Uma luz no fim do túnel

07/08/2017

  Nos últimos dias os holofotes acabaram se virando para o Campeonato Paulista, que embora tenha uma série de ressalvas, ainda é o estadual de melhor nível técnico do país. Mas em meio a disputa do estadual, equipes do cenário nacional vem procurando alternativas para manter seus projetos, que, acima de tudo, visam a participação no NBB10.

 

  Com problemas financeiros, Brasília, Campo Mourão e Macaé correm contra o tempo para regularizar sua situação junto à Liga e garantir a continuidade das atividades. Diante das dificuldades, a Liga estendeu algumas vezes o prazo final para que as agremiações quitassem os débitos e apresentassem as garantias financeiras (orçamento mínimo de 1,2 milhões/ano).

 

  Quem se encontra numa posição mais tranquila, se é que assim podemos dizer, é a equipe paranaense. Por meio de suas redes sociais, o até então presidente da equipe, Nelson Martins, tranquilizou a torcida mourãoense ao informar que o caçula do NBB oficializou sua inscrição junto à Liga, aguardando apenas a aprovação da mesma para que o time comece a se movimentar.

 

Em seu primeiro ano na elite do basquete nacional, Campo Mourão mobilizou a cidade e conquistou feitos incríveis (Divulgação).

 

  Aproveitando o espaço, comunicou ainda que nos próximos dias deixará o cargo, ciente de que cumpriu seu objetivo, de colocar o Campo Mourão na elite do basquete nacional. Para terminar, Nelson disse que a equipe ficará em boas mãos, com o futuro presidente.

 

  Se as coisas parecem fluir no sul do país, o mesmo não se aplica ao Brasília e ao Macaé. Sem receita, tentam de todas as formas encontrar parceiros dispostos a investir nas equipes, para a partir de então, protocolar o pedido de inscrição na Liga Nacional. Além disso, segundo Bassul, ao Bala na Cesta, os dois clubes foram os únicos a não colocarem seus nomes nos arbitrais de suas Federações, outra exigência da LNB.

 

  Pouco se sabe à respeito dos Lobos, que possuem rica história no cenário nacional e sulamericano, com três títulos em cada esfera. Pressionada desde a saída de seu patrocinador máster, ao final da temporada, até o conhecimento dos salários atrasados, a diretoria pouco tem informado à torcida e a imprensa sobre a situação real do clube.

 

  É provável que, com a continuidade de alguns parceiros, somada à chegada de outros investidores, como disse o diretor de marketing Leonardo Buarque ao Jornal de Brasília, a equipe candanga ganhe sobrevida. Apesar de alguns nomes de destaque terem vínculo de mais um temporada, é possível que diante da nova realidade, eles sejam liberados com o pagamento da multa, visando um elenco mais coeso.

 

Depois de Giovanonni e Fúlvio, badalado Lucas Mariano pode se despedir do Brasília (Brito Junior).

 

  No litoral fluminense a situação é um pouco mais clara, mas não menos nebulosa. Tratando o assunto de forma aberta, os representantes da cidade tem participado de vários programas para esclarecer o assunto e angariar possíveis apoiadores. Em participação no Diário de Macaé, o técnico Léo Costa expôs a realidade do projeto:

 

"Todos os patrocinadores que entram no Macaé Basquete não ficam restrito a equipe profissional. Mas sim distribuído entre todos os projetos que a instituição executa. São 250 crianças atendidas por toda a cidade, categorias de base, que são 70 atletas, e o basquete sobre rodas. Todo esse projeto corre risco. A gente acredita em todo o envolvimento da cidade, dos nossos torcedores, dos empresários, para que a gente possa reverter esse quadro."

 

Guiado pelo cestinha do campeonato, Anthony, Macaé alcançou os playoffs mais uma vez (Raphael Bózeo).

 

  Diante dessa realidade, o Macaé Baquete promoverá amanhã, às 19:30, no Shopping Plaza, um evento de apresentação à todos os empresários interessados em abraçar a causa, garantindo a continuidade da equipe para a próxima temporada.

 

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