FIBA revoga punição e Brasil volta ao cenário mundial do basquete

21/06/2017

  Acabou o período sabático. O Brasil está de volta ao cenário mundial do basquete após a FIBA revogar a punição imposta em novembro do ano passado, que suspendia a seleção e os clubes de participarem de qualquer competição internacional devido a má administração da CBB, que entre outras coisas acumulou dívidas e ausências em competições importantes por falta de dinheiro.

 

  De lá pra cá muita coisa mudou. Desde 2009 na presidência, Carlos Nunes não resistiu à pressão e deixou a função, abrindo espaço para a entrada de Guy Peixoto. O novo mandatário não mediu esforços e passou a correr contra o tempo e as dificuldades para convencer a FIBA à anular a suspensão. 

 

 Guy Peixoto tem feito o que pôde para reerguer a CBB (Divulgação).

 

  Em poucos mais de 100 dias à frente da presidência, Guy e seus aliados tomaram uma série de medidas que foram crucias para a revogação da pena. Tudo começou com uma reunião na FIBA, onde o empresário definiu três diretrizes de trabalho: governança, financeiro e competição.

 

  As ideias de Guy eram boas mas diante do caos instaurado na confederação, a FIBA não conseguia tomar uma decisão baseada apenas em ideais, então, mandou um representante para fiscalizar as ações da CBB.
 

  Entre muitas medidas tomadas pela nova gestão, algumas se destacaram, comprovando as premissas de Guy. Para recuperar a instituição, ele colocou dinheiro do próprio bolso para poder readequar a casa, contratando empresas de marketing, responsáveis pela captação de recursos.

 

  Em relação às competições, outro ponto deixado de lado na gestão anterior, a cúpula organizou uma reunião com as principais ligas parceiras, LNB, LBF e NBA, para discutir uma revisão de contratos, visando melhorias a partir da próxima temporada.

  Com tudo isso, a FIBA decidiu voltar atrás e suspender a suspensão que deixava o país à margem do cenário mundial. Agora, a seleção brasileira e os clubes poderão disputar competições internacionais, algo que representa muito, não só dentro de quadra. Para ilustrar melhor isso, nesse ano, Bauru, Flamengo e Mogi deixaram de disputar a Liga das Américas, principal competição do continente.

 

Ausência na Liga das Américas representa prejuízo técnico e financeiro às equipes (Caio Casagrande).

 

  Satisfeito com a revogação, Guy divulgou uma nota oficial, ressaltando, entre outras coisas, o comprometimento e a transparência em prol do basquete brasileiro:

 

"Seguiremos trabalhando para elevar o basquete nacional, contando com o indispensável apoio das federações estaduais, que são determinantes para o desenvolvimento da modalidade, especialmente na descoberta e lançamento de novos valores.

A transparência seguirá como nossa maior bandeira ao longo desta administração e vamos seguir contando com o apoio irrestrito dos amantes do basquete brasileiro para que, livre de punição, possamos caminhar e alcançar patamares cada vez mais superiores, para reconquistar o lugar de direito do basquetebol brasileiro."

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