bauru, e Jonathan e Guilherme, para o Paulistano, recolocaram as equipes nos trilhos.


Na disputa dentro do garrafão, Shilton deixou a quadra com duplo duplo: 16 pontos e 10 rebotes (FotoJump).

A partir dali, foi possível ver um crescimento incrível de produção dos dois lados. Impulsionado pelas bolas de fora consecutivas de Eddy, a equipe de Gustavinho até alcançou o empate, só que Bauru emplacou uma sequência imponente no perímetro, com Alex, Jefferson e Gegê, garantindo a manutenção da liderança, 44 a 37.


No começo do segundo tempo, a finalíssima ganhou um duelo à parte. Bem municiado, Renato foi dominante na área pintada. Por ali, o camisa 15 converteu oito pontos consecutivos, diminuindo a vantagem bauruense para apenas uma posse de bola.


A resposta do Dragão veio com seu capitão, Alex Garcia. Sentindo o momento favorável do adversário, o Brabo colocou a bola de baixo do braço e tratou de equilibrar as ações por meio das jogadas de infiltração, característica marcante do ala-armador.


Depois de alguns minutos de muito equilíbrio, onde Eddy e Pecos faziam frente ao brilho de Alex, o Bauru desgarrou nos minutos finais do período, dando um passo muito importante rumo ao título. Com bola de segurança de Leo Meindl e arremesso preciso de Valtinho na linha dos três pontos, os mandantes colocaram a diferença na casa dos dígitos duplos, 67 a 53.


Gege chegou ao quinto título seguido do NBB (FotoJump).


Sem muito tempo para reagir, o Paulistano tentou apertar a marcação e acelerar o jogo, mas o Dragão soube controlar muito bem a vantagem rodando bem a bola, numa clara comprovação da experiência de seu elenco.


Guiado pelo talento de Valtinho, Bauru não só manteve o controle do jogo, como deu de brinde ao público que lotou as arquibancadas do Gigantão, belas cestas que lhe renderam o inédito troféu do NBB.

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